Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Archive for the ‘Europa’


Ministro grego promete à UE cumprir metas de austeridade. 0

Posted on June 20, 2011 by Jefferson

Da France Presse

O novo ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou neste domingo que seu governo cumprirá as promessas de austeridade e de redução do déficit público, ao chegar a uma reunião dos ministros da área da zona do euro, em Luxemburgo, para tentar tirar o país da bancarrota.

“Reafirmo o compromisso do governo e a vontade do povo grego de pôr em execução o programa” previsto para sanear as finanças públicas, declarou o ministro, que assumiu o cargo esta semana depois de uma reforma do gabinete, forçada pela crise.

“Podemos alcançar os objetivos previstos graças ao esforço de nossos cidadãos, com a cooperação e ajuda de nossos parceiros” europeus, acrescentou Venizelos, antes do encontro com os representantes que vão decidir como ajudar a Grécia a cobrir suas necessidades financeiras imediatas.

De concreto, a Zona do Euro estudará desbloquear a quinta parcela dos empréstimos prevista no primeiro plano de ajuda ao país, equivalente a 12 bilhões de euros, dos quais 3,3 bilhões ficarão por conta do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Grécia, uma das mais afetadas pela crise da dívida europeia, já recebeu em maio de 2010 um pacote de resgate de US$ 160 bilhões da União Europeia e do FMI. O país, contudo, não conseguiu cumprir as metas fiscais previstas e alerta que, se não receber uma nova ajuda, vai quebrar.

Papandreou disse neste domingo que está em negociação por um pacote de valor “basicamente igual” ao de 2010 –e que a Grécia teria que pagar até 2014.

Em troca do dinheiro, o premiê grego tenta aprovar um segundo pacote de austeridade, com 6,5 bilhões de euros em aumentos de impostos e cortes de gastos estatais neste ano. A oposição, contudo, resiste, diante de manifestações populares e greve geral.

Papandreou ofereceu renunciar e formar um novo governo para tentar acalmar a oposição, depois da renúncia de três deputados que ameaçou a votação as medidas de austeridade no Parlamento. Ele enfrentará um voto de confiança na noite de terça-feira, depois de três dias de debates no Parlamento.

Neste domingo, ele voltou a pedir apoio dos gregos ao impopular pacote de austeridade e disse que a imagem de uma divisão nacional não está ajudando o país a sobreviver.

MERCADO SALVO

Os ministros das Finanças das 17 nações da zona do euro vão debater como fazer os credores privados partilharem o custo do segundo plano de ajuda à Grécia sem gerar turbulências ainda piores nos mercados financeiros. Eles buscam fechar um acordo na cúpula da União Europeia, nos dias 23 e 24.

Um documento da Comissão Europeia, publicado recentemente pelo “Financial Times”, sobre as opções para o envolvimento do setor privado, mostrou as dificuldades que a zona do euro enfrenta para evitar a instauração de um caos nos mercados.

Uma rolagem voluntária de bônus gregos perto do vencimento, defendida pela França, Alemanha e pelo BCE, oferece o menor risco causar um rebaixamento de rating para a Grécia, mas seria impossível quantificar a contribuição do setor privado antecipadamente.

Isso significaria que os países da zona do euro e o FMI teriam de entrar com mais capital para inteirar os 120 bilhões de euros necessários em empréstimos, com 30 bilhões vindos de privatizações.

Uma troca de bônus, envolvendo o adiamento do prazo dos títulos em sete anos, é favorecida pela Holanda. Isso levantaria a maior parte do capital exigido, mas teria o maior risco de contágio, com investidores de outros bônus soberanos tomando ações de prevenção para evitar medidas similares em outros países, segundo o jornal.

Uma outra opção, a rolagem voluntária de dívida com incentivos limitados positivos, atrairia uma participação maior e tornaria possível antecipar a contribuição do setor privado, mas elevaria o risco de rebaixamento da Grécia e contágio de outros países.

O mundo “esgotado” na visão de Davos…. 0

Posted on January 28, 2011 by Jefferson

Análise: Fórum de Davos reflete mundo ‘esgotado’ após crise global

Tim Weber

Editor de Negócios da BBC News

A pior parte da crise econômica mundial pode já ter passado, mas o mundo que se reúne na cidade suíça de Davos, onde começou nesta quarta-feira o Fórum Econômico Mundial, é um mundo esgotado.

De acordo com o professor Klaus Schwab, o homem que criou a reunião anual dos mais importantes líderes do setor empresarial e políticos há 41 anos, é um mundo que sofre de “síndrome de burnout (esgotamento) global”, fraco demais para aguentar outro choque global.

A crise também criou novas realidades. Durante anos, o fórum forneceu uma imagem perfeita da reformulação do equilíbrio de poder no mundo, do ocidente para o oriente e (em menor escala) do norte ao sul.

A pauta de 2011 confirma as novas superpotências: primeiro e mais importante, a China; então a Índia, ainda emergente; e concorrentes como o Brasil e outros países ricos em commodities.

Por exemplo: os nomes de algumas sessões oferecidas para as 2,5 mil pessoas que vão participar do fórum são “O Futuro dos empreendimentos chineses”, ou então “O Impacto da China no Comércio e Crescimento Global”.

Uma destas sessões, “Novas Realidades da China Moderna”, teve o dobro do número de interessados em relação ao número de vagas.

E a sessão sobre a “Reformulação da Economia Americana” está sendo liderada por um membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Então não é surpreendente que a China envie sua maior delegação na história do Fórum de Davos, apesar de politicamente não ser a mais poderosa em comparação com anos anteriores.

