Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Archive for the ‘África’


Tentativa de golpe no Congo deixa seis mortos 0

Posted on March 03, 2011 by Jefferson

Por Jonny Hogg

KINSHASA (Reuters) – Seis pessoas foram mortas na República Democrática do Congo no domingo, no que as autoridades disseram ter sido uma tentativa frustrada de golpe na residência do presidente Joseph Kabila, na capital Kinshasa.

“Presenciamos uma tentativa de golpe”, disse o Ministro de Informações, Lambert Mende.

“Um grupo fortemente armado atacou a residência do presidente. Eles foram parados na primeira barreira. Nossos soldados lutaram com eles, prenderam alguns e seis pessoas foram mortas.

Mende disse que a situação estava sob controle e que as autoridades estavam tentando identificar os suspeitos. Não há informações adicionais sobre as vítimas.

Em separado, uma fonte presidencial disse que Kabila não estava na residência quando o ataque aconteceu, mas que já havia retornado e estava em segurança.

Kabila chegou ao poder quando seu pai foi assassinado, em 2001. Ele enfrentará eleições parlamentares e presidenciais em novembro, a segunda desde o fim oficial da guerra de 1998-2003.

Em um movimento controverso, em 15 de janeiro, propostas parlamentares apoiadas por Kabila reduziram a votação presidencial a um único turno –acabando com a possibilidade de um segundo turno entre os dois principais candidatos, se nenhum dos dois obtiver a maioria absoluta.

A mudança significa que o vencedor pode chegar à presidência com menos de 50 por cento do apoio popular e é vista como um aumento das chances de vitória de Kabila, devido ao estado fragmentado da oposição.

Tribunal Penal Internacional vai investigar violência na Líbia. 0

Posted on March 03, 2011 by Jefferson

Conselho de Segurança havia encaminhado caso ao tribunal no sábado.
Promotor apresentará resumo dos supostos crimes cometidos no país.

Da Reuters

Um promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) disse na quarta-feira (2) que investigará a violência na Líbia depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ter encaminhado o caso para a corte de crimes de guerra sediada em Haia.

No sábado, o Conselho de Segurança impôs sanções contra o líder líbio, Muammar Kadhafi, e sua família, e encaminhou o caso da repressão da Líbia contra os manifestantes antigoverno ao TPI.

“Seguindo um exame preliminar das informações disponíveis, o promotor chegou à conclusão de que uma investigação é justificada”, disse o promotor em um comunicado.

Na quinta-feira, o promotor Luis Moreno-Ocampo apresentará um resumo dos supostos crimes cometidos na Líbia desde 15 de fevereiro e das “informações preliminares sobre as entidades e pessoas que poderão ser processadas e notificadas para evitar crimes futuros”.

Quando tiver reunido evidências suficientes, o passo seguinte do promotor será apresentar o caso aos juízes do TPI, que decidirão pela emissão ou não de mandados de prisão.

O TPI é a primeira corte permanente do mundo para crimes de guerra, com poder de investigar crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio. Ele já instaurou inquéritos em cinco países da África.

A Líbia foi um dos poucos países do mundo a se recusar a assinar o estatuto fundador do TPI. Como o caso foi encaminhado pelo Conselho de Segurança, porém, seus cidadãos podem ser processados, já que agora isso passou a ser da alçada do TPI.

Moreno-Ocampo havia dito anteriormente que ‘informações sugerem que as forças leais ao presidente Muammar Kadhafi estão atacando civis na Líbia’, acrescentando que isso poderia constituir um crime contra a humanidade.

O gabinete do promotor está em contato com a ONU, a União Africana, a Liga Árabe e outros países para a sua investigação. Ele também solicitará informações da Interpol.

O gabinete já entrou em contato com autoridades líbias e o pessoal do Exército para entender as estruturas de comando e como funciona o sistema militar líbio.

Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia. 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia

Ministros das Relações Exteriores de diferentes países vão se reunir nesta segunda-feira durante um encontro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para discutir uma medida conjunta em resposta à crise humana na Líbia.

Dezenas de milhares de estrangeiros, em sua maioria egípcios, estão presos perto da fronteira da Líbia com a Tunísia, sem comida e sem abrigo.

