Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Archive for March, 2010


Pescadores encontram 21 corpos de bebês em rio na China 0

Posted on March 31, 2010 by Jefferson

Um problema sério na China…

Pescadores encontram 21 corpos de bebês em rio na China

Pescadores chineses encontraram 21 corpos de bebês em um rio, na cidade de Jining, na província de Shandong, no leste do país. Acredita-se que os cadáveres tenham sido jogados ali por hospitais. De acordo com o site China Daily, oito dos corpos possuíam etiquetas identificadoras dessas entidades. Segundo o site britânico Time, três bebês tinham tornozeleiras de identificação indicando que estiveram em estado grave na emergência do hospital universitário de Jining e cinco apresentavam as etiquetas de atendimento do mesmo hospital.

Um pescador afirmou à TV local que percebeu que algo havia sido jogado contra a margem do rio perto de uma ponte. Inicialmente, os pescadores pensaram que eram bonecos de plástico. Ao chegarem mais perto, descobriram que eram corpos. “Não podia acreditar que eram de verdade, mas eram. E quanto mais andava por ali, via mais e mais”, disse outro homem.

Alguns corpos estavam juntos em sacos plásticos amarelos, com a inscrição “lixo hospitalar”. Ainda não foram divulgados os sexos dos bebês.

As autoridades iniciaram uma investigação e a equipe médica que pode estar envolvida no caso foi suspensa. Segundo a imprensa local, os corpos podem ter sido descartados por hospitais após abortos e partos induzidos.

Chanceleres do G8 pedem medidas fortes contra o Irã 0

Posted on March 30, 2010 by Jefferson

From Reuters

Ministros do Exterior do Grupo dos Oito, que reúne as principais nações industrializadas, pediram à comunidade internacional que tome “medidas apropriadas e fortes” para mostrar sua determinação sobre as atividades nucleares do Irã.

Um esboço do comunicado final também afirma que o G8 segue aberto ao diálogo com Teerã, que nega as acusações do Ocidente de que está buscando construir armas atômicas.

Os ministros do G8 encerrarão uma reunião de dois dias no Canadá nesta terça-feira. Uma cópia do documento, com a data de segunda-feira, foi mostrada à Reuters.

O documento faz parte de uma recente campanha de pressão de várias potências mundiais para forçar o Irã a atender as exigências do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Irã insiste que seu programa nuclear tem objetivos pacíficos.

“A contínua recusa do Irã de cumprir as obrigações com o Conselho de Segurança das Nações Unidas e com a AIEA em relação ao seu programa nuclear é uma grave preocupação para os ministros do G8″, afirma o comunicado final.

“Os ministros concordaram em seguir abertos ao diálogo e também reafirmaram a necessidade da comunidade internacional tomar medidas fortes e apropriadas para demonstrar… determinação para manter o regime de não-proliferação nuclear.”

O esboço não menciona a palavra “sanções”.

Os três integrantes ocidentais que têm vagas permanentes no Conselho de Segurança –Estados Unidos, França e Grã-Bretanha– ao lado da Alemanha, têm pressionado por uma nova rodada de sanções ao Irã.

Obama diz que EUA querem relação positiva com a China 0

Posted on March 30, 2010 by Jefferson

From Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ao novo embaixador da China em Washington que quer “desenvolver ainda mais” uma relação positiva com o país asiático, informou a Casa Branca em comunicado na segunda-feira.

“O presidente enfatizou a necessidade de Estados Unidos e China trabalharem juntos e com a comunidade internacional em questões globais críticas, incluindo a não-proliferação e a busca do crescimento sustentável e equilibrado”, afirma o comunicado divulgado pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Gibbs disse na segunda-feira que Obama recebeu as credenciais do embaixador chinês Zhang Yesui.

Moscou chora vítimas de ataque ao metrô. 0

Posted on March 30, 2010 by Jefferson

Moscou respeitava um dia oficial de luto nesta terça-feira e usuários nervosos retornavam ao metrô da capital, enquanto o número de mortos nos ataques aos trens subterrâneos da cidade subia para 39.