Riscos globais

Todo ano, antes da reunião, o Fórum Econômico Mundial produz o relatório Riscos Globais e, em 2011, ele foi particularmente sombrio, listando dezenas de riscos interligados e complexos que podem prejudicar ainda mais governos já prejudicados pela crise financeira.

“Temos que ser cuidadosos para que esta crise não se transforme em uma crise social, o que já ocorre em alguns países”, afirmou Klaus Schwab.

O lema de Davos é “comprometido em melhorar o estado do mundo”. Mas o fórum não vai resolver estes problemas, não foi criado para isto. O evento é para conversas e networking, mas alguém pode estabelecer a pauta, gerar novas ideias, estabelecer relações.

Os organizadores esperam que as discussões possam estimular os líderes a agirem. Não é uma perspectiva fora da realidade, pois 19 governos dos países membros do G20 enviarão ministros, chefes de Estado ou de governo.

O fórum também vai lançar uma “rede global de resposta a riscos”, uma tentativa de juntar os conhecimentos de avaliadores de riscos das corporações com os conhecimentos de autoridades de governos.

Europa

A China pode dominar a pauta, mas os líderes da Europa são os que vão tentar deixar suas marcas nas discussões.

A maioria dos discursos mais importantes do fórum serão de políticos da Europa. Falarão o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, além do presidente russo, Dmitry Medvedev – que abriu o evento, nesta quarta-feira.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou – que enfrentou violentos protestos nas ruas em 2010 devido à crise econômica no país -, deve fazer uma ofensiva durante o fórum, expondo seu caso em público e conversando em particular com jornalistas e banqueiros.

Todos os líderes europeus tentarão enfrentar o pessimismo de sessões agendadas no fórum que trazem títulos como “Zona do Euro: mudando de sobrevivência para renascimento”.

Terrorismo e outras questões de segurança também estão na pauta, mas, em relação a isso, o atentado em um aeroporto de Moscou nesta semana provavelmente vai geram mais conversas do que Afeganistão e Paquistão.

Outra sessão que foi incluída no evento ecoa a instabilidade no norte da África: “Tunísia – Ponto de Mudança ou Tsunami”.

Fórum masculino

O governo dos Estados Unidos, que foi a grande ausência dos últimos anos, vai enviar o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e 35 países vão enviar chefes de Estado ou de governo.

A presidente Dilma Rousseff não comparecerá ao evento, que termina no domingo. O governo brasileiro será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

As mulheres não serão bem representadas no fórum. Tanto que o Fórum Econômico Mundial sentiu a necessidade de dizer aos cem “parceiros estratégicos” – de Goldman Sachs ao Deutsche Bank – que pelo menos um quinto dos representantes das companhias deveriam ser mulheres.

Isso não significa que não há espaço para diversidade. Chefes das mais importantes companhias do mundo vão se misturar com “pioneiros da tecnologia”, empreendedores sociais, líderes religiosos, membros das ONGs Greenpeace e Oxfam, e líderes culturais como o ator Robert de Niro e o vocalista da banda U2, Bono.

A cada noite, os hotéis de Davos terão dezenas de festas, recepções e jantares particulares. Executivos estressados poderão participar de sessões como “Liderança Shakespeariana” ou “Música para Mudança Social”.

No final das contas, é esta mistura eclética que participantes que torna Davos especial, apesar de sua pauta mais pesada.

E agora Berlusconi? 0

Posted on January 24, 2011 by Jefferson

Clarín.com

Lo dijo a sus partidarios, luego de que se hallaran más evidencias en su contra.

“He reaccionado a una auténtica agresión y por eso ni huyo ni renuncio”, afirmó ayer Silvio Berlusconi en un diálogo telefónico con sus simpatizantes. La oposición y otros protagonistas de la vida italiana, así como la prensa internacional, reclaman al primer ministro “un paso atrás ” del cual también ahora es partidario el Vaticano, que sin embargo sería favorable a un período “de transición” que permita, de paso, sancionar algunas leyes favorables a la iglesia italiana.

Berlusconi por primera vez admitió que la situación “es grave” y dijo que una parte de la magistratura se ha prestado a una operación “mediática y política” para desmontarlo del poder.

Ayer trascendió que los allanamientos que realizan fuerzas policiales en nombre de los tres fiscales de Milán que investigan el comportamiento del jefe del gobierno italiano –sospechado de prostitución de menores y abuso de poder– habrían encontrado “fotos interesantes” tomadas por las chicas que participaban de los festines en la residencia de Berlusconi en Arcore, un suburbio de Milán.

También habrían detectado transferencias de dinero realizadas por allegados a il Cavaliere a las jóvenes. Catorce de ellas se alojaron en apartamentos en un edificio en via Olgietta, en el barrio de Milano 2, que Berlusconi construyó en los años 70.

Los otros inquilinos y propietarios quieren que se vayan . Algunas manos anónimas cambiaron los letreros de las calles y en lugar de via Olgietta se lee “via Orgietta”, en alusión a las orgías en la residencia de Arcore que habría protagonizado el primer ministro italiano.

En el centro del peor escándalo sufrido por Berlusconi, que podría costarle su carrera política, se encuentra una joven marroquí conocida en la noche de Milán como Ruby Robacorazones, que frecuentaba Arcore a los 17 años. El premier a sido denunciado por la justicia de Milán por prostituir a una menor y abuso de poder, porque il Cavaliere hizo soltar a Ruby el 27 de mayo pasado cuando estaba arrestada, diciendo al funcionario de la jefatura de policía de Milán que la joven era “nieta del presidente (egipcio Hosni) Mubarak” . Ruby estaba presa por haber robado a una amiga prostituta 3000 euros y un reloj valioso y una magistrada había ordenado internarla en una comunidad para menores. Pero Berlusconi logro hacerla liberar y que fuera consignada a la consejera regional lombarda Nicole Minetti, acusada junto con otros dos conocidos personajes de organizar una red de prostitución de chicas que eran llevadas a Arcore. Berlusconi es el zar de la televisión privada italiana y muchas de las chicas consiguieron trabajos en su canales .

