Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Archive for February, 2010


Militantes somalis bloqueiam ajuda alimentar da ONU 0

Posted on February 27, 2010 by Jefferson

Adaptado da BBC

Militantes islâmicos na Somália estão parando comboios de ajuda alimentar, atingindo mais de 360.000 pessoas refugiadas, afirma a World Food Programme – WFP. A agência diz que caminhões que viajavam da capital Mogadishu para campos em Afgoye foram detidos por homens armados. O grupo insurgente Al-Shabaab diz que a WFP está arruinando a agricultura local, forçando os somalis a depender das importações. Mas a ONU diz que sem ajuda, os agricultores somalis não podem fornecer alimentação suficiente para aqueles em estão em necessidade.

Os campos em Afgoye, a oeste da capital, tem a maior concentração de refugiados em todo o território da Somália.

Em janeiro, a WFP se retirou de várias partes do sul da Somália por causa de ameaças de grupos rebeldes.

Sofrendo

Peter Smerdon, porta-voz da WFP, disse à BBC que a United Nations Food Programme está extremamente preocupada com saúde de famílias refugiadas e que dependem da assistência humanitária para sobreviver.

“As pessoas em Afgoye receberam alimentos distribuídos pela WFP em novembro passado, por isso estamos com medo de que eles estejam passando muita fome”. “Temos medo que eles sofram ainda mais porque a assistência alimentar não pode atingi-los, e alguns deles podem ser obrigados a deixar Afgoye em virtude das precárias condições do campo.”

A Somália está em crise desde 1991, quando a sua administração central entrou em colapso.

O governo de transição, ajudado por uma força de paz da União Africana, funciona apenas em partes de Mogadishu e a grande parte do sul da Somália é controlada pelos insurgentes da Al-Shabaab.

Mapa do terremoto chileno… 0

Posted on February 27, 2010 by Jefferson

Infelizmente a natureza mostra sua força e traz novas cenas de terror. A natureza dá uma lição que tragédias não são adstritas a um tipo de gênero, raça, economia ou, como imbecilmente defendeu alguns políticos, religião.

Sobre essa tragédia trago um mapa confeccionado pelo jornal New York Times descrevendo o epicentro bem como as conseqüências do terremoto que atingiu a costa chilena.

Presidente turco enfrenta crise após prisão de militares 0

Posted on February 27, 2010 by Jefferson

Adaptado do UOL

O presidente turco, Abdullah Gul, enfrentava neste sábado uma crise provocada pela prisão de dois generais da reserva acusados de complô no ano de 2003, incluindo Cetin Dogan, apresentado como o suposto líder do aludido movimento.

No total, 33 oficiais superiores foram acusados pelo tribunal de Istambul, após uma operação da polícia que deteve cerca de 50 militares, na segunda-feira passada.

Dogan e os outros militares detidos são acusados de preparar o terreno para um golpe de Estado mediante ações violentas que visavam demonstrar a incapacidade do governo do AKP (Partido da Justiça e do Desenvolvimento) para garantir a segurança do país.

O general Dogan e vários membros do Estado-Maior das Forças Armadas afirmam que o suposto complô, denunciado pela imprensa em janeiro passado, era na verdade um esquema de treinamento militar, realizado pelos Exércitos de todo o mundo.

Além dos 50 oficiais detidos – alguns soltos posteriormente – a polícia prendeu outros 18 militares na sexta-feira, a maioria de baixa patente, suspeitos de executar os atentados previstos no complô.

Segundo a oposição, as prisões são “um golpe de Estado civil”, que utiliza a Justiça para debilitar os defensores de um estado laico na Turquia.

A situação é considerada de alto risco na Turquia, onde o Exército já derrubou ou contribuiu para a queda de quatro governos em 50 anos e se considera o fiador dos princípios laicos.

O presidente Gul realizou na quinta-feira uma reunião entre o chefe do Estado-Maior, general Iker Babug, e o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, e emitiu um comunicado garantindo que tudo será resolvido de forma “constitucional”.

Erdogan, para quem o processo judicial revela uma “normalização” da democracia na Turquia, advertiu o Exército na sexta-feira que “ninguém está acima da lei”.

Gul concordou que todo cidadão é igual perante a lei. “Se há pessoas que cometem erros em nossas instituições, elas devem ser punidas”.

O presidente também garantiu que a “Turquia superará absolutamente” esta crise e destacou que o objetivo principal para a democracia turca é respeitar as normas europeias.