A Líbia vive um perigoso impasse, com as forças rebeldes avançando para cada vez mais perto da capital do país, Trípoli, mas o líder do país, Muamar Khadafi, segue irredutível em sua disposição de permanecer no poder.

A caminho de Genebra, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos ”estão se aproximando de diferentes líbios no Leste”, em referência à região do país que já está no controle dos rebeldes.

Hillary afrimou que irá discutir esforços coordenados tanto nas frentes humanitárias como políticas, com colegas da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África.

Acredita-se que pelo menos mil pessoas foram mortas durante as duas semanas de conflitos entre ativistas anti-governo e partidários de Khadafi.

A ONU estima que que cem mil pessoas fugiram da Líbia na semana passada.

Êxodo

O êxodo de trabalhadores egípcios a partir do Oeste da Líbia começou na quarta-feira, mas vem se intensificando desde então, como relatou repórter da BBC Jim Muir, enviado à região de Ras Jdir, na fronteira com a Tunísia.

Atualmente, cerca de mil pesoas por hora estão atravessando a fronteira da Líbia para a Tunísia, disse Muir. De acordo com o enviado da BBC, a situação na região é caótica, mas a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deve montar um acampamento para refugiados ainda nesta segunda.

A Tunísia está aguardando a chegada de mais aviões e navios com imigrantes vindos da Líbia, mas as autoridades do país contam que não estão sendo capazes de arcar com o grande número de pessoas, como disse à BBC Liz Eyster, uma oficial da ACNUR baseada na Tunísia.

”Eles estão acomodando pessoas em abrigos, escolas e até em suas próprias casas, mas agora ficamos sabendo que eles estão próximos de seu limite e precisam do apoio da comunidade internacional”, afirmou a funcionária da ACNUR.

Monji Slim, o representante local do Crescente Vermelho, descreveu a situação na região como ”uma crise humana”.

”O mundo inteiro precisa se mobilizar para ajudar o Egito a repatriar seus cidadãos”, disse Monji Slim à agência de notícias AFP.

Um dos refugiados presos na região da fronteira afirmou: ”Todas as pessoas estão protestando porque elas querem ir ao Egito. Todos os países estão enviando aviões para resgatar seus cidadãos – Turquia, Coreia, Índia, Bangladesh – todos estão chegando e partindo, exceto pelos egípcios”.

No domingo, um navio grego transportando 148 brasileiros partiu da Líbia com destino à Grécia. Os brasileiros na embarcação eram funcionários da empresa Queiroz Galvão, com sede em Benghazi, a segunda maior cidade do país e que passou para o controle dos rebeldes há alguns dias.

Medidas

O coronel Muamar Khadafi está enfrentando o maior desafio ao seu governo, desde que tomou o poder por meio de um golpe militar, em 1969. Mas ele ainda mantém firme controle sobre a capital, Trípoli.

A região central da cidade de Zawiya, há cerca de 50 quilômetros a oeste da capital, foi tomada por ativistas antigoverno no domingo, enquanto partidários do governo cercam a cidade.

A cidade de Benghazi está aos poucos retomando o seu dia a dia, com a reabertura dos bancos, mas, como relatou o repórter da BBC na cidade, Kevin Connelly, ainda não está claro o que vai acontecer quando o dinheiro acabar.

Segundo o repórter da BBC, uma dificuldade adicional que os rebeldes encontram para derrubar Khadafi é o fato de que não há um Exército rebelde capaz de fazer um percurso de 1.600 quilômetros para atacar a última região controlada pelo líder líbio.

No sábado, o Conselho de Segurança da ONU apoiou por unanimidade um embargo à venda de armas para a Líbia e o congelamento dos bens de autoridades do país.

O Conselho solicitou ainda que a Khadafi seja referido ao Tribunal Criminal Internacional para investigar possíveis crimes contra a humanidade cometidos pelo líder líbio durante a repressão aos protestos contra o seu governo.

Em entrevista à uma rede de TV da Sérvia, Khadafi afirmou que as sanções não surtirão efeito. ”O povo da Líbia me apoia, pequenos grupos rebeldes estão cercados e nós iremos lidar com eles”, afirmou.

O filho de Khadafi, Saif al-Islam, negou que seu pai possua contas no exterior.

”Somos uma família modesta e todos sabem disso”, disse, em entrevista à rede ABC. ”Eles estão dizendo que temos dinheiro na Europa, na Suíça. É uma piada”, afirmou.