As bandeiras em toda a capital estavam a meio mastro e moscovitas sombrios deixavam flores e acendiam velas nas estações atingidas pelas explosões. O governo responsabiliza rebeldes do norte do Cáucaso pelos ataques.

A presença da polícia foi intensificada nas estações do metrô e a segurança também foi aumentada em cidades como São Petersburgo e Novosibirsk, na Sibéria, informou a imprensa local.

Programas de entretenimento no rádio e na TV não foram transmitidos pois Moscou observava um dia oficial de luto pelas vítimas do pior ataque a atingir a cidade em seis anos, realizado por duas mulheres-bomba.

Usuários entravam nos trens lotados em alerta e cautelosos um dia depois das explosões no horário de pico em duas estações centrais –Lubyanka e Parque Kultury.

“Quando estava no metrô hoje, o relógio de pulso de alguém começou a fazer barulho e eu pensei ‘é isso’”, disse Katya Vankova, estudante de administração. “Foi muito assustador.”

Os ataques enviaram uma dura mensagem ao presidente Dmitry Medvedev e ao primeiro-ministro Vladimir Putin.

Alguns jornais disseram que o ataque representa uma falha na política de segurança do governo. Eles escreveram que anos de propaganda oficial iludiram os russos e os fizeram acreditar que não havia muita coisa a temer da insurgência islâmica no norte do Cáucaso.

Uma jovem morreu no início da terça-feira, levando o número de mortos para 39, disse Andrei Seltsovsky, chefe do departamento de saúde de Moscou, à emissora de TV estatal Rossiya 24.

Ele disse que outras 71 pessoas ainda estão no hospital, cinco delas em estado grave.

Obama “humilhou” Netanyahu em encontro, diz jornal de Israel 0

Posted on March 25, 2010 by Jefferson

Num jargão popular, ‘a casa caiu para Israel’. Um atrito com seu maior aliado pode ser um importante e decisivo trunfo para opositores das ações engendradas pelo país judeu. Esperamos que os Estados Unidos não voltem atrás e forcem o abandono da aspiração expansionista israelense para assim, iniciar, novamente, uma dialogo na região.

From Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “humilhou” o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, no encontro a portas fechadas realizado na terça-feira passada (23), afirma o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”.

O jornal diz que o encontro, realizado em Washington (EUA), foi uma “emboscada” de um Obama “inflado” após a aprovação da reforma da saúde americana, considerada a maior vitória de seu governo.

Nenhum dos dois deu declarações ou entrevistas após o encontro. O gabinete de Netanyahu afirmou apenas que “o clima foi bom” durante a conversa, que ocorre em meio a uma das maiores crises na relação bilateral, diante da insistência de Israel de construir em território ocupado.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama quer que Netanyahu tome ações para convencer os palestinos a retomar as negociações indiretas –suspensas após o anúncio de mais construções na Jerusalém Oriental.

O “Yedioth Ahronoth” revela detalhes do encontro, no qual o presidente americano teria perguntado a Netanyahu que gestos estava disposto a tomar em direção aos palestinos para convencer-lhes a retomar o diálogo de paz, interrompido há mais de um ano.

Obama não ficou satisfeito com as respostas vagas e insistiu na necessidade de passos concretos, enquanto Netanyahu seguia falando em um marco teórico de possíveis medidas.

Também foi debatido, ainda segundo o jornal, o controvertido tema da construção de colônias judaicas em território palestino ocupado, que colocou os aliados em lados opostos quando Israel anunciou a edificação de 1.600 moradias durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

Washington viu o anúncio como uma humilhação a seu vice-presidente e, segundo alguns comentaristas locais, Obama quis devolvê-la a Netanyahu, principalmente após saber que, horas antes, Israel tinha dado o sinal verde para a construção de outros 20 imóveis em Jerusalém Oriental.

Às 19h locais, após uma hora e meia de debate sem acordos, Obama se levantou da cadeira e disse: “vou à parte residencial [da Casa Branca] jantar com Michelle e as meninas”.

