Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Cúpula nuclear em Washington tornou mundo mais seguro, diz Obama

Posted on April 13, 2010 by Jefferson

Da FolhaOnline

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira os pontos centrais acordados pelos representantes de 47 países reunidos em Washington, na cúpula de segurança nuclear.

Segundo Obama, os países têm desafios diferentes, mas um interesse comum: construir um mundo mais seguro. Ele agradeceu a presença dos líderes não apenas para dialogar, mas para adotar ações e “medidas tangíveis” e elaborar “um plano de ações com medidas específicas”.

“Graças às medidas que tomamos, os EUA estarão mais protegidos e o mundo será mais seguro”, disse Obama

“Graças às medidas que tomamos, os EUA estarão mais protegidos e o mundo será mais seguro”, disse Obama no final do encontro, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi qualificado por Obama como “um dia de progressos sem precedentes”.

Segundo o presidente americano, os países concordaram, em unanimidade, que a ameaça terrorista nuclear é “urgente e séria” e uma das principais ameaças ao mundo atual. Todos os líderes mundiais endossaram a meta de guardar em lugar seguro, dentro de quatro anos, todo material nuclear suscetível de ser utilizada para a construção de armas atômicas.

“EUA e Rússia concordaram hoje em eliminar 58 toneladas de plutônio, o suficiente para produzir 17 mil armas nucleares”, disse ele. Outro “gesto importante”, segundo Obama, foi o anúncio do presidente russo, Dmitri Medvedev, de que o país irá fechar seu último reator nuclear produtor de plutônio.

O presidente americano também citou exemplos de medidas específicas prometidas por outros países, como a Ucrânia, que deve se desfazer integralmente, até 2012, de seu urânio altamente enriquecido.

Fundo

Obama também defendeu a criação de um fundo mundial de US$ 10 bilhões, uma iniciativa compartilhada com o Canadá, para melhorar a segurança nuclear em todo o planeta.

De acordo com Obama, os representantes aceitaram ainda que tal esforço não deve ser feito apenas individualmente, por cada país, mas também em programas de cooperação, por meio da ONU (Organização das Nações Unidas) e da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), por exemplo.

Questionado se existe um mecanismo internacional com força de lei para garantir que tais compromissos sejam postos em prático, Obama respondeu: “Não, mas confiamos na boa fé dos signatários, essa é a base das relações internacionais”.

Segundo ele, os próprios EUA decidiram aumentar as medidas de segurança nuclear interna, de modo a “dar um exemplo a outros países” e “mandar uma mensagem de que vamos cumprir com nossa obrigação”.

Coreia do Norte e Irã

Sobre as sanções impostas à Coreia do Norte por seu programa nuclear, Obama disse que o país “adotou um caminho de severo isolamento, que aflige duramente a população”. Ele disse esperar que esse comportamento mude, e acredita que as medidas adotadas [sanções] tornem essa mudança de comportamento mais provável.

Perguntado sobre a hesitação da China em apoiar uma nova rodada de sanções ao Irã por seu programa nuclear, Obama disse que “os chineses estão corretamente preocupados com quais repercussões essas sanções podem ter em suas relações comerciais, e nós sabemos disso”.

Porém, ele disse que a China está dando sincera consideração ao caso e mandou representantes oficiais a Nova York para discutir possíveis sanções.

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