Revoltas ganham força no mundo árabe e chegam à Líbia. 0

Posted on February 16, 2011 by Jefferson

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 18h55.

Após a derrubada das ditaduras na Tunísia e no Egito, a onda de revoltas se espalhou por diversos países árabes, como Bahrein, Iêmen e Iraque, além do Irã –nação que embora não pertença ao grupo árabe também sofreu reflexos da crise na região.

Mais cedo, autoridades líbias confirmaram dois mortos e 40 feridos. No Egito, o governo indicou que 365 morreram e 5.500 ficaram feridos durante os 18 dias de protestos no país.

Solidificando a crise na região, nesta quarta-feira as manifestações atingiram também a Líbia, país sob o governo ditatorial de Muammar Gaddafi, no poder há 42 anos.

Os manifestantes cantavam “Muammar é o inimigo de Deus” e “Abaixo, abaixo à corrupção e ao corrupto”. Armados, policiais e partidários do governo rapidamente cercaram os manifestantes e atiraram balas de borracha, segundo Ashur Shamis, um ativista líbio de oposição em Londres.

Os protestos de terça e quarta aparentemente foram provocados pela falha das conversas entre o governo e um comitê representando famílias de centenas de prisioneiros mortos quando forças de segurança abriram fogo durante protestos, em 1996, em Abu Salim, a mais importante prisão da Líbia. O governo começou a pagar compensações às famílias, mas o comitê pede o julgamento dos responsáveis.

EGITO

O Ministério da Saúde do Egito informou nesta quarta-feira que 365 pessoas foram mortas durante os 18 dias de protestos, iniciados em 25 de janeiro, que terminaram na última sexta-feira (11) com a renúncia do ditador do país, Hosni Mubarak, que estava há 30 anos no poder.

Trata-se da primeira estatística dada pelo governo sobre as revoltas populares, apesar de o ministro da Saúde, Ahmed Sameh Farid, afirmar que é apenas uma contagem preliminar sobre a morte de civis –não estão incluídos policiais ou prisioneiros.

Ainda hoje as Forças Armadas pediram que os egípcios retornem ao trabalho, enquanto uma comissão prossegue estudando as emendas à Constituição.

IÊMEN

Em Sanaa, milhares de estudantes e advogados gritavam “Depois de Mubarak, Ali”, em referência o presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, que está no poder há 32 anos.

Manifestações contra o governo se espalharam pelo Iêmen nesta quarta-feira, com centenas de pessoas saindo às ruas de Sanaa, Aden e Taiz. Na capital, ao menos 800 opositores marcharam apesar dos esforços da polícia para conter os protestos.

Em Aden, a principal cidade do sul do Iêmen, um manifestante morreu e outros três ficaram feridos durante enfrentamentos entre as forças segurança e os centenas de manifestantes antigovernamentais, de acordo com fontes hospitalares.

BAHREIN

Em Bahrein, apesar da proibição, milhares de pessoas voltaram a protestar contra o governo durante o funeral em Manama de um estudante morto na terça-feira durante um protesto, no terceiro dia de manifestações no país.

Mais de 2.000 pessoas participaram do cortejo de Fadel Salman Matruk, baleado durante um protesto, em frente ao hospital onde era velado outro manifestante xiita morto.

O ministro do Interior, xeque Rashed bin Abdullah Al Khalifa, apresentou nesta quarta-feira desculpas e anunciou a prisão de dois policiais. Mas o xeque Ali Salman, líder da oposição xiita, não se deu por satisfeito com esses gestos e pediu uma “monarquia constitucional”com um primeiro-ministro “eleito pelo povo”.

IRAQUE

Fontes policiais na cidade de Kut –palco de violentos protestos por melhorias de serviços do governo no Iraque– indicaram que ao menos duas pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas quando cerca de 2.000 manifestantes invadiram prédios da administração regional.

Além dos protestos inspirados nas revoltas da Tunísia e do Egito, a quarta-feira registrou atentados em ao menos três diferentes cidades do Iraque. Em Mussayab, uma bomba foi detonadas próximo a uma delegacia de polícia, em Mossul, um funcionário do governo foi morto por atiradores e em Tuz Khurmato outra bomba foi plantada num carro da polícia.

