Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Archive for April, 2010


Argentina e Uruguai se comprometem a recompor laços mútuos 0

Posted on April 30, 2010 by Jefferson

From Reuters

Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica, se comprometeram nesta quarta-feira a reparar a danificada relação bilateral, afetada pela instalação de uma fábrica de celulose num rio limítrofe.

A promessa, feita no fim de uma reunião em Buenos Aires, aconteceu logo depois que o Tribunal Internacional de Justiça de Haia decidiu na semana passada que o Uruguai não deverá fechar a planta de celulose diante da falta de evidência de que a fábrica estaria contaminando o rio Uruguai.

“Hoje estamos no início de um processo de redirecionamento definitivo do que nunca deveria ter deixado de ser a relação entre a República Argentina e a República Oriental do Uruguai”, disse Cristina Kirchner em declaração conjunta a Mujica.

Os mandatários não falaram sobre as medidas que serão tomadas em relação ao bloqueio de uma ponte importante por manifestantes da cidade argentina de Gualeguaychú, nas proximidades da fábrica, que acusam a planta de contaminar o rio.

Os manifestantes expressaram fúria com a decisão do tribunal e garantiram que manteriam a ponte fechada, medida que causou danos expressivos ao comércio da região.

O tribunal, ao qual a Argentina apelou para tentar que seu vizinho desinstalasse a planta construída pela empresa finlandesa Botnia, determinou, contudo, que Montevidéu violou um tratado bilateral ao não informar nem negociar com Buenos Aires o andamento da instalação.

“Vamos respeitar a decisão de Haia (…) Esse acordo é um acordo, filho do interesse mais profundo de nossas respectivas sociedades”, disse Mujica.

A Argentina apresentou a demanda em Haia por dois projetos de fábricas de celulose, um de Botnia e outro que projetava construir a espanhola Ence num lugar próximo, mas a empresa ibérica desistiu.

A fábrica de celulose, localizada 310 quilômetros a oeste de Montevidéu, opera desde o ano passado sob o nome da empresa finlandesa UPM, que fez um intercâmbio de sua participação acionária em Botnia por outros ativos.

Caos na Mongólia… 0

Posted on April 30, 2010 by Jefferson

Adaptado da Global Voices

Notícias recentes informam que a Mongólia está testemunhando o mais severo inverno jamais visto, e adicionando a esse tormento, a diminuição de alimentos pode levar à morte por congelamento de 20 milhões de animais de pecuária antes da primavera.

A Organização das Nações Unidas alerta que milhares de famílias mongóis nômades enfrentam escassez de alimentos e pobreza severa, pois aproximadamente 1.7 milhões de seus animais, incluindo ovelhas, camelos e gado, já morreram devido o rigoroso inverno.

A UNICEF apela por fundos, na medida em que dormitórios infantis precisam de ajuda urgente, devido à insuficiência de alimentos e combustível para alimentação e aquecimento.

Confira essa reportagem sobre a situação caotica que vive a Mongólia:

Bitterroot de Montana, Estados Unidos, escreve:

Parece que os mongóis têm uma palavra, dzud, que significa, em tradução grosseira, “um inverno atroz até mesmo para os padrões mongóis.” Mas é muito mais do que isso. Eu enviei um email para o monge pedindo uma explicação, e aqui está o que ele disse:

“Dzud é um desastre que se expande além do óbvio. Como você deve saber, uma grande porcentagem da população da Mongólia vive de acordo com o pastoreio de animais para obter lã e carne: gado, iaques, ovelhas, cabras da caxemira, e camelos do Turquistão. Sua terra é unicamente voltada para isso. Esta vida, é claro, é altamente dependente do clima e da disponibilidade de forragem. Na verdade, o Dzud começa em um verão seco, quando a grama não cresce muito; o que há é uma pastagem curta, e não é possível guardar muito feno para o inverno.

“Não este ano. Dzud significa que os elementos se invertem no inverno: é brutalmente frio, frequentemente -40 °C ou menos diante do fator vento, com tempestades que cobrem a grama com camadas impenetráveis de neve. Então acontece a imediata e terrível perda com a morte dos animais. Autoridades de ajuda internacionais e mongóis estão dizendo que esta é a pior dzud em pelo menos 30 anos; mais de um milhão de animais já pereceram.

Mas então os próprios nômades ficam encalhados e sofrem com a diminuição da capacidade de alimentar a si mesmos e suas famílias. Este ano, estima-se que um total de 200.000 pessoas estão em risco de fome, doenças, ulcerações produzidas pelo frio, e similares.”

