Militantes somalis bloqueiam ajuda alimentar da ONU 0
Adaptado da BBC
Militantes islâmicos na Somália estão parando comboios de ajuda alimentar, atingindo mais de 360.000 pessoas refugiadas, afirma a World Food Programme – WFP. A agência diz que caminhões que viajavam da capital Mogadishu para campos em Afgoye foram detidos por homens armados. O grupo insurgente Al-Shabaab diz que a WFP está arruinando a agricultura local, forçando os somalis a depender das importações. Mas a ONU diz que sem ajuda, os agricultores somalis não podem fornecer alimentação suficiente para aqueles em estão em necessidade.
Os campos em Afgoye, a oeste da capital, tem a maior concentração de refugiados em todo o território da Somália.
Em janeiro, a WFP se retirou de várias partes do sul da Somália por causa de ameaças de grupos rebeldes.
Sofrendo
Peter Smerdon, porta-voz da WFP, disse à BBC que a United Nations Food Programme está extremamente preocupada com saúde de famílias refugiadas e que dependem da assistência humanitária para sobreviver.
“As pessoas em Afgoye receberam alimentos distribuídos pela WFP em novembro passado, por isso estamos com medo de que eles estejam passando muita fome”. “Temos medo que eles sofram ainda mais porque a assistência alimentar não pode atingi-los, e alguns deles podem ser obrigados a deixar Afgoye em virtude das precárias condições do campo.”
A Somália está em crise desde 1991, quando a sua administração central entrou em colapso.
O governo de transição, ajudado por uma força de paz da União Africana, funciona apenas em partes de Mogadishu e a grande parte do sul da Somália é controlada pelos insurgentes da Al-Shabaab.