Embora as tropas de combate dos Estados Unidos tenham deixado o país ainda na metade do ano passado, a onda de violência no Iraque se mantém e os soldados americanos que ficaram como uma força de transição já atuaram de forma combativa por diversas vezes.

IRÃ

Dois líderes da oposição iraniana, Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karoubi, pediram ao governo do país nesta quarta-feira que “escute o povo” em uma carta publicada em vários sites opositores. A divulgação do texto ocorre um dia depois de o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, ter afirmado que a revolta da oposição do país “vai fracassar”, e de parlamentares terem pedido a morte dos dois.

O regime iraniano convocou um dia “de ódio e ira” para a sexta-feira contra as provocações dos opositores Mir Hussein Mousavi e Mehdi Karubi, num momento em que se multiplicam os chamados para que estes sejam castigados pelos protestos.

ARGÉLIA

Mais de mil estudantes concentraram-se nesta quarta-feira diante do Ministério da Educação Superior em Argel em um protesto pacífico contra um decreto presidencial que, segundo eles, desvaloriza seus estudos e títulos acadêmicos.

Já a Coordenação Nacional pela Democracia e Mudança, grupo integrado por várias organizações da sociedade civil e partidos políticos da Argélia, convocou uma nova manifestação para o próximo sábado (19) em Argel, em reivindicação à democratização do regime e pedindo a queda do presidente Abdelaziz Bouteflika, há 12 anos no poder.

O chamado ocorreu após grandes protestos no sábado (12), quando milhares foram às ruas, embora tenham sido fortemente reprimidos por mais de 30.000 policiais que prenderam mais de 400 ativistas.

Comunidade internacional reconhece independência do Sudão do Sul. 0

Posted on February 08, 2011 by Jefferson

A ONU, a União Africana (UA) e outros Estados reconheceram nesta terça-feira o resultado do referendo que concede a independência ao Sudão do Sul e pediram mais esforços ao norte e ao sul para evitar qualquer tipo de confronto no futuro.

“Confirmamos nossa aceitação do resultado do referendo a favor da secessão do Sudão do Sul”, segundo um comunicado conjunto divulgado pelo departamento de Estado dos Estados Unidos.

A nota elogia o governo de Cartum e o futuro governo do sul pela realização do referendo, parte culminante do acordo de paz assinado em 2005 por ambas as partes, acabando com duas décadas de guerra civil que deixaram mais de dois milhões de mortos.

O comitê eleitoral publicou na última segunda-feira o resultado definitivo do referendo, realizado no início de janeiro, que outorgou a independência do sul com 98,33% dos votos.

Mentira para boi dormir…. 0

Posted on February 04, 2011 by Jefferson

Mubarak diz que Egito mergulharia no caos se ele renunciasse.

Tariq Saleh

Enviado especial da BBC Brasil ao Cairo

Confrontos entre manifestantes pró e contra Mubarak já duram 10 dias

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou nesta quinta-feira que gostaria de deixar o poder imediatamente, mas não o fará porque acredita que isso mergulharia o país no caos.

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da rede ABC, ele disse estar “cansado” após três décadas no comando do país.

Mubarak afirmou ainda que ficou abalado com protestos violentos na Praça Tahrir, no centro do Cairo. “Fiquei muito decepcionado com os eventos de ontem. Não quero ver egípcios brigando uns com uns outros”, afirmou Mubarak, segundo a jornalista.

Ele descreveu o presidente americano, Barak Obama, como um “bom homem”. No entanto, quando questionado sobre como responderia ao apelo de Obama para que a transição no poder começasse o quanto antes, respondeu: “Você (Obama) não entende a cultura egípcia, nem o que aconteceria aqui se eu deixasse o poder agora.”

Alívio

Amanpour, que conversou durante 30 minutos com o líder egípcio, questionou Mubarak sobre como ele se sentiu ao ser insultado pela multidão que pedia sua saída do poder.

“Não me importo com o que as pessoas dizem sobre mim. No momento, eu me importo apenas com o meu país, com o Egito”, disse o presidente, de acordo com Amanpour.

Mubarak também disse que se sentiu aliviado quando anunciou que não concorreria a um novo mandato e que jamais fugiria do Egito. Ele está abrigado no palácio presidencial, fortemente protegido por guardas e bloqueios.