Os rebanhos estão sendo reduzidos em 10% a cada semana.

Bitterroot tem mais sugestões, mas o que me atingiu com mais força foram estas palavras :

Este desastre acontecendo na Mongólia não possui celebridades como porta-vozes, nem telethons, nem convenientes números de doações via celulares, ou câmeras de TV no local (será que eles trabalhariam a -40°C[?]) para mostrar imagens que partem o coração; nada disto.

Os jornalistas cidadãos da Nomad Green [en], um beneficiário do Rising Voices na Mongólia, têm tentado sensibilizar as pessoas sobre o agravamento da crise ambiental no país com sua cobertura de notícias de meio-ambiente.

O que os pastores podem fazer? Dorjgotovariungerel relatou (traduzido por D. Ariungerel) no mês de novembro, que muitos pastores tiveram problemas para encontrar pastagens para seus animais se prepararem para o inverno:

Porque a nossa terra está degradada, a maioria dos pastores se mudaram pelo menos 100 km, ou até mesmo mais do que 200-300 km de suas moradias originais de inverno. No caminho, a grama não é observada no chão, somente arbustos ficaram, sem folhas e galhos. Penso que este inverno poderá ser difícil.

Muitos pastores estavam indecisos para onde se mudar e estavam esperando, na pastagem escassa com seus animais, pelo dinheiro prometido por dois grandes partidos políticos. Dorjgotovariungerel incitou:

Senhores e senhoras membros do parlamento, as pessoas estão esperando por sua promessa, dinheiro, e outras doações. Particularmente, eles ainda estão esperando a fim de abandonar os animais mortos pelo desastre.

Aparentemente ninguém ouviu:

Parece que os Membros do Parlamento não sabem que os pastores planejam suas atividades com base no dinheiro prometido, que seria um apoio para organizar sua subsistência. De qualquer modo, eles conhecem a situação, mas estão realmente muito ocupados criando um plano para as próximas eleições.

Não é à toa que muitos pastores e seus animais foram apanhados naquele desastre sem preparo.

Não somente o inverno severo, a desertificação também está diminuindo o tamanho dos animais, relata Dorjgotovariungerel:

Até o momento, as pessoas tinham conhecimento sobre desertificação e a degradação do solo e que ambos influenciam mudanças na qualidade da terra, mas não sabiam como o desaparecimento dos pastos influencia na qualidade de seus animais. A desertificação pode influenciar o desenvolvimento do corpo do gado.

Sergelentsogt escreve [zh] que animais selvagens estão em risco de extinção não somente por causa da degradação ambiental, mas também pela ganância da humanidade. O desenvolvimento social da humanidade também contribui amplamante para desequilibrar o fluxo natural de vida dos animais selvagens e os leva à extinção. O blogueiro induziu que para preservar o equilíbrio do meio ecológico, precisamos conservar a vida selvagem.

Hishigee da cidade de Ulaanbaatar, Mongólia, pergunta [en]: “Será que a nossa geração está feliz em ver animais empalhados em um museu?”

Boldkhuyag relata [en] que têm aumentado os gastos do governo para a diminuição do nível de poluição do ar na capital mongol Ulaanbaatar. Entretanto, não há progresso evidente, e isto aponta para a corrupção dos oficiais do governo.

Corte de salários e mais aumento de impostos na Grécia 0

Posted on April 30, 2010 by Jefferson

Blog da Mirian Leitão

Atenas anunciou hoje detalhes do plano de austeridade que pretende implantar para tentar sanear as contas públicas do país. Corte de salários de funcionários, novo aumento do IVA (subirá para 21%), congelamento de salários do setor privado e elevação de impostos sobre cigarro, álcool e gasolina são algumas das medidas previstas para reduzir o déficit.

Os gregos vão ter de apertar o cinto nos próximos três anos para poderem tirar do papel a ajuda internacional de até 135 bilhões de euros. Atenas está a um passo de fechar as negociações com a Comissão Européia (CE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A economia está à beira do abismo devido aos governos anteriores – disse o primeiro-ministro da Grécia, Giorgos Papandreou.

Segundo o jornal “El País”, o tempo corre contra a Grécia, mas também contra toda a União Européia que, se não frear a crise fiscal do país, poderá colocar em dúvida a solidez e credibilidade de toda a Zona do Euro.