“Estarei por aqui. Me diga se houver algo novo”, teria respondido Netanyahu, sempre de acordo com o relato do jornal.

Depois, Netanyahu teria solicitado uma segunda reunião com Obama, que durou pouco menos de meia hora.

A Casa Branca não permitiu o acesso da imprensa antes ou depois do encontro, nem divulgou fotos oficiais, como manda o protocolo, o que pode ser interpretado como outra forma de humilhar seu convidado.

Ainda de acordo com o jornal, Obama ofereceu uma linha telefônica, como é costume, mas o chefe do Governo israelense temeu que a linha estivesse grampeada foi à embaixada de seu país para fazer suas chamadas.

13 gestos

Na reunião, Obama pediu para que Israel apresente treze gestos, sem contrapartida, rumo aos palestinos, e disse que espera uma resposta por escrito para esta quinta-feira.

Entre as exigências está a ampliação, em setembro, da moratória parcial de dez meses na construção nos assentamentos judaicos na Cisjordânia, incluindo também Jerusalém Oriental, e a libertação de entre cem e mil presos palestinos.

Netanyahu, que já começou a preparar a resposta, convocou uma reunião esta tarde em Jerusalém com seus sete principais ministros para estudar a situação.

Hillary diz que assentamentos de Israel são obstáculo para paz 0

Posted on March 24, 2010 by Jefferson

From Reuters

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira que a política israelense para os assentamentos põe em risco as conversas de paz com os palestinos, destacando grandes diferenças com Israel no início da visita do premiê a Washington.

“As novas construções em Jerusalém Oriental ou na Cisjordânia prejudicam a confiança mútua e colocam em risco as conversações de proximidade, que são o primeiro passo em direção às negociações plenas que os dois lados querem e necessitam”, disse Hillary durante discurso ao influente grupo de lobby pró-Israel Aipac antes de se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Elas expõem divergências entre Israel e os Estados Unidos, algo que outros na região podem querer explorar. E isso prejudica a capacidade singular da América de exercer um papel no processo de paz — papel esse que, vale acrescentar, é essencial.”

A questão dos assentamentos judaicos azedou as relações dos EUA com seu aliado mais estreito no Oriente Médio.

Durante a visita do vice-presidente norte-americano Joe Biden à região, Israel aprovou planos para 1.600 novas construções em Jerusalém Oriental, levando os palestinos a dizer que se retirariam das conversações indiretas que Washington acabara de conseguir promover.

Hillary classificou o anúncio como “insulto” e exigiu que Netanyahu defina passos específicos para restaurar a confiança no processo de paz.

Hillary, em seu discurso à Aipac, disse que Israel enfrenta “escolhas difíceis, porém necessárias” com relação à paz no Oriente Médio e considerou a política de assentamentos de Israel um problema.

Mais tarde, a secretária reuniu-se com Netanyahu no hotel em que ele está hospedado, após planos de um encontro no Departamento de Estado terem sido cancelados.

Autoridades israelenses consideraram o encontro como uma conversa entre amigos na qual ambos mostraram um desejo de colocar para trás os desentendimentos públicos causados pelo anúncio da construção das novas casas.

Segundo as autoridades, Hillary e Netanyahu analisaram maneiras de avançar com o processo de paz. Mas as autoridades deixaram claro que Netanyahu não fez concessões na sua posição de que Israel tem o direito de construir em qualquer área de Jerusalém.

Israel capturou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e considera a cidade sagrada como sua capital indivisível. Palestinos desejam a parte Oriental como a capital do futuro Estado que esperam construir na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Argentina e Peru superam atrito de 1995 por venda de armas 0

Posted on March 24, 2010 by Jefferson

From Reuters

Argentina e Peru disseram nesta segunda-feira ter superado um atrito que perdurava desde 1995 por causa de uma transação com armas. Na primeira visita oficial em 16 anos de um presidente argentino a Lima, Cristina Kirchner disse que sua presença no país era uma forma de “desagravo.”