Ayer se registró otro sonoro choque por el escándalo, cuando la hija de Berlusconi, Marina, presidenta de la editorial Mondadori, la más grande de Italia, propiedad de su padre, dijo que le daba “horror” el escritor Roberto Saviano, que escribe para esa editorial. Saviano recibió el doctorado honoris causa por la Universidad de Génova y lo dedicó a los fiscales que llevan la causa contra Berlusconi.

Saviano ha sido condenado a muerte por la Camorra y vive bajo una fuerte custodia a raíz de su libro “Gomorra”, traducido y vendido por millones de copias en todo el mundo.

Essa eu já sabia… Blair e seus engôdos… 0

Posted on January 21, 2011 by Jefferson

Blair admite que ignorou alertas de conselheiros sobre invasão ao Iraque

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair voltou a depor nesta sexta-feira e admitiu que ignorou as advertências do procurador-geral do Reino Unido sobre a ilegalidade de invadir o Iraque sem o respaldo expresso da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele justificou dizendo que considerava um conselho meramente “provisório”.

À comissão que investiga o processo político que levou o Reino Unido a participar da guerra, Blair disse acreditar que o principal advogado do país mudaria eventualmente de opinião.

Em janeiro de 2003, o então procurador-geral do Estado, Peter Goldsmith, advertiu duas vezes Blair de que a resolução 1441 da ONU não era suficiente para justificar o uso da força contra o Iraque. Em 7 de março, Goldsmith mudou de opinião.

Blair argumentou que, naquele momento, “ainda não tinha pedido formalmente assessoria legal, nem ele (o Goldsmith) tinha chegado ao ponto de dá-la”. “Por isso mantive minha posição de que não era preciso uma segunda resolução”, explicou, na carta.

“Achava que, uma vez conhecido o histórico de negociações britânico, mas sobretudo americano, concluiria que a 1441 significava precisamente o que dizia: que Saddam [Hussein] tinha uma última oportunidade e que, se não o fizesse [provasse que seu país não armazenava armas nucleares], estaria infringindo as condições, o que por sua vez revivia anteriores resoluções que autorizavam o uso da força”, acrescentou.

Na terça-feira passada (18), Goldsmith disse perante a mesma comissão que o ex-primeiro-ministro o excluiu de deliberações importantes sobre a legalidade da Guerra do Iraque, algo que este admitiu hoje ter feito ao afirmar que poderia tê-lo incluído mais no processo.

MAIS DO MESMO

O presidente da comissão, John Chilcot, enviou por escrito mais de cem perguntas complementares antes da sessão, que tinha como objetivo, segundo o parlamentar, “esclarecer” as declarações feitas até agora por Blair.

Mas na metade do interrogatório, exibido ao vivo pelos canais de televisão, o tom pareceu menos inquisitivo e as respostas menos abrasivas que na polêmica sessão de 29 de janeiro de 2010.

O trabalhista, que governou de 1997 a 2007, não mudou a linha de argumentação e não apresentou elementos novos.

Blair se negou ainda, contra a opinião de Chilcot, a autorizar a publicação de sua correspondência privada com o ex-presidente americano George W. Bush, referente ao período em que os dois teriam decidido por uma “mudança de regime” no Iraque. A discussão ocorreu durante uma reunião no rancho texano de Bush, em abril de 2002, 11 meses antes da invasão.

Blair afirmou que “as notas ao presidente Bush eram privadas”. “Foram redigidas quando queria obter uma mudança ou um ajuste político. São confidenciais”, explicou Blair. “E estas notas coincidem essencialmente com as declarações que expressei em público”.

Interrogado pelas declarações que são atribuídas a ele, o carismático ex-premiê negou ter afirmado ou escrito “George, seja qual for sua decisão, eu o acompanharei”.

MANIPULAÇÃO

Como em janeiro de 2010, os debates desta sexta-feira giraram em torno de três perguntas chaves: a guerra era legal sem uma resolução explícita da ONU? Blair manipulou deliberadamente a opinião pública sobre a presença nunca comprovada de armas de destruição em massa (ADM) iraquianas, que justificaram a entrada na guerra? Qual foi a realidade da aliança de Blair (apelidado então de “poodle de Bush” pelos detratores) com os neoconservadores americanos?

No ano passado, Blair afirmou que não se arrependia de ter envolvido o Reino Unido em uma guerra contra “o monstro Saddam Hussein”, uma “decisão justa” que ele disse que voltaria a tomar.

“O regime de Saddam era brutal, era uma ditadura militar repressiva. Constituía uma fonte de instabilidade e de perigo para a região”, afirmou nesta sexta-feira.

Blair entrou em 2010 por uma porta lateral para não enfrentar os manifestantes e os jornalistas. Desta vez, no entanto, entrou pela porta principal e até posou por alguns segundos para os fotógrafos, enquanto 20 manifestantes gritavam “Bliar”, um jogo de palavras entre “liar” (mentiroso em inglês) e seu sobrenome.

Um dos manifestantes, Peter Brierley, que perdeu o filho no Iraque, pediu que o ex-premiê seja julgado como “criminoso de guerra”.

EU President issues stark warning against nationalism… 0

Posted on November 11, 2010 by Jefferson

EUOBSERVER / BRUSSELS – EU Council President Herman Van Rompuy has issued a stark warning against growing nationalism, populism and anti-democratic forces across the EU, suggesting that the threat to peace in Europe remains a key issue.