O diário diz que cada dia que passa, as necessidades financeiras da Grécia crescem e, por isso, é preciso encontrar uma saída para evitar que o contágio vá além de Portugal e Espanha, que já tiveram as notas de crédito rebaixadas.

A Comissão Européia confirmou nesta manhã que as negociações entre UE, FMI e Grécia sobre o plano de ajuste estão a ponto de terminar, o que permitiria liberar os créditos previstos no resgate – diz o jornal, fazendo referência à frase dita pelo comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

Exemplos argentinos… 0

Posted on April 29, 2010 by Jefferson

O dia 29 de abril também é um marco sangrento na história da Argentina.

Em 1983, no dia 29 de abril, a Junta Militar argentina dá por mortos todos os desaparecidos na ‘Guerra Suja’.

Numa forma simplista (sem querer simplificar a infâmia que significou essa conduta militar), o período da Ditadura Militar argentina, chamado de ‘Guerra Suja’, é marcado pela brutalidade, crueldade e outros adjetivos horrendos e nefastos meus leitores podem pensar.

Os opositores ao regime militar eram sequestrados, presos na Esma e torturados. Alguns foram levados em aviões e jogados vivos no mar, nos chamados ‘voos da morte’. Além das torturas e mortes, o processo da Esma também inclui suspeitos pelo roubo de filhos de presos políticos. Os bebês eram dados a famílias de militares ou seus parentes. Suas mães biológicas foram assassinadas. Por todos estes fatos, a Esma tornou-se um símbolo da brutalidade do regime militar argentino.

Felizmente, a Argentina tem conhecimento das atrocidades cometidas nesse período e já puniu (e está tentando punir) os indivíduos que participaram e ajudaram a engendrar essa ‘guerra’.

Olhem:

O ultimo ditador argentino é condenado a 25 de prisão por tortura e seqüestros.

O general Reynaldo Bignone, de 82 anos, foi condenado nesta terça-feira por envolvimento no rapto, tortura e assassínio de pessoas e por ter ordenado espancamento de dissidentes do regime militar. O último ditador da Argentina foi condenado a 25 anos de prisão por envolvimento no rapto, tortura e assassínio de 56 pessoas num campo de concentração clandestino.

Bignone, agora com 82 anos, foi condenado junto com outros seis militares e polícias por ter ordenado espancamentos e electrocussões de dissidentes do regime militar durante um período conhecido como a «Guerra Suja».

O antigo homem forte argentino, que foi o último presidente de fato do país que controlou a Argentina num período de sete anos de ditadura que terminou em 1983, deverá cumprir esta pena em casa.

Contudo, os seus advogados deverão pedir que esta não seja cumprida na prisão, uma vez que Bignone tem problemas de saúde

Que esse julgado na terra de nossos hermanos sirva de exemplo para nossas autoridades, legislativas, executivas e, principalmente, judiciárias.

Descobrimento da Austrália… 0

Posted on April 29, 2010 by Jefferson

O dia 29 de abril tem alguns acontecimentos que merecem ser lembrados por atentos e curiosos leitores.

Em 1770, o Capitão James Cook descobriu a Austrália.

Interessante, não?

Em 31 de Março de 1770, o Capitão Cook decidiu regressar ao Reino Unido, concluindo que o continente austral era apenas um mito. A rota escolhida para o regresso foi a Oeste, visto que o Inverno do Hemisfério Sul estava no início, o que tornava a passagem do Estreito de Magalhães bastante perigosa. Cerca de duas semanas depois o Endeavour avistou uma nova linha de costa e Cook decidiu seguir ao longo desta em direção a Norte. Em 29 de Abril, encontraram uma baía propícia para ancorar. A tripulação dirigiu-se a terra. O local revelou-se um paraíso para os naturalistas a bordo que passaram dias a colher e desenhar centenas de novos tipos e espécies de plantas. Em honra dos seus companheiros de viagem, Cook decidiu chamar o local de Botany Bay e seguiu em frente, desconhecendo que seria nesta mesma baía que 17 anos mais tarde se daria início à colonização da Austrália pelos europeus.

Interessante, pois um país novo, um bebê em vista dessa terra tupiniquim, é um local de ‘primeiro mundo’. Depois dizem que idade traz experiência…

Infelizmente, nem sempre.

Hugo Chávez abre conta no Twitter… 0

Posted on April 29, 2010 by Jefferson

Agência Estado

CARACAS – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, começou a usar nesta quarta-feira, 28, o Twitter a fim de enfrentar os esforços da oposição nas redes sociais tanto criticadas por ele.