A crise ocorre dois anos após o chamado caso Ergenekon, no qual mais de 200 pessoas, entre generais da reserva, professores universitários e jornalistas, foram acusados de tramar para derrubar o governo.

Indicação de leitura… 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

Leitores mais atentos devem ter notado que nesse sítio eletrônico não há nenhuma menção a política externa brasileira (não explicitamente) e, por ora, pretendo continuar assim. Para interessados, indico o blog PoliticaExterna.com, que tem um vasto material voltado para o Brasil. Meus motivos são simples e, paradoxalmente, complexos. Sou um aspirante à carreira de diplomata e podem deduzir o porquê da minha relutância em criticar atitudes do governo brasileiro.

Contudo, com a devida licença, achei super interessante um artigo publicado na Council on Hemispheric Affairs, tendo como tema a situação dos índios Yanomamis no Brasil. Interessante, porque é raro na imprensa nacional, reportagens que tratam da real situação dos índios no Brasil.

A COHA no seu artigo intitulado The Yanomami: Malaria, Genocide and Policy Prospects afirma que os Yanomami foram dizimados nos últimos 20 anos em decorrência do contato com garimpeiros que trouxeram doenças diversas (sendo malária a principal). Segundo a COHA, o artigo pretende analisar a atual situação do povo yanomami e fazer sugestão de políticas de preservação dessa sociedade indígena. Recomendado para se entender como a disseminação populacional pode, ao invés de incrementar o bojo cultural, servir para acabar com outra sociedade.

Cartoon – Aquecimento Global 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

Um pouquinho de humor…

Trago uma tirinha interessante sobre as discussões entorno do aquecimento global. Como sabem, existem cientistas que defendem que não há aquecimento global (defendem que o nível de aumento das temperaturas é um fenômeno cíclico). Essas vozes reverberam com mais força no último mês em decorrência de erros apontados nos relatórios climáticos confeccionados pela ONU.

Ehud Barak sinaliza autonomia de Israel contra o Irã 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

O púpilo dos Estados Unidos absorveram direitinho suas lições…

Retirado do Reuters

A perspectiva de Israel a respeito do programa nuclear iraniano difere da dos EUA, e os dois podem divergir sobre que ação tomar, disse na sexta-feira o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak.

A influência de Washington sobre seu aliado do Oriente Médio foi posta em dúvida depois das ameaças veladas do Estado judeu de atacar o Irã preventivamente se a diplomacia internacional não convencer a República Islâmica a abandonar seu processo de enriquecimento de urânio.

Israel e os governos ocidentais temem que essa atividade leve ao desenvolvimento de armas nucleares, intenção que Teerã garante não ter.

Os Estados Unidos afirmaram nesta semana que não querem fazer mal ao povo iraniano com sanções “paralisantes” contra o setor energético do país, medidas que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descreveu como sendo a única solução diplomática viável.

“É claro que há certa diferença na perspectiva e uma diferença na avaliação e uma diferença no relógio interno, uma diferença de capacidades”, disse Barak no Instituto para a Política do Oriente Próximo, em Washington, quando questionado sobre as discussões entre Israel e EUA a respeito do Irã.

“Não acho que haja uma necessidade de coordenação a esse respeito. Deve haver uma compreensão sobre a troca de opiniões, mas não precisamos coordenar tudo”, disse Barak, que foi a Washington para discussões estratégicas.

Centrista dentro de uma coalizão dominada pela direita, Barak reiterou o argumento israelense de que uma bomba atômica iraniana iria desestabilizar toda a região e provocar uma corrida armamentista, além de estimular guerrilhas islâmicas patrocinadas por Teerã.

“Provavelmente, deste canto do mundo, (o programa iraniano) não muda o roteiro dramaticamente”, disse ele, em inglês. “De uma distância mais próxima, em Israel, parece um ponto de virada para toda a ordem regional, com consequências bastante garantidas para o mundo como um todo.”

Embora tenha minimizado o risco de que o Irã tente varrer Israel do mapa com um ataque nuclear, Barak pediu aos Estados Unidos e a outras potências que mantenham “todas as opções sobre a mesa”, inclusive a força preventiva.

Israel bombardeou um reator nuclear do Iraque em 1981 e um da Síria em 2007. Muitos analistas acreditam, no entanto, que o país não teria condições de impor um dano duradouro às instalações nucleares iranianas, que são numerosas, distantes e bem defendidas.