Em troca, ela recebeu o apoio do presidente peruano, Alan García, na disputa mantida pela Argentina com a Grã-Bretanha pela posse das ilhas Malvinas.

“Sinto que esta visita nos 16 anos (depois da anterior) é uma visita de desagravo institucional e de reparação histórica. Isso é o que vim fazer em nome de todos os argentinos”, disse Cristina em uma cerimônia no palácio peruano de governo, sem fazer alusão explícita ao episódio de 1995.

Naquele ano, Peru e Equador travaram uma curta guerra territorial. Na época, o governo de Carlos Menem forneceu armas a Quito, embora a Argentina fosse um dos mediadores do conflito.

García deu a entender que o episódio já foi superado. “Depois de um longo tempo de distância, nos enche de satisfação e afeto receber a presidente argentina e colocar ponto final a um lamentável incidente que jamais deveria ter ocorrido”, afirmou.

Sobre as Malvinas, arquipélago sob controle britânico que a Argentina tentou sem sucesso capturar militarmente em 1982, García disse: “Quando chegou o momento de respaldar a Argentina na sua justíssima reivindicação soberana das Malvinas, que nós continuamos apoiando, colocamos a serviço da Argentina tudo o que poderíamos colocar.”

Recentemente, Buenos Aires queixou-se das atividades britânicas de prospecção de petróleo nos arredores do arquipélago, e como represália anunciou que exigiria autorizações especiais para que embarcações oriundas das Malvinas atracassem em portos argentinos.

Em uma reunião de cúpula em fevereiro no México, governantes latino-americanos emitiram uma nota manifestando apoio à Argentina contra a atividade petroleira da empresa britânica Desire Petroleum na região.

Reforma no sistema de saúde dos EUA enfrenta novos desafios 0

Posted on March 23, 2010 by Jefferson

From Reuters

Os republicanos prometeram contra-atacar na segunda-feira, depois que o Congresso aprovou uma reformulação histórica no sistema de saúde proposta pelo presidente Barack Obama, enquanto Estados norte-americanos anunciavam que entrarão com recursos judiciais e subiam as ações da indústria da saúde.

A aprovação final por 219 votos contra 212 na Câmara no domingo coroou um ano de uma batalha política que consumiu o Congresso e afetou as taxas de aprovação de Obama, mas a maior mudança na política de saúde em quatro décadas ainda enfrentava uma série de obstáculos.

As principais autoridades legais em ao menos 11 Estados anunciaram que vão entrar com ações contestando a constitucionalidade da reforma e alegando que ela passa por cima da soberania dos Estados.

As ações do setor de saúde, no entanto, subiam durante a manhã de segunda-feira, enquanto os investidores sentiam-se aliviados por finalmente terem alguma certeza sobre a batalha do sistema de saúde, animados de que ele ampliaria a cobertura para 32 milhões de norte-americanos não-assegurados.

O índice Morgan Stanley Healthcare Payor, das seguradoras de saúde, registrava alta de 1,9 por cento, superando o mercado geral, e as grandes seguradoras WellPoint Inc e UnitedHealth Group subiam menos de 1 por cento.

A reformulação expande o plano de saúde do governo para os pobres, impõe taxas novas aos ricos e proíbe práticas dos planos de saúde, como recusar-se a fornecer cobertura para pessoas com condições médicas pré-existentes.

“Essa lei não consertará tudo que afeta nosso sistema de saúde, mas nos leva de forma decisiva na direção correta”, disse Obama no final da noite na Casa Branca.

Meta Antiga

A aprovação atinge um objetivo perseguido, mas não alcançado, por muitos presidentes norte-americanos durante um século – mais recentemente o democrata Bill Clinton, em 1994. Líderes do Congresso planejavam realizar uma cerimônia de assinatura na tarde de segunda-feira, antes de enviar a reforma à Casa Branca.

Republicanos e críticos na indústria da saúde disseram que a proposta de lei de 940 bilhões de dólares era uma intervenção autoritária no setor que ampliará os custos, aumentará o déficit orçamentário e reduzirá as escolhas dos pacientes.