“We have together to fight the danger of a new euro-scepticism,” he said in a speech in Berlin on Tuesday night (9 November).

“This is no longer the monopoly of a few countries. In every member state, there are people who believe their country can survive alone in the globalised world,” he continued.

“It is more than an illusion: it is a lie!”

The president was speaking in the German capital on the Schicksalstag, or ‘fateful day,’ the anniversary of five pivotal events in the nation’s history: the fall of the Berlin Wall in 1989 and the fall of the monarchy in 1918, but also the Beer Hall Putsch in 1923, Kristallnacht in 1938 and the execution of a leader of the 1848 revolutions in the German states.

Quoting wartime US president Franklin Roosevelt, he said that the “biggest enemy of Europe today is fear,” and that this ultimately could lead to war.

“Fear leads to egoism, egoism leads to nationalism, and nationalism leads to war,” he said. “Today’s nationalism is often not a positive feeling of pride of one’s own identity, but a negative feeling of apprehension of the others. Fear of ‘enemies’ within our borders and beyond our borders.”

“It is a feeling all over Europe, not of a majority, but everywhere present.”

In a wide-ranging speech, alighting on a range of aspects of the current state of the European Union, he cheered the day when the nations of the former Yugoslavia will join.

“To those who say that war is so far away in our past that peace cannot be a key issue in Europe anymore, that it does not appeal to the younger generations, I answer: just go out there [to the western Balkans] and ask the people there! And ask the young ones too!”

Beyond the EU’s economic and political structures, he said that Europe needed to look to its heritage, in particular, the values and virtues of Ancient Greece.

“To keep such European virtues alive, to transmit their age-old qualities to our children and grandchildren, that will be one of the great challenges for the future,” he said. “We have to be a union of values but also a union of civic virtues.”

He also touched on the current economic crisis, cheering the recent decision of European leaders to move towards common economic governance.

“One cannot maintain a monetary unity without an economic union,” he said, and went on to salute the “courage” of EU leaders in imposing austerity measures over the top of popular opposition.

“I, for one, have really been impressed over the last year by the political courage of our governments. All are taking deeply unpopular measures to reform the economy and their budgets, moreover, at a time of rising populism.

“Some heads of government do this while being confronted with opposition in parliament, with protest in the streets, with strikes on the workplace – or all of this together – and fully knowing they run a big risk of electoral defeat.

“And yet they push ahead. If this is not political courage, what is?”

He also went on to criticise the European Commission’s proposals for EU taxes. In October, the EU executive proposed a list of potential EU fund-raising mechanisms in an attempt to reduce the direct contributions national governments make to fund the workings of the bloc.

“I do not think that redesigning the way the EU get its revenue is a top priority,” he said, adding that the imposition of EU taxation would fall on some countries harder than others and that this would be unfair.

“The current system reflects as a rule the member states’ capacity to pay. Contributions are based on the gross national income and thus seen as fair … I am personally open to new ideas, but since most alternative sources of income would risk to hit member states unequally, this would weaken the fairness of the current system, its built-in solidarity.”

He did not however close the door completely on the idea. “So let’s be prudent, but let’s discuss it,” he said.

Grupo separatista basco ETA anuncia cessar-fogo na Espanha 0

Posted on September 08, 2010 by Jefferson

Fonte BBC Brasil

O grupo separatista basco ETA afirmou que não vai mais realizar atentados em sua campanha por independência na Espanha.

Em um vídeo obtido pela BBC e divulgado neste domingo, o grupo afirma que a decisão foi tomada há meses para “colocar em andamento um processo democrático”.

O governo espanhol se recusava a negociar com o ETA enquanto o grupo mantinha a luta armada.

O ministro do Interior do País Basco, Rodolfo Ares, afirmou que a única coisa que a sociedade basca espera é um fim definitivo das atividades terroristas, e que a declaração do ETA é “insuficiente”

A campanha violenta do ETA por independência do País Basco levou a mais de 820 mortes nos últimos 40 anos. Nas últimas décadas, o ETA já havia anunciado cessar-fogo em duas ocasiões, mas nas duas vezes acabou abandonando a iniciativa.

No vídeo obtido pela BBC, três integrantes do ETA aparecem com máscaras ao lado de bandeiras do grupo separatista.

A pessoa no meio lê um pronunciamento do ETA em defesa da luta armada pela independência do País Basco, mas no final afirma que o grupo agora quer atingir seu objetivo de forma pacífica e democrática.

“O ETA confirma o seu comprometimento com a busca de uma solução democrática para o conflito”, afirma.

“Nós pedimos aos cidadãos bascos que continuem seu esforço, cada um na sua área, com qualquer que seja o grau de comprometimento de cada um, para que nós possamos derrubar o muro da negação e possamos dar passos irreversíveis para frente, a caminho da liberdade.”

Nos últimos anos, o ETA enfraqueceu-se na Espanha, depois que alguns dos seus líderes foram presos. Partidos políticos na região, que também defendem a independência do País Basco, vinham pedindo que o grupo renunciasse à violência.

Segundo o correspondente da BBC em San Sebastian, Clive Myrie, o ETA vinha enfrentando crescente pressão para abandonar as armas.

Em 2006, negociações pela paz foram interrompidas depois que uma bomba do ETA matou duas pessoas em um aeroporto em Madri.

E a ‘marvada’ é comum na política mesmo… 0

Posted on September 01, 2010 by Jefferson

O ex-premiê britânico Tony Blair revelou, em um livro de memórias que está sendo lançado nesta quarta-feira, que recorreu a bebidas alcoólicas para conseguir relaxar e lidar com as pressões do cargo.