Mas Barak sinalizou a disposição israelense de eventualmente agir por conta própria, ao dizer: “Sentimo-nos muito orgulhosos de nunca termos pedido aos norte-americanos que viessem lutar conosco. Basicamente, para parafrasear Churchill, dissemos: ‘Deem-nos as ferramentas, e faremos o trabalho’”.

Ele elogiou o governo de Barack Obama por fazer “o máximo esforço” para resolver diplomaticamente o impasse com o Irã.

Manifestando sua relutância com uma nova guerra no Oriente Médio, os EUA reforçaram seu apoio às defesas estratégicas israelenses, o que levou alguns analistas a especularem que Israel, supostamente dono do único arsenal atômico da região, acabaria tendo de aderir a uma política de “contenção” do Irã, conforme quer Washington.

Documentário sobre a crise nas Malvinas 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

Caros leitores,

Nada melhor que um bom vídeo para explicar acontecimentos, não é?

O programa Sem Fronteiras, produzido pela Globo, produziu na última semana um documentário sobre a situação nas ilhas Malvinas (Falkland) bastante interessante e que traz todos os nuances que envolvem essa querela.

É só pegar seu refrigerante preferido, botar o vídeo para rodar e curtir o documentário.

Reunião da ONU propõe nova agência ambiental no estilo da OMC 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

Uma Organização Mundial do Meio Ambiente, semelhante à Organização Mundial do Comércio, poderia ser criada como parte de uma reforma da governança ambiental, decidiu na sexta-feira uma reunião da ONU com a presença de ministros do Meio Ambiente.

Ministros e representantes de mais de 135 países se reuniram em Nusa Dua, na ilha indonésia de Bali, esta semana para a reunião anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep). É o maior encontro de autoridades ambientais desde as negociações climáticas de Copenhague, em dezembro do ano passado.

O diretor executivo do Unep, Achim Steiner, disse a jornalistas na sexta-feira que a reforma da governança ambiental foi uma parte chave das discussões desta semana e que governos levantaram a possibilidade de ser criada uma Organização Mundial do Meio Ambiente, cuja sigla em inglês seria WEO.

“Deixar as coisas como estão… não é mais uma opção viável. Dentro das opções mais amplas de reforma, uma delas é o conceito da WEO”, disse Steiner.

“Os governos criaram um grupo ministerial de alto nível para levar esse processo adiante com foco e urgência maiores. Esse grupo vai se reunir dentro de alguns meses.”

Steiner disse no início da semana que a WEO poderia seguir o modelo da Organização Mundial do Comércio, mas não soube dizer se ela teria poderes semelhantes de impor sanções a países que infringissem a lei internacional.

Pela primeira vez em uma década, a reunião do Unep divulgou uma declaração formal apresentando uma série de políticas que devem ser adotadas.

A Declaração de Nusa Dua pediu, entre outras coisas, que o organismo mundial ajude a garantir que o Haiti, devastado por um terremoto em janeiro, seja reconstruído de maneira ambientalmente propícia e que sejam implementadas as recomendações de um relatório anterior sobre danos ambientais e infraestruturais na Faixa de Gaza.

A Declaração também pede que os governos se reúnam novamente em junho deste ano para decidir sobre a criação de um novo comitê internacional de cientistas dedicado à biodiversidade, seguindo os moldes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Steiner disse que as reuniões desta semana demonstram uma disposição global em seguir adiante depois do encontro de Copenhague, que frustrou as expectativas e terminou com um acordo não compulsório para combater as mudanças climáticas.

“Acho que aqui em Bali, tão pouco tempo após Copenhague e aquela grande frustração, os ministros responsáveis pelo meio ambiente reencontraram sua voz coletiva”, disse ele. “Isso é algo que deve deixar o mundo muito satisfeito.”

Relatório da OEA critica Venezuela por direitos humanos 0

Posted on February 25, 2010 by Jefferson

Adaptado da Reuters e AFP

Um braço para os direitos humanos da Organização dos Estados Americanos criticou a concentração de poder e a restrição de liberdades civis na Venezuela sob o governo do presidente Hugo Chávez.

Em um relatório firme de 319 páginas publicado na quarta-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos apontou para “a ausência de uma separação efetiva e independência dos braços públicos do poder na Venezuela.”

O relatório também disse que a liberdade de expressão e o direito de protesto pacífico tem sido cortados e a “intolerância política” permanece no país, um dos principais fornecedores de petróleo para os Estados Unidos.