Durante a entrevista, Mubarak alertou para o risco de a Irmandade Muçulmana – o principal movimento oposicionista egípcio – ocupar qualquer vácuo de poder e culpou o grupo pela violência.

Convite

Horas antes, enquanto os confrontos entre manifestantes pró e contra o governo do Egito no centro do Cairo continuavam, o novo vice-presidente do país, Omar Suleiman, disse que convidou a Irmandade Muçulmana para dialogar.

Entretanto, segundo Suleiman – que concedeu entrevista à TV estatal egípcia –, os membros do grupo estariam “hesitantes” em relação ao convite.

A Irmandade Muçulmana, o maior e mais organizado grupo de oposição no Egito, é oficialmente proibida, mas tolerada pelo governo, e seus integrantes concorrem em eleições como independentes.

Mubarak afirmou não se importar com os insultos contra ele, vindos dos manifestantes

Analistas dizem que a abertura de um diálogo com o grupo representa uma grande mudança de postura do governo.

“Estamos prontos para o diálogo, seguindo o interesse da nação e na agenda do povo”, disse Mohammad Morsi, um dos líderes da Irmandade Muçulmana. “E quem está definindo a gente no momento são os manifestantes, os milhões de manifestantes.”

Saída de Mubarak

Suleiman rejeitou as exigências dos manifestantes de dissolução do Parlamento, afirmando que este “é necessário para avaliar o tema das reformas constitucionais” e disse que as eleições presidenciais devem ocorrer em setembro, como originalmente planejado.

“O presidente não se candidatará, nem seu filho”, disse ele, referindo-se a rumores que há anos circulam no Egito de que Gamal Mubarak poderia suceder seu pai, o presidente Hosni Mubarak.

O vice-presidente, que até a semana passada ocupava o cargo de chefe da inteligência, pediu tempo para que o governo possa atender as exigências dos manifestantes.

Ele disse ainda que “pedir pela saída de Mubarak é pedir pelo caos” e que a “intervenção externa em nossos assuntos é estranho, inaceitável e algo que não permitiremos”.

Suleiman disse que o país perdeu pelo menos “US$ 1 bilhão em turismo nos últimos nove dias” e que um milhão de turistas deixaram o país desde o início dos tumultos, na semana passada.

Violência

Nesta quinta-feira, foram registrados novos confrontos no Cairo entre os grupos a favor e contra Mubarak – embora sem a mesma intensidade do dia anterior.

Às 17h (horário local, 13h de Brasília), o palco dos confrontos parecia ter mudado da Praça Tahrir para a ponte adjacente, a 6 de Outubro, e eles seguiam violentos.

Manifestantes pró-Mubarak pareciam estar em um número ligeiramente menor do que os contrários ao governo, porém mais bem armados e aparentemente disparando rojões contra os adversários.

Pouco antes do início destes confrontos, o Exército retirou seus blindados das proximidades da praça, aparentemente abrindo espaço para os choques entre os dois grupos.

O correspondente da BBC Paul Danahar afirmou ter visto pessoas jogando pedras umas nas outras e ter ouvidos tiros na Praça Tahrir.

Mais cedo, os manifestantes contrários a Mubarak haviam erguido barricadas no centro do Cairo, reforçando suas posições após os confrontos da quarta-feira.

Os milhares de manifestantes anti-Mubarak afirmam que as declarações feitas pelo presidente na terça-feira – de que não tentará a reeleição, mas seguirá no poder até setembro – seriam insuficientes. Eles querem a saída imediata do presidente.

Há relatos de diversos jornalistas de fora do Egito que acabaram agredidos, verbal ou fisicamente, ou que tiveram equipamentos confiscados.

Também nesta quinta-feira, a empresa britânica Vodafone, que opera celulares no Egito, disse que o governo egípcio a forçou a enviar mensagens de texto anônimas, pró-governistas, aos seus clientes no país.

A Vodafone disse que a atitude é inaceitável e vem ocorrendo desde o início dos protestos, na semana passada. A empresa disse que as mensagens deveriam ser claramente atribuídas ao governo.

E Obama não gostou do que ouviu… 0

Posted on February 01, 2011 by Jefferson

Mubarak announcement disappoints Obama administration

By Karen DeYoung and William Branigin
Washington Post Staff Writer
Tuesday, February 1, 2011; 7:32 PM

President Obama said Tuesday that a transition to democracy in Egypt “must begin now” and should lead to opposition participation in free and fair elections.