“Uísque puro ou gim e tônica depois da janta, alguns copos de vinho ou até mesmo meia garrafa com a refeição. Nada excessivamente excessivo. Eu tinha limite. Mas eu estava percebendo que a bebida estava virando um amparo ['prop', em inglês]“, escreve Blair no livro A Journey (Uma Jornada, em português).

Tony Blair, do Partido Trabalhista, foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha entre 1997 e 2007. Sua chegada ao poder interrompeu 18 anos de governo dos conservadores no país.

Sob a bandeira do New Labour (Novo Trabalhismo, em tradução livre) que pregava uma Terceira Via no debate ideológico entre esquerda e direita, Blair governou a Grã-Bretanha durante a invasão do Iraque, em 2003, que marcou seu governo.

“Ele era uma pessoa difícil, às vezes enlouquecedora? Sim”

Tony Blair sobre Gordon Brown

No livro, Blair fala sobre o seu período no poder, a guerra do Iraque e a ascensão dos trabalhistas na Grã-Bretanha, entre outros temas.

Gordon Brown

O livro provocou polêmica, em particular entre os trabalhistas britânicos devido a críticas ao seu sucessor no cargo, Gordon Brown. Os trabalhistas estão escolhendo neste mês quem será o sucessor do ex-premiê Brown na liderança do partido.

Brown renunciou à liderança do partido e ao cargo de primeiro-ministro em maio, quando foi derrotado pelo Partido Conservador de David Cameron em eleições gerais.

Em meio a algumas palavras elogiosas, Blair refere-se a Brown como “enlouquecedor” e diz que sabia que caso seu sucessor não mudasse algumas políticas, seu governo seria “um desastre”.

“Ele era uma pessoa difícil, às vezes enlouquecedora? Sim”, escreve Blair, que em seguida elogia Brown. “Mas ele também era forte, capaz e brilhante, e essas eram qualidades que eu nunca deixei de respeitar.”

Blair ainda diz no livro que Brown, que foi ministro das Finanças do seu governo antes de sucedê-lo como premiê, era um “sujeito estranho” e com “inteligência emocional zero”.

Frases de Tony Blair

Sobre Gordon Brown: Eu parei de receber seus telefonemas. O pobre Jon [assessor de Brown] me procurava dizendo: ‘o ministro realmente quer falar com você’. [...] Eu dizia: “Vou ligar para ele em breve”. E Jon dizia: “você vai mesmo, primeiro-ministro?”. E eu dizia: “Não, Jon”.

Sobre George W. Bush: Eu passei a gostar de George e admirá-lo. Me perguntaram recentemente quais líderes políticos eram os mais íntegros. Coloquei George próximo ao topo da lista. Algumas pessoas ficaram espantadas… achando que eu estava brincando.

Sobre familires de soldados mortos: Eles realmente acham que eu não me importo, que eu não sinto, que eu não me arrependo com cada fibra do meu ser a perda de quem morreu? Ser indiferente seria desumano.

Sobre a morte da princesa Diana: Eu gostava dela e sentia muito pelos seus dois meninos, mas eu também sabia que isso ia ser um evento nacional, ou até global, enorme, como nenhum outro. Como a Grã-Bretanha ia se sair era importante para o país interna e externamente.

Blair relata que era impossível segurar a ascensão de Brown, já que o político possuía grande base de apoio entre os trabalhistas.

Ele sugere que caso tivesse demitido Brown, “o partido e o governo se desestabilizariam imediatamente e de forma grave, e sua ascensão ao cargo de primeiro-ministro seria talvez até mais rápida”.

Em entrevista à BBC, Blair diz que seu relacionamento com Brown era “francamente difícil, quase impossível”, mas que seu ministro sempre foi também uma fonte de força para o governo.

O porta-voz de Gordon Brown disse que o político não fará nenhum comentário sobre o livro de Blair.

Mas entre os trabalhistas, que estão passando pelo processo de escolha do sucessor de Brown para a liderança do partido, houve muitas críticas a Blair.

“Estou surpresa que Tony Blair não tenha esperado um intervalo maior antes de enfiar a faca em Gordon Brown. Isso não ajuda o partido neste momento”, disse a trabalhista Diane Abbott, que concorre para suceder Brown na liderança do partido.

Um parlamentar trabalhista ligado à Brown disse que “a versão unilateral de Blair” sobre os fatos já era esperada.

Iraque

Sobre a guerra do Iraque, Tony Blair diz que deixar Saddam Hussein no poder no país seria “um risco maior” do que removê-lo do poder.

Blair foi um dos principais defensores da ideia de invadir o Iraque junto com os Estados Unidos, em 2003, para derrubar o regime de Saddam.

“Eu não consigo satisfazer aos desejos nem mesmo de alguns dos meus apoiadores, que gostariam que eu dissesse: [invadir o Iraque] foi um erro, mas um erro cometido de boa-fé. Amigos que se opõem à guerra acham que eu estou sendo teimoso; outros, menos amigáveis, acham que eu sou delirante. A ambos, eu posso dizer: mantenham uma mente aberta”, escreve Blair.

Em suas memórias, Blair reconhece que houve problemas no planejamento da invasão do Iraque. Ele escreve que “nós não antecipamos o papel da Al-Qaeda ou do Irã” no planejamento sobre o que aconteceria depois da invasão.

Ele também falou sobre o seu “sofrimento” com as mortes provocadas pelo conflito na Grã-Bretanha.

“Eu lamento desesperadamente por eles [os soldados mortos], lamento pelas famílias cujo sofrimento foi agravado pela polêmica sobre o porquê de seus amados terem morrido, lamento pela seleção injusta de que quem perdeu a vida.”