“Opa, como estão? Apareci como disse: à meia-noite. Vou ao Brasil. E muito contente por trabalhar pela Venezuela. Venceremos!!”, afirmou, em sua mensagem de estreia no site de mensagens breves, postada a 0h14 desta quarta (horário local). Pela manhã, Chávez será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Horas antes da mensagem inaugural, Chávez recomendou em um programa da televisão estatal que as pessoas estejam atentas à sua página no Twitter após a meia-noite, “porque ali é que eu me solto”.

O líder é um crítico das redes sociais, mas pensa em tornar-se um ativista da rede, disse o ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello. O ministro adiantou que os partidários do líder socialista vão “tomar de assalto” as redes sociais.

Diabo

O endereço de Chávez no Twitter é @chavezcandanga. Candanga é uma palavra usada em vários países para se referir ao diabo. Na Venezuela, denota que o castigo será tão severo que aquele que errou verá o diabo. Antes de enviar sua primeira mensagem, Chávez já tinha 9 mil seguidores. Após a primeira, passou dos 38 mil. “Todos no PSUV (partido governista) vamos ter uma conta (no Twitter)”, disse o ministro.

Chávez várias vezes acusou adversários de usar o Facebook e o Twitter para insultá-lo, enganar o público e criticar funcionários do governo. O presidente já pediu que haja uma regulação da internet do país e solicitou a promotores que acusem o Noticiero Digital, um portal da internet popular entre a oposição.

Apesar disso, Chávez afirmou que o governo pretende aumentar o acesso à internet – e não limitá-lo. Segundo a empresa de pesquisas Digital Tendencies, sediada em Caracas, 30% da população venezuelana tem acesso à internet.

Ahmadinejad e a Conferência Nuclear… 0

Posted on April 29, 2010 by Jefferson

Ahmadinejad pode não ser bem-vindo em conferência nuclear, diz Hillary; Irã e Egito preparam batalha contra os EUA no evento

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pode não ser bem recebido na conferência de revisão do Tratado da Não Proliferação Nuclear, na próxima semana, se ele semear confusão ou desviar atenção sobre o programa nuclear do Irã, disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, nesta quinta-feira (29).

Irã e Egito estão se preparando para enfrentar os Estados Unidos e seus aliados em torno do direito de Israel e países em desenvolvimento de possuir tecnologia atômica. A batalha será travada numa reunião importante sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT).

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad deve participar da conferência, que começa na próxima segunda-feira e continua até 28 de maio. Ele enfrentará a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que lidera a delegação dos EUA na conferência, que acontecerá na sede da Organização das Nações Unidas.

Diplomatas preveem que Ahmadinejad assumirá postura de desafio aos EUA e seus aliados ocidentais, acusando-os de tentar privar países em desenvolvimento de tecnologia nuclear e, ao mesmo tempo, fazer vista grossa para a capacidade nuclear de Israel.

Os 189 signatários do histórico tratado de controle de armas de 1970 –que visa impedir a proliferação de armas nucleares e pede aos países que possuem ogivas atômicas que abram mão delas– se reúnem a cada cinco anos para avaliar o cumprimento dos termos do pacto e os avanços feitos para alcançar suas metas.

A última conferência de revisão do NPT, em 2005, foi amplamente vista como desastrosa. Após semanas de discussões sobre procedimentos, lideradas pela ex-administração dos EUA, Egito e Irã, a conferência terminou sem que fosse obtido um acordo sobre uma declaração final.

Analistas e diplomatas da ONU esperam que as coisas sejam diferentes desta vez e que a conferência consiga infundir vida nova em um tratado que não conseguiu impedir a Coreia do Norte de fabricar uma bomba nuclear nem forçar o Irã a encerrar seus trabalhos de enriquecimento de urânio.

Outros fatores que ressaltam a debilidade do NPT são a rede ilícita de fornecimento de materiais nucleares, liderada pelo Paquistão, e os avanços lentos sobre o desarmamento.

Presume-se que Israel possua um arsenal nuclear, mas o país não confirma nem nega a informação. Como a Índia e o Paquistão, Israel não é signatário do NPT e não vai participar da conferência.

Ahmadinejad é o líder de mais alto escalão a participar da conferência. Ele vai viajar a Nova York enquanto diplomatas dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, se reúnem quase diariamente em Manhattan para redigir um esboço de resolução impondo uma quarta rodada de sanções contra Teerã em função de seu programa nuclear.