Speaking after Egyptian President Hosni Mubarak’s announcement Tuesday that he will not seek reelection in September, Obama said he had called Mubarak after the speech and discussed the situation in Egypt with him.

“He recognizes that the status quo is not sustainable and that change must take place,” Obama said at the White House. He said he told Mubarak of “my belief that an orderly transition must be meaningful, it must be peaceful, and it must begin now.”

Earlier, Obama administration officials indicated that Mubarak’s announcement was less than they had hoped for and was unlikely to satisfy protesters’ demands for a new government.

Obama met with his top national security officials following Mubarak’s televised speech as the White House contemplated its next step.

Mubarak spoke after receiving a direct message from Obama carried by retired U.S. diplomat Frank G. Wisner. Although officials declined to discuss the details of Wisner’s meeting with Mubarak Tuesday, they said that the administration’s “prevailing view” since last weekend has been that an agreement by Mubarak not to run again was insufficient.

In public statements since Sunday, the administration has called for an “orderly transition” in Egypt, defined by officials as the immediate establishment of a representative, interim government that would enact reforms and prepare for an open election.

Although officials have said the administration was not opposed to Mubarak’s remaining in office through a transition period if that were acceptable to the Egyptian people, several indicated in recent days that they did not see how that would satisfy the vast throngs who have taken to the streets to demand his ouster.

Obama’s message to Mubarak urging him not to run again contrasted sharply with the White House’s characterization of its position in a news briefing Monday.

Asked whether the U.S. government preferred “that Mubarak not run again,” press secretary Robert Gibbs said: “The United States government does not determine who’s on the ballot. The question is whether or not those elections are going to be free and fair. That’s what we would weigh in on and weigh in on strongly.”

The administration’s current position is similar to that spelled out Tuesday morning by Sen. John F. Kerry (D-Mass.), chairman of the Senate Foreign Relations Committee. He called for Mubarak to both declare that neither he nor his son would run in September and to pledge to work with the Egyptian army and civil society to establish “an interim, caretaker government as soon as possible to oversee an orderly transition in the coming months.”

Kerry, whose comments appeared in an op-ed article in The New York Times, said that Egypt’s stability “hinges on [Mubarak's] willingness to step aside gracefully to make way for a new ppolitical structure.”

In a statement issued following Mubarak’s remarks, Kerry again called on him to “work now with the military and civil society to establish an interim caretaker government.”

Kerry said of Mubarak’s announcement: “It remains to be seen whether this is enough to satisfy the demands of the Egyptian people for change. . . . Much work remains to be done to turn this auspicious moment into lasting peace and prosperity. Egyptians must now prepare for elections and achieve a peaceful transition of power. The military must continue to show the restraint it has so admirably exercised these past days. And opposition leaders must come together to develop a process that will ensure that all of Egypt’s voices are heard.”

Earlier, a State Department spokesman said the U.S. ambassador to Egypt, Margaret Scobey, spoke Tuesday with opposition leader Mohamed ElBaradei “as part of our public outreach to convey support for orderly transition in Egypt.”

ElBaradei, 68, a Nobel Peace Prize laureate who formerly headed the International Atomic Energy Agency, rejected Mubarak’s announcement Tuesday, demanding that he step down by Friday. ElBaradei returned to Cairo last week with the aim of leading a transition to democracy.

A voz de um povo…. 0

Posted on February 01, 2011 by Jefferson

Para assinantes do RSS, clique aqui para ver o vídeo.

A voz de um povo clamando por mudanças político-sociais…

…e a as vozes abalam a estrutura de ferro… 0

Posted on February 01, 2011 by Jefferson

Adaptado do Guardian e da BBC

Para quem assina o RSS, clique aqui para ver o vídeo.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse em pronunciamento à TV do país nesta terça-feira que não concorrerá a reeleição nas eleições presidenciais de setembro.

“Não pretendo concorrer a outro mandato presidencial”, disse Mubarak, ressaltando que não deixará o poder imediatamente, como exigem as lideranças dos manifestantes.

“O Hosni Mubarak que fala a vocês se orgulha do que conquistou nos anos em que serviu o Egito e seu povo”, afirmou ele.

Mubarak falou horas após o encontro com o enviado americano

“Este é meu país. Onde vivi, lutei e defendi sua terra, soberania e interesses e morrerei aqui”, completou.