Os republicanos no Senado afirmaram que iam combater um pacote de mudanças designado a melhorar o projeto de lei, que será avaliado esta semana.

Ao menos 11 Estados, incluindo Flórida, Virginia e Alabama, planejam entrar com ações contra o projeto de lei.

“Se o presidente transformar esse projeto em lei, nós entraremos com uma ação para proteger os direitos e os interesses dos cidadãos americanos”, disse o procurador geral da Flórida, o republicano Bill McCollum.

Latinos pressionam Obama por reforma na imigração 0

Posted on March 23, 2010 by Jefferson

From G1

Frustrados com o fato de que o presidente Barack Obama ainda não cumpriu a promessa de reformular o sistema de imigração nos Estados Unidos, os hispânicos norte-americanos estão alertando para que ele apresente o projeto este ano ou enfrente as conseqüências nas eleições parlamentares em novembro.

Dezenas de milhares de latinos planejam realizar uma manifestação em Washington no domingo, numa advertência de que o apoio deles a Obama e aos democratas – que tentarão manter a maioria em ambas as casas do Congresso – depende dessa questão.

O evento, no entanto, poderá ser ofuscado por uma votação no mesmo dia na Câmara sobre o projeto de lei da reforma na saúde, que seria o principal feito de Obama até agora.

Em 2008, Obama beneficiou-se com uma enorme votação dos hispânicos, movidos pela promessa de reforma na imigração que daria a milhões de imigrantes ilegais uma via para a cidadania norte-americana.

Mas o projeto sofreu uma desaceleração em razão do investimento de Obama na reforma da saúde, nos esforços para reviver a economia e a resistência no Congresso depois de uma reestruturação na imigração ter sido torpedeada em 2007 no governo do presidente republicano George W. Bush.

Com a aproximação das eleições de novembro, os analistas dizem que o tempo está se esgotando para tratar dessa questão ainda este ano.

Embora se acredite que seja improvável que os hispânicos transfiram seu apoio aos republicanos, que combatem uma reforma da imigração sem a repressão aos imigrantes ilegais, eles poderiam prejudicar os democratas com um baixo comparecimento nas urnas.

“Ainda estamos interessados em ver os democratas tendo sucesso e o sr. Obama obter sucesso”, disse Jorge-Mario Cabrera, da Coalizão para os Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles, que enviará delegados à marcha.

“No entanto, também estamos dizendo ao Congresso e ao presidente que essa promessa em particular é tão essencial ao bem-estar de nossa comunidade, de nossas famílias e de nossa nação que, se não for cumprida, nós nos lembraremos disso nas eleições de novembro”, afirmou ele.

A imigração é uma questão amplamente debatida nos EUA, onde cerca de 10,8 milhões de imigrantes vivem e trabalham ilegalmente e onde os hispânicos, o maior grupo de imigrantes, e são um grupo de eleitores que cresce rapidamente.

Crise no FMI… 0

Posted on March 23, 2010 by Jefferson

From: O Globo, 21.03.2010

Escritor: Merval Pereira

Uma crise diplomática de amplas proporções para o governo da Colômbia, e que o governo brasileiro procura reduzir a uma simples questão administrativa, se desenrola nos bastidores do Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando mais um contencioso nas relações com países da América do Sul governados por políticos conservadores, como o Chile, onde o presidente Lula não foi para a posse de Piñera, ou o Peru de Alan Garcia.

O economista Paulo Nogueira Batista Junior, diretor executivo do FMI em Washington, demitiu recentemente a economista colombiana Maria Inês Agudelo do cargo de Diretora-Substituta.

O Brasil representa diversos países no FMI, como a Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trindade e Tobago, mas a Colômbia alega que a economista, ex-vice ministra das Finanças, ocupava um posto que era de representação do país, e não poderia ser demitida.

Oficialmente, não há uma explicação, e ao ser procurado Paulo Nogueira não quis falar, alegando se tratar de assunto administrativo interno, e por avaliar que, ao falar sobre o tema em público, poderia ser indelicado com pessoas envolvidas.