Diplomatas dizem que os seis países estão longe de chegar a um acordo e que Rússia e China procuram diluir uma proposta de sanções redigida pelos EUA.

“Uma conferência bem-sucedida intensificaria a legitimidade do tratado, em um momento em que sua eficácia está em dúvida devido aos programas nucleares iraniano e norte-coreano”, disse David Albright, chefe do Instituto de Ciência e Segurança Internacional, em depoimento ao Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Deputados dos EUA.

A Coreia do Norte retirou-se do tratado em 2003 e testou artefatos nucleares em 2006 e 2009. As potências ocidentais pedem penalidades mais duras para os países que se retiraram do pacto, incluindo a obrigatoriedade de inspeções mais rígidas da ONU e outras medidas que dificultariam o desenvolvimento de armas atômicas pelos países.

Enviados ocidentais dizem que, se a conferência tiver êxito, resultará em uma declaração que abranja os três pilares do NPT –o desarmamento, a não proliferação e o uso pacífico da energia nuclear.

Falando com jornalistas esta semana, o embaixador egípcio à ONU, Maged Abdelaziz, elogiou as novas iniciativas de desarmamento tomadas por Obama mas disse que os países em desenvolvimento querem mais. Além disso, disse que é importante não focar exclusivamente a ameaça nuclear representada pelo Irã.

O Egito enviou à conferência um documento de trabalho pedindo uma reunião internacional com a participação de Israel que começaria a trabalhar para um tratado para estabelecer no Oriente Médio uma zona de congelamento de armas nucleares.

Diplomatas disseram à Reuters que EUA, Rússia e os outros três membros permanentes do Conselho de Segurança estão abertos à proposta e esperam chegar a um acordo com Cairo.

Polêmica de Okinawa ajuda a derrubar apoio a premiê do Japão 0

Posted on April 28, 2010 by Jefferson

Milhares de japoneses protestaram no domingo contra base americana.

Dois em cada três eleitores japoneses desaprovam a atuação do primeiro-ministro Yukio Hatoyama, e quase 60% acham que ele deve renunciar se não conseguir resolver até o final de maio a polêmica envolvendo a localização de uma base militar dos EUA, conforme uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo jornal “Nikkei”.

No domingo, dezenas de milhares de japoneses se manifestaram em Okinawa (sul) pela retirada da base da ilha, o que foi uma promessa eleitoral de Hatoyama. Os EUA, conforme um acordo de 2006, querem transferi-la para uma área menos habitada de Okinawa.

Várias alternativas foram sugeridas na imprensa, mas nada que fosse aceitável pela população da ilha e pelos EUA, principais aliados do Japão. Escândalos financeiros envolvendo o Partido Democrata (governista) também contribuíram com a impopularidade do premiê.

O governo deve convocar eleições para o Senado em julho ou agosto, e um resultado inconclusivo pode complicar os esforços para manter a frágil recuperação econômica e controlar a dívida.

Contas de campanha

Na segunda-feira, Hatoyama recebeu uma rara boa notícia: a de que uma comissão judiciária corroborou a decisão do Ministério Público de não indiciar o premiê por causa das suas contas de campanha, nas quais irregularidades levaram à condenação de um assessor na semana passada.

Mas a mesma comissão continua investigando o possível envolvimento de Ichiro Ozawa, secretário-geral do Partido Democrata em outro escândalo, disse a imprensa.

A pesquisa publicada no jornal “Nikkei” foi feita durante o fim de semana, e mostrou que 68% dos eleitores reprovam a atuação de Hatoyama. No mês passado, 57% davam tal resposta.

Comentando a manifestação de domingo em Okinawa, Hatoyama disse que se trata de “uma expressão da opinião pública”. O premiê disse que continua empenhado em aliviar o ônus sobre Okinawa, que abriga com relutância cerca de metade das forças dos EUA no Japão. A atual localização da base de Futenma, numa zona densamente povoada, é considerada um risco à segurança pública.

Na pesquisa, o índice de apoio a Hatoyama caiu de 36 para 24% – cerca de um terço dos 70% de aprovação que ele possuía ao assumir o cargo, em setembro.

A intenção de voto no PD nas eleições para o Senado caiu de 24 para 20%. O apoio ao Partido Liberal Democrático, o principal da oposição, também caiu, para 14%.

Bolívia lança ‘Coca Colla’, refrigerante de folha de coca 0

Posted on April 21, 2010 by Jefferson

Corroborando a afirmação feita no post anterior…

O curso de EAD de Chávez está de ‘vento e popa’!