Mubarak disse que sua maior prioridade agora é garantir a estabilidade do país para permitir a transferência do poder.

Mudanças

No pronunciamento, Mubarak disse que pedirá ao Parlamento que mude a legislação que estabelece as duras condições para que os candidatos concorram ao pleito.

As leis atuais impediriam que Mohamed ElBaradei, Nobel da Paz e apontado como um dos líderes dos protestos, concorresse.

Também sinalizou que pedirá ao Parlamento para que avalie as denúncias de fraude eleitoral nas eleições parlamentares de novembro e dezembro.

O pronunciamento ocorre horas após o encontro de Mubarak com o enviado americano ao Cairo Frank Wisner que teria enviado a recomendação de Barack Obama para que o presidente egípcio preparasse uma “transição ordenada” do poder.

Um marco na história… 0

Posted on February 01, 2011 by Jefferson

A marcha de um milhão….

Adaptado da Reuters

Pelo menos 1 milhão de egípcios foram às ruas na terça-feira, em cenas nunca antes vistas na história moderna do país, para exigir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos, e de seu novo governo.

A promessa feita pelo Exército na segunda-feira de não usar força contra os manifestantes deu coragem aos egípcios de continuarem a fazer pressão pela maior reviravolta no sistema político desde 1952, quando militares depuseram o rei Farouk.

Manifestantes lotaram a Praça Tahrir, no centro do Cairo, e milhares fizeram uma passeata na cidade de Suez, no leste do país. Houve manifestações em Alexandria, no litoral norte, em Ismailia e em cidades do delta do Nilo, como Tanta, Mansoura e Mahalla el-Kubra.

De acordo com uma estimativa da Reuters, o número de manifestantes em todo o país que expressaram sua revolta com Mubarak e seus ministros chegou ao marco de 1 milhão estimado pelos ativistas.

“Acorde Mubarak, este é o último dia”, gritaram os manifestantes em Alexandria.

As cenas vistas na Praça Tahrir (da Libertação), que tornou-se o ponto central dos protestos contra a pobreza, a repressão e a corrupção, formaram um contraste acentuado com o que foi visto na sexta-feira, quando policiais espancaram manifestantes, jogaram jatos de água e atiraram bombas de gás lacrimogêneo contra eles.

“Ele vai embora, nós não vamos”, gritava uma multidão de homens, mulheres e crianças, enquanto um helicóptero militar sobrevoava o mar de pessoas, muitas delas agitando bandeiras egípcias e faixas.

“Mubarak, você é covarde, agente dos Estados Unidos.”

Soldados, alguns deles sentados sobre veículos blindados pichados com frases anti-Mubarak, sorriam e acenavam enquanto manifestantes davam socos no ar e gritavam: “O povo e o Exército estão de mãos dadas. Abaixo, abaixo Hosni Mubarak.”

Algumas centenas de manifestantes pró-Mubarak se reuniram perto do prédio do Ministério do Exterior, a pouca distância da Praça Tahrir. “Sim a Mubarak, não a ElBaradei, não a espiões no Egito”, gritavam. O pouco número de manifestantes ressaltava a impopularidade do presidente.

Inicialmente desorganizados, os protestos contra Mubarak estão pouco a pouco ganhando a forma de um movimento reformista amplo que engloba muitos setores da sociedade egípcia.

Jovens desempregados se misturavam com membros do movimento islâmico Irmandade Muçulmana, e pobres urbanos davam as mãos a médicos e professores, em sinal de solidariedade.

“Estamos pedindo a derrubada do regime. Temos uma meta, que é retirar Hosni, nada mais. Nossos políticos precisam intervir e formar coalizões e comitês para propor um novo governo”, disse o engenheiro de computação Ahmed Abdelmoneim, 25 anos.

Fotos de Mubarak, que a exemplo de todos os seus antecessores foi um oficial militar de alta patente, eram penduradas nos semáforos, simulando um enforcamento.

  • Chat

  • Siga-me

  • Mala Direta…

    Escreva seu Email:

    Delivered by FeedBurner

  • Acompanhe por RSS…

  • Tags...

  • Parceiros

  • Recent Posts

  • Categories

  • Painel



  • ↑ Top
    Theme Tweaker by Unreal