Hillary oferece ajuda em disputa sobre ilhas Malvinas
From Associated Press
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu nesta segunda-feira ajuda na tensa disputa entre Argentina e o Reino Unido sobre o controle das ilhas Malvinas, onde os britânicos começaram recentemente a buscar petróleo.
No Uruguai, parte de seu giro pela América Latina e antes de chegar à Argentina, Hillary disse que os dois países devem concordar sobre a soberania das ilhas, administradas pelos britânicos e localizadas em território argentino. O controle da região levou até a uma breve guerra em 1982, vencida pelo Reino Unido.
Hillary disse que os EUA estão dispostos a assumir o papel de mediadores, embora não tenha dito como a mediação aconteceria.
“É nossa posição que este é um assunto a ser resolvido entre o Reino Unido e a Argentina”, disse Hillary a repórteres, depois de um encontro com o recém-empossado presidente uruguaio José Mujica.
A Argentina foi incluída de última hora no giro de Hillary pela América Latina, já que o terremoto de magnitude 8,8 do último sábado (27) modificou sua programação no país. Hillary planeja se encontrar com a presidente argentina, Cristina Fernandez Kirchner, ainda em Montevidéu, onde as duas participam da posse de Mujica. O encontro deve amenizar os rumores de que a exclusão da Argentina no giro, que inclui países como Guatemala, era uma atitude esnobe dos EUA. Hillary passará a noite desta segunda-feira em Buenos Aires, antes de seguir para o Chile para uma breve visita.
A Argentina pediu na semana passada que a ONU (Organização das Nações Unidas) ajude a resolver a disputa histórica. A Assembleia Geral pediu que ambos os países negociem a soberania, embora o Reino Unido negue a possibilidade de deixar a ilha ocupada por seus cidadãos desde 1800.
Argentina diz que as ilhas são parte do seu território e que os moradores da ilha, que favorecem o controle britânico, não têm o direito unilateral de decidir o que eles querem para a ilha.
Os EUA têm se mantido relativamente em silêncio sobre o tema desde que a disputa reaqueceu nas últimas semanas, insistindo que Washington permanece neutro na questão da soberania, mas não reconhece a administração britânica do território.