From Terra Online

O governo boliviano produzirá um refrigerante energizante feito com a folha de coca chamado “Coca Colla”, segundo anunciaram, nesta quarta-feira, o vice-ministro da Coca, Jerónimo Meneses, e o vice-ministro de Desenvolvimento Rural, Víctor Hugo Vázquez.

Meneses mostrou um modelo da garrafa à imprensa local e afirmou que o governo apoia este projeto apresentado pelos produtores da folha de coca da região do Chaparé, no departamento (equivalente a Estado) de Cochabamba, no centro do país.

“Trata-se de uma iniciativa privada para produzir um energizante com a folha de coca. Mas nos interessa, como Estado, a industrialização da coca”, disse Vázquez.

A intenção do governo do presidente Evo Morales seria formar uma empresa mista com alguma empresa privada, informou a imprensa local. Vázquez lembrou que já existem na Bolívia chás, doces e licores confeccionados com este produto.

Preocupação

A folha de coca é definida como “sagrada” pelos indígenas que tradicionalmente a utilizam em rituais ou para consumo.

No entanto, segundo dados das Nações Unidas, a área de cultivo do vegetal, que também pode ser usado para a fabricação de cocaína, teria aumentado no país nos últimos tempos.

Atualmente a produção da folha de coca no território boliviano desperta preocupação tanto de autoridades brasileiras como americanas.

A Polícia Federal brasileira estima que 80% da pasta de cocaína consumida no Brasil seja de origem boliviana. Mas o governo afirma que o combate à plantação ilegal aumentou.

Combate às drogas

Nesta quinta-feira, Morales criticou a decisão dos Estados Unidos de não ter prorrogado a Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, na sigla em inglês) para a Bolívia.

Em comunicado divulgado nesta semana, a Casa Branca informou que prorrogará a medida até dezembro de 2010 para Peru, Colômbia e Equador. Mas afirmou que a Bolívia “deve melhorar a cooperação” no combate às drogas antes de voltar a ter o privilégio econômico.

“É uma vingança política de um governo que não aceita que um país pequeno defenda sua soberania e expulse um embaixador que se meteu nos nossos assuntos internos”, disse Morales.

A ATPDEA beneficiava, principalmente, o setor têxtil, entre outros, exportados para o mercado americano.

Evo Morales expulsou, em 2008, o embaixador americano e a agência da antidrogas DEA do país, argumentando que estes teriam participado de um “complô” contra seu governo.

O retorno da DEA à Bolívia seria, segundo Morales, uma condição dos Estados Unidos para devolver as preferências à Bolívia.

“Mas a DEA não voltará à Bolívia. E não aceitamos essas condições e imposição”, disse.

O líder boliviano reconheceu que caiu o nível de exportações ao mercado americano, mas afirmou que este aumentou “mais ainda” para a Venezuela.

Frango com hormônio afeta virilidade e cabelo, afirma presidente da Bolívia 0

Posted on April 21, 2010 by Jefferson

Hugo Chávez ensinou direitinho…

Curso de bolivarianismo, diabruras e fantasias marxistas (que nem Marx sabe que existiu) por EAD.

___

Evo Morales abriu conferência sobre aquecimento global em Cochabamba.

‘Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra’, disse ele em discurso.

Do G1, com agências internacionais

O presidente da Bolívia, Evo Morales, abriu nesta terça-feira (20) uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: “ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”.

“O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”, afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.

Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, “podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra”.

Morales também disse que os homens devem evitar comer frango se querem manter seus cabelos e sua virilidade. Ele argumentou que os produtores de frango injetam hormônios femininos nas aves, e, portanto, homens que comem frango industrializado têm problemas de masculinidade.

“O frango que comemos está cheio de hormônios femininos. Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios no modo como são homens”, disse.

Ele também disse que comer frango demais por muito tempo pode tornar os homens carecas.

Produtores de frango na Europa, nos EUA e em vários outros países já abandonaram o uso de hormônios, e a prática é proibida em vários países do Ocidente.

Morales também disse que a Coca-Cola é prejudicial.

Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.

Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.

A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.

Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do ‘whipala’ – xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos – dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdista dos anos 1970.

Indígenas bolivianos quechuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.

Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan “mudem de modelo, não mudem o clima”.

“Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quechua)”, declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.

Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.

Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.

“Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar”, disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.

Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática – para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial – para frear acordos das potências sobre o clima – e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.

O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).

Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.

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