María Inés Agudelo, também não quis se pronunciar. Mas nos bastidores do FMI, as versões correm soltas, alimentando um clima de crise política entre os governos do Brasil e Colômbia.

Os colombianos fizeram protestos formais junto ao governo brasileiro e atribuem informalmente a demissão às posições políticas de Paulo Nogueira, que seria ligado à ala esquerda mais radical do governo Lula, interessada em boicotar o governo conservador de Uribe, tirando-lhe poder nos organismos internacionais.

O fato de que Paulo Nogueira pediu a substituição de Maria Ines Agudelo por outro representante colombiano, alegado pelo governo brasileiro como prova de que se trata apenas de uma questão administrativa, é entendido pelo governo colombiano como tentativa de rebaixar sua representação, tornando-a subordinada ao diretor-executivo brasileiro.

O governo brasileiro alega que a Colômbia sempre elogiou a atuação do diretor-executivo Paulo Nogueira no FMI, e ressalta que foi com seu apoio que a entidade criou linhas alternativas de crédito mais flexíveis na crise de 2008, que ajudaram a Colômbia.

O governo brasileiro procura retirar do episódio qualquer tom ideológico, mas atribui a politização do caso pelo governo Uribe a uma insatisfação com o fato de o governo brasileiro não querer apoiar a reeleição do Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombiano Luis Alberto Moreno.

Mais uma vez, as críticas de autoridades brasileiras à atuação do BID ganham, na visão da Colômbia, cores ideológicas, enquanto da parte brasileira são tidas como posições meramente técnicas.

Há na origem da eleição de Moreno para o BID um fator político importante: ele venceu a eleição em 2005 derrotando o candidato do governo brasileiro João Sayad, que tinha o apoio argentino, mas só recebeu 11 dos 48 votos dos países-membros da instituição.

Moreno foi eleito com o apoio do governo Bush, pois os Estados Unidos têm a maior participação no banco. Hoje, no entanto, a situação é distinta, pois a nova administração Obama também estaria insatisfeita com a atuação do BID durante a crise financeira internacional.

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um dos mais ácidos críticos da gestão de Moreno, e recentemente disse claramente que era preciso “uma nova gestão mais eficaz em benefício da região”.

Uma das queixas maiores é quanto ao custo dos empréstimos do BID, que não seriam compatíveis com a situação financeira da América Latina.

Seja por questões ideológicas, seja por questões meramente técnicas, o fato é que o governo brasileiro está negociando desde o ano passado a apresentação de uma candidatura alternativa para a sucessão de Moreno, em outubro deste ano.

E procura uma parceria com os Estados Unidos, que a Colômbia também busca. Uma das conseqüências dessa crise atual gerada pela demissão da diretora colombiana é que a Colômbia se recusa a ser representada pelo Brasil daqui por diante no FMI, o que provocará uma mudança de procedimentos.

O governo brasileiro acha que a Colômbia quer mesmo é ficar sob a representação dos Estados Unidos no FMI, o que aumentaria a já estreita ligação entre os dois países nos organismos internacionais, e dificultaria qualquer ação americana contrária, que setores da administração Obama já defendem.

O governo colombiano acha que o governo brasileiro o discrimina justamente por essa proximidade com os Estados Unidos.

O governo brasileiro, que já perdeu outras indicações para organismos internacionais como na Unesco, quando apoiou o egipcio Farouk Hosni, acusado de anti-semitismo, que perdeu para a búlgara Irina Bukova; ou quando tentou a indicação de Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio (OMC), tenta agora montar novamente uma candidatura para o BID.

Diversos nomes estão sendo cogitados, todos a nível de ministro de Estado, entre eles o do Planejamento, Paulo Bernardo, e o da Fazenda, Guido Mantega, além do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, o que só faz aumentar nos colombianos a sensação de que estão sendo vítimas de uma grande armação política brasileira para esvaziar sua presença nos organismos internacionais.

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