G20: Mudança e Desafio… 0

Posted on August 27, 2010 by Jefferson

Valor Econômico

Opinião por Marcos Galvão*

Em pouco mais de dois anos foram realizadas cinco cúpulas de líderes.

A escolha do G-20 como principal foro para deliberação de questões econômico-financeiras foi uma das maiores mudanças ocorridas no mundo

A elevação do G-20 ao papel de principal foro para deliberação sobre questões econômico-financeiras foi uma das maiores transformações ocorridas na governança mundial desde o final da Segunda Grande Guerra. Embora a crise tenha sido o principal catalisador desse momento de “aceleração do tempo histórico”, a transformação só ocorreu porque o crescimento econômico e a maior participação das nações emergentes no comércio e nos investimentos globais, entre outros fatores, há muito cobravam o aumento de sua presença nas grandes deliberações internacionais.

A ascensão do G-20 requeria, porém, duas medidas demandadas pelo Brasil desde o começo de 2008, ano em que exerceu a presidência rotativa do Grupo. Primeiro, a transformação do G-20 em foro de líderes. Segundo, o aumento da frequência e qualidade da interação entre seus membros. Criado em 1999, em seguida à “crise asiática”, o Grupo era um foro de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais que se reunia apenas uma vez por ano. Tinha pouco espaço para influir decisivamente nos principais debates econômicos internacionais.

O próprio G-20, portanto, cuja criação havia sido um passo no rumo certo, precisava ser aperfeiçoado para melhor cumprir a sua missão.

E assim se fez. O Grupo tornou-se um foro de chefes de governo e suas reuniões passaram a ser convocadas de acordo com as exigências da realidade. Em pouco mais de dois anos, contados de outubro de 2008 até novembro próximo, terão ocorrido nada menos de cinco cúpulas de líderes do G-20 e dez reuniões ministeriais. Esse dado reflete com clareza o lugar central que o G-20 ocupa nas relações internacionais contemporâneas.

Além de representar mudança fundamental, o G-20 passou a promover importantes transformações. De início, no auge da crise, os governos do Grupo assumiram o compromisso de adotar todas as ações necessárias para estabilizar o sistema financeiro. Embora fossem respostas de caráter nacional, e variassem de acordo com as circunstâncias específicas, a coordenação sem precedentes dos esforços das maiores economias do mundo foi essencial para a reversão do clima de pânico que se vivia no final de 2008. Desde então, o G-20 conduz processos inéditos de troca de informações, avaliação mútua e articulação de políticas macroeconômicas.

Diretrizes emanadas do G-20 também têm sido essenciais no contexto da reforma do sistema financeiro, em dimensões como as da regulação de capital e liquidez dos bancos, transações com derivativos, remuneração de agentes financeiros e combate aos paraísos fiscais. Por proposta do G-20, o Brasil e outros emergentes passaram a integrar o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) e o Comitê de Basileia, principais foros de regulação do sistema, cuja composição era antes limitada a economias avançadas.

Diante da necessidade de se reforçar a legitimidade das instituições financeiras internacionais, o G-20 tem servido de foro para a negociação de reformas de governança no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial. Delas deverá resultar uma maior participação dos países emergentes e em desenvolvimento nos respectivos processos decisórios, compatível com o seu peso crescente na economia global. Foi, também, por decisão adotada no G-20, que o FMI teve seus recursos triplicados e que os bancos internacionais de desenvolvimento, com capital ampliado, aumentaram seus empréstimos em US$ 100 bilhões.

A folha de serviços do novo G-20 é impressionante. E não parece razoável criticar o grupo pelo defeito de suas virtudes, pela dificuldade que, por vezes, lá enfrentamos para alcançar consensos. Afinal, o grande avanço que o G-20 traz, em comparação ao G-8, é justamente sua maior diversidade, a presença de países de todas as regiões do mundo, vivendo distintas circunstâncias e estágios de desenvolvimento. É natural que suas negociações sejam mais complexas e que as decisões do grupo reflitam essa variedade de pontos de vista, experiências e interesses.

O Brasil tem participado do G-20 de forma ativa e construtiva. Não se trata, é claro, de um arranjo perfeito e acabado. A ordem internacional está sempre em construção. Em futuro oxalá próximo, o próprio G-20 deverá ajustar o seu papel ao mundo pós-crise.

Essa perspectiva de renovação da agenda gera para os membros do Grupo, sobretudo para os países emergentes, o desafio de sermos capazes de atuar de modo cada vez mais propositivo. Até aqui, o G-20 dedicou-se sobretudo à superação da crise. Logo, porém, deverá voltar-se mais para o delineamento do futuro. Temos de estar prontos para participar plenamente dessa transição, de modo a assegurar que as visões e os interesses do Brasil sejam sempre levados em conta e que o G-20 nos ajude a alcançar uma economia global mais segura, equilibrada e justa, a um ambiente que favoreça o crescimento, a superação da pobreza e a realização integral das potencialidades de desenvolvimento em todo o mundo.

Marcos Galvão é embaixador, Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.

A rising global tide of xenophobia 0

Posted on August 22, 2010 by Jefferson

The Independent Editorial

The deportations began yesterday. Two flights left France, bound for Bucharest, with 93 Roma immigrants on board. Some 700 Roma are expected to be removed by the end of August. And 300 illegal Roma camps in the country will be demolished over the next three months. The explanation of the French government for the deportations is that the camps have become bases for people-trafficking, prostitution and crime. But critics of the policy detect an uglier motive: a hope from President Nicolas Sarkozy to distract public attention away from allegations of corruption that swirl around his administration.