A crítica feita pelo fórum de 34 nações, sediado em Washington, será música aos ouvidos de opositores de Chávez que dizem que ele é um futuro ditador que minou a independência da legislação e do judiciário, enquanto reprime a mídia de oposição.

“O poder punitivo do Estado está sendo usado para intimidar ou punir pessoas por suas opiniões políticas”, observou o relatório da OEA.

“Um ambiente hostil ao exercício livre de participação política divergente”, existe na Venezuela, concluiu a comissão.

O relatório detectou uma “sequência de casos de impunidade e violência” contra manifestantes, mulheres, membros de sindicatos, indígenas, ativistas de direitos humanos e jornalistas.

Chávez, ex-paraquedista e revolucionário socialista declarado, conquistou o poder nas eleições há 11 anos e continua popular entre os venezuelanos pobres, que têm se beneficiado com seu governo.

O relatório da OEA elogiou o governo Chávez por erradicar o analfabetismo, reduzir a pobreza e aumentar o acesso dos mais pobres venezuelanos à saúde.

Mas os avanços sociais e econômicos não justificaram o sacrifício de direitos civis fundamentais.

A comissão da OEA, que desenvolve esses relatórios quando percebe que os direitos humanos estão sendo sistematicamente infringidos, não teve permissão para visitar a Venezuela desde 2002, segundo uma porta-voz da comissão.

Segundo ela, o relatório era baseado em centenas de reclamações e entrevistas que venezuelanos haviam feito em Washington.

Continuação da história…

Hugo Chávez chamou o relatório de vergonhoso. Segundo ele “Não vale a pena responder a essa gente. É um lixo. O que devemos fazer é pegar o acordo no qual a Venezuela se inscreveu e sairmos dele”.

O líder venezuelano anunciou a retirada de seus representantes da Comissão de Direitos Humanos da OEA.

Khadaffi convoca “jihad” contra a Suíça por minaretes 0

Posted on February 25, 2010 by Jefferson

Custa ressaltar que Khadaffi é outro personagem anacrônico que ainda povoa o mundo político internacional…

From Reuters

O líder líbio, Muammar Khadaffi, convocou nesta quinta-feira os muçulmanos a uma “jihad” (luta religiosa) contra a Suíça, por causa da destruição de minaretes no país europeu.

“Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um apóstata, é contra Maomé, Deus e o Corão”, disse ele num evento alusivo ao nascimento do profeta Maomé em Benghazi, no leste da Líbia.

“As massas de muçulmanos devem ir a todos os aeroportos no mundo islâmico para impedir qualquer avião suíço de pousar, a todos os portos para impedir qualquer navio suíço de atracar, inspecionar todas as lojas e mercados para impedir qualquer bem suíço de ser vendido”, acrescentou.

A chancelaria suíça disse que não comentaria as declarações de Khadaffi.

A Líbia rompeu relações com a Suíça em 2008, quando um filho de Khadaffi foi detido em um hotel de Genebra e indiciado por abuso contra serviçais domésticos. Ele foi liberado logo depois, e a acusação foi retirada, mas a Líbia cortou o fornecimento de petróleo para a Suíça, retirou bilhões de dólares de contas bancárias do país e deteve dois executivos suíços que trabalhavam na Líbia.

Um deles foi libertado, mas o outro foi forçado nesta semana a deixar a embaixada da Suíça em Trípoli, onde estava refugiado, para cumprir uma pena de quatro meses de prisão, aparentemente evitando um confronto.

A Líbia diz que não há relação entre a prisão do filho de Khadaffi e a detenção dos dois executivos.

“Lutemos contra a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira”, disse Khadaffi, acrescentando que “isso não é terrorismo”, em contraste com a atividade da Al Qaeda, que ele qualificou como “uma espécie de crime e doença psicológica”.

“Há uma grande diferença entre terrorismo e jihad, que é o direito a uma luta armada”, afirmou.

Khadaffi acusa a Suíça de ser um “Estado infiel e obsceno, que está destruindo mesquitas”, em referência a um recente referendo suíço que proibiu a construção de minaretes. Ele convocou “uma jihad contra isso por qualquer meio.”

O discurso foi feito antes de orações numa praça de Benghazi, diante de representantes de dezenas de países islâmicos.

O eleitorado suíço aprovou por 57,5 por cento dos votos em novembro a lei contra os minaretes, propostas por um partido de direita. O governo havia feito campanha pelo não, alegando que a medida violaria a liberdade religiosa.

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