If true, this would be nothing new. Immigrants often find themselves made into scapegoats, especially at times of economic stress. And France is by no means alone in this respect. The Italian state has been harassing and deporting its Roma migrants for several years now. A legal battle is raging in the US over a law passed by the state government in Arizona giving police the right to demand that individuals show their identification in order to detect illegal immigrants from Mexico, something that opponents say has resulted in racial profiling. Popular concern about the children of illegal immigrants in the US has also led to some suggestions in Republican circles that the constitutional provision that grants citizenship to those born on US soil should be revoked. Meanwhile, the two candidates in the Australian election, the Prime Minister, Julia Gillard, and Tony Abbott of the opposition Liberal Party, are locked in competition over who can adopt a tougher line on the “boat people”, a reference to the desperate asylum seekers who make for Australia’s shores by sea.

The hypocrisy of all this is rich. In Australia, Ms Gillard and Mr Abbott are both immigrants themselves, the Prime Minister having been born in Wales and the opposition leader in London. President Sarkozy’s father was a Hungarian aristocrat who fled to France in the wake of the Second World War.

But the hypocrisy is not confined to politicians. Most economically advanced nations – Australia and America above all – have been enriched by migrants. To see the citizens of such countries turning on those who hope to follow their path – a path which history shows is generally to the benefit of the migrants and the host country – is depressing indeed.

Yet, however unpalatable they are, these public pressures are real. The question is: what should be done to counter them? A return to economic growth would help. When people are economically insecure they tend to be much more susceptible to the demagogues who peddle the simplistic and false notion that less immigration will mean more prosperity.

But the primary response has to be political. Democratic leaders need to be prepared to stand firm against xenophobic impulses, rather than pander to them. Where there are legitimate grievances over stresses imposed by migration patterns on public services, they must act to ease the burden. But that must not be confused with punishing or harassing immigrants themselves. Politicians also need to be prepared to explain to their electorates that immigrants, with their skills and their labour, are essential to helping our economies return to health.

Sadly, Britain can hardly be said to be setting much of an example in this respect. Our own government intends to impose an annual cap on the number of migrants who can enter the country, even though its own economic watchdog, the Office for Budget Responsibility, says this is likely to restrict growth.

The global economy remains weak and xenophobia is likely to remain a potent force in democracies around the world. Responsible political leaders everywhere need to summon the courage to explain to their citizens that immigrants are not the cause of their problems.

El agosto griego… 0

Posted on August 17, 2010 by Jefferson

¿Qué ha ocurrido con el turismo en el país que desencadenó la mayor crisis del euro hace unos meses y en el que se produjeron violentas manifestaciones? Este verano viaja menos gente, pero en Mikonos no se nota

por Javier Venezuela

El País

Aquí, en estas playas de aguas cristalinas de Mikonos, y ahora, en este mes de agosto del año de la crisis de la deuda griega, miles de guapos y guapas de Europa hacen ingentes sacrificios de aceite bronceador al dios solar Helios. ¿Son más o menos que en veranos anteriores? Algo menos, al decir de los hoteleros de la isla, pero muchos más de los que cabía imaginar la pasada primavera, cuando las imágenes de huelgas y manifestaciones contra los recortes presupuestarios en Grecia abrían los telediarios de Occidente. Bueno, aún las abren: hace unos días la BBC daba cuenta del final de una huelga de camioneros griegos que había secado las gasolineras del país en plena temporada turística. Y la cadena británica informaba que el FMI sugiere a Grecia la privatización de los ferrocarriles nacionales para pagar parte de su enorme deuda pública.

A la juventud dorada europea -homo o hetero- presente en Mikonos tales noticias parecen traérsela al pairo. En el dilema que Nietzsche veía en la tragedia clásica griega entre lo apolíneo -lo racional- y lo dionisiaco -lo festivo-, esta juventud de cuerpos tatuados y esculpidos en gimnasio opta sin la menor duda por lo segundo. Al menos aquí, en esta isla de las Cícladas sin moscas ni mosquitos, sin esos bloques de apartamentos que afean el Mediterráneo español, con aguas y arenas limpias como una patena y con chiringuitos playeros de diseño abiertos las 24 horas del día.

Tal vez por la especial naturaleza de su clientela -joven, festiva, adinerada, cosmopolita- Mikonos sufre este agosto menos que el resto de Grecia el descenso del número de visitantes extranjeros. Aun así, los meses de mayo y junio también fueron aquí penosos para el sector turístico. Era cuando las protestas populares por los recortes causaban la muerte de tres empleados bancarios en Atenas o cuando miles de turistas se quedaban en tierra en el puerto de El Pireo a causa de una huelga. A las agencias y hoteles de Grecia llegaba un diluvio de cancelaciones de reservas y Yorgos Petalotís, portavoz del Ejecutivo heleno, se veía obligado a asegurar que el suyo seguía siendo “un país seguro”.

En 2009, a causa de la crisis financiera internacional, Grecia ya perdió un 10% de sus ingresos turísticos. Fue un duro golpe para un país en el que uno de cada cinco trabajadores -y el 18% del PIB- depende de ese sector. Pero lo peor estaba por venir. A lo largo del pasado invierno se supo que el déficit público y la deuda nacional de Grecia eran de dimensiones descomunales. Peor aun, Atenas había estado engañando durante años a Bruselas a la hora de presentar sus cuentas. Se desencadenó así un periodo de turbulencias en los mercados financieros internacionales y de ataques contra la cotización del euro.

Recién llegado al poder, el Gobierno socialista de Yorgos Papandreu tuvo que adoptar medidas urgentes de austeridad para paliar la desastrosa herencia dejada por su predecesor, el derechista Kostas Karamanlis. Como es habitual en el sistema capitalista, tales medidas (reducir los ingresos de asalariados, funcionarios y pensionistas; alargar la edad de jubilación; abaratar el despido; subir los impuestos indirectos; disminuir los servicios públicos; privatizar lo que quede de patrimonio nacional) se centraron en los más débiles, en los votantes de Papandreu.

Pero Grecia, la tierra de Mikis Theodorakis, es un país con corazón de izquierdas (y no solo socialdemócrata; comunistas y anarquistas tienen aquí más peso que en otros países europeos), así que no tardaron en llegar huelgas y manifestaciones. Algunas de ellas, las más violentas, fueron noticia internacional y provocaron el aluvión de cancelaciones.

A decir de muchos griegos, las protestas están siendo menores de lo habitual en este país (menores, por ejemplo, que las provocadas en diciembre de 2008 por la muerte de un estudiante a causa de un disparo policial). Pesan tanto un sentimiento colectivo de resignación como la idea de que es injusto cebarse en Papandreu (como escribió el profesor Guy Burgel en Le Monde del pasado 6 de marzo, “no es fácil ser de izquierda y predicar la austeridad a los que ya son pobres, aunque sea para corregir la ineptitud y la corrupción de un anterior Gobierno de derechas”).

Terminaba así una fiesta que había durado los 10 años anteriores. En ese tiempo el dinero circulaba alegremente en Grecia. Lo había para todo: para los Juegos Olímpicos de 2004, para el puente en el golfo de Corinto, para prospecciones arqueológicas, para que los ricos se construyeran mansiones de lujo y se compraran coches alemanes, trajes italianos, yates japoneses, joyas francesas… Y también para todos: muchos griegos dejaron de trabajar en la recogida de la aceituna o la limpieza de los lavabos; los inmigrantes del Tercer Mundo asumieron esas tareas. Y, como subrayó The Economist el 6 de mayo, “los peores hábitos griegos -el saqueo de las arcas públicas, el enchufismo, el abuso de los cargos públicos, la impunidad de los poderosos- se multiplicaron al mismo tiempo”.

La Unión Europea reaccionó con torpeza. En aquellas semanas cruciales de la primavera, Angela Merkel se ganó una sólida reputación internacional de falta de visión y de capacidad de liderazgo, apareció como una nueva Margaret Thatcher agarrada al bolso. Al final, la factura terminó siendo aún más elevada para todos… y en los griegos se reactivó cierta germanofobia. “Los alemanes deberían ser los últimos en hablar (de la situación financiera griega); al fin y al cabo, no nos pagaron las reparaciones debidas por habernos ocupado durante la II Guerra Mundial”, declaró el novelista Petros Tatsopoulos en la edición del 7 de mayo de The Guardian.

Con 11 millones de habitantes, Grecia suele recibir 15 millones de turistas extranjeros al año. Este verano están viniendo menos y los que vienen están gastando menos. A finales de julio, se calculaba que el país puede sufrir en 2010 una reducción adicional de hasta el 15% de sus ingresos turísticos (la caída en mayo fue del 24%). Británicos y alemanes, que tradicionalmente suman un tercio de los visitantes extranjeros, son los contingentes nacionales que más están fallando. En cambio, italianos, franceses y rusos siguen fieles a Grecia, y esto es palmario en las playas, chiringuitos, restaurantes y discotecas de Mikonos.

Grecia saldrá de esta. Esta tierra de olivos torturados, piedras cargadas de significado y olores mezclados -”resina, terebinto, mirra, tomillo, orégano, salvia y menta; y la tierra en sí, su gusto de polvo seco, de ceniza ambarina”- que describía Jacques Lacarrière en L?Eté grec (El verano griego), las ha visto mucho peores. Pero los griegos están sufriendo mucho, y no solo en sus bolsillos, también en su sólido orgullo nacional.

El 25 de junio, The Guardian afirmó que Grecia, para evitar la bancarrota nacional, había puesto a la venta algunas de sus 6.000 islas e islotes, incluyendo parte de Mikonos. Millonarios rusos y chinos figurarían entre los compradores potenciales. Petalotís, el portavoz del Gobierno griego, lo desmintió de inmediato: “Es un insulto”. Semanas atrás, el diario sensacionalista alemán Bild había propuesto en su portada: “¡Vendan sus islas, griegos quebrados! ¡Y la Acrópolis también!”. Se hacía eco de unas declaraciones de dos diputados -Schlarmann y Schäffler- de la mayoría gubernamental alemana. A los griegos no les hizo la menor gracia.

Grecia se ha beneficiado extraordinariamente de sus 30 años de pertenencia a la Unión Europea. Sobre el país han llovido miles de millones de euros que han servido para reformar o construir carreteras, puertos y aeropuertos. Todo el mundo sabía que no todo ese dinero se empleaba en aquello para lo que había sido presupuestado, que en el camino algunos se llenaban los bolsillos, pero millones de turistas del norte de Europa pasaban allí sus vacaciones y se beneficiaban de las mejoras. Luego, la entrada de Grecia en el euro, con la renuncia al dracma y a la posibilidad de devaluarlo en caso de crisis, hizo que los precios, que no así los salarios, se empezaran a igualar a los de las zonas más ricas del continente, con su corolario de pérdida de competitividad del sector turístico.

Hoy Grecia, afirma Alexis Papahelas, uno de los periodistas más influyentes del país, necesita una narrativa positiva sobre cómo puede salir de esto. Entre los muchos mitos nacionales a su disposición, el primer ministro Papandreu ha escogido el de Ulises haciendo el largo y heroico viaje de vuelta a casa, a Ítaca. Lo malo de la Odisea es que su protagonista regresa a su hogar solo y pobre.

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