Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



Países do Ibas defendem Jerusalém Oriental para Estado palestino 0

Posted on April 16, 2010 by Jefferson

From Reuters

Os países que integram o grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) defenderam nesta quinta-feira a criação de um Estado palestino no Oriente Médio tendo Jerusalém Oriental como capital e pediram a retomada das fronteiras pré-1967 e o congelamento das construções de assentamentos por Israel nos territórios ocupados.

Após encontro com o chanceler palestino, Riad Malki, durante encontro do Ibas em Brasília, representantes desses três países também pediram a retomada do processo de paz no Oriente Médio, e afirmaram que países em desenvolvimento também devem colaborar na mediação de um acordo.

“Os ministros indicaram que Índia, Brasil e África do Sul, como membros do fórum Ibas, estão convencidos de que uma ampla paz no Oriente Médio é crucial, não somente para as populações e países da região, mas também para a paz e a segurança internacionais”, afirma comunicado do grupo.

“Os países do Ibas fazem um apelo enfático ao governo israelense para que congelem as atividades de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluindo seu ‘crescimento natural’, incluindo a decisão de construir moradias em Jerusalém Oriental”, afirma o documento.

O comunicado expressa, ainda, preocupação com a situação humanitária em Gaza e pede um relaxamento do bloqueio imposto por Israel à região.

Índia, Brasil e África do Sul também se declararam “profundamente preocupadas” com uma ordem militar israelense que pode resultar na expulsão de milhares de palestinos da Cisjordânia pelo governo israelense.

Durante a chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel capturou áreas como Faixa de Gaza, Cisjordânia, Colinas de Golã (Síria) e a zona oriental de Jerusalém.

África do Sul relembra o Massacre de Sharpeville 0

Posted on March 23, 2010 by Jefferson

From BBC

We were shot at in cold blood – there was no warning,” reconta Ike Makiti, um sobrevivente do Massacre de Sharpeville em frente aos túmulos do cemitério municipal.

Makiti tinha apenas 17 anos no momento do tiroteio. Era estudante e um membro ativo do Pan-Africanist Congress – PAC. Ele estava voltando para a escola logo após almoço na segunda-feira, 21 de março de 1960, quando ouviu o som de tiros.

Nós pensamos inicialmente que eram somente fogos de artifício, mas se tornou claro quando vimos sangue e que eles estavam atirando nas pessoas. A maioria foi baleada nas costas por estarem fugindo. Estava claro que algo sério estava acontecendo”.

Quinze minutos de tiroteios transformaram o massacre num dos mais emblemáticos momentos da luta de libertação. O massacre marcou o início da resistência armada e à proibição tanto do PAC como do African National Congress – ANC.

Sessenta e nove homens, mulheres e crianças foram mortos nesse dia. Mortos quando os policiais abriram fogo sobre a multidão.

Sobreviventes e Desempregados

Milhares de manifestantes se reuniram em Sharpeville, sul de Johanesburgo, em protesto contra a utilização das cadernetas infames, ou “dompas”, que todos os negros sul-africanos eram obrigados possuir e carregar. Ela regia o movimento de uma pessoa, era um instrumento de perseguição e era um dos símbolos mais odiados do estado de apartheid.

Desapontamento

Ike Makiti, que posteriormente cumpriu cinco anos de prisão em Robben Island por ser um membro de uma organização banida, afirma estar desapontado em virtude das promessas do novo governo democrático não estão sendo cumpridas.

Most of the people who survived that massacre are not working“, ele diz. “I’m not saying they should be fed sitting down, but they should be provided with work“.

O pequeno shopping de Sharpeville está degradado e muitos dos edifícios foram cobertos. O que resta é uma pequena loja de moda, um cabeleireiro, um açougue e um modesto barzinho. Duas escolas foram fechadas recentemente e não existem instalações desportivas para a juventude.

Tsoana Nhlapo, que representa uma organização chamada Sharpeville First, fala para a geração mais jovem – descendentes daqueles que testemunharam o Massacre de Sharpeville. Ela está trabalhando para o município ser reconhecido como patrimônio nacional; para um pedido de desculpas do Estado para o que aconteceu aqui e, como em muitas outras áreas pobres na África do Sul, para a entrega de uma melhor infra-estrutura e serviços.

Quando o apartheid ainda era abundante estávamos reclamando que uma casa de quatro cômodos eram como canis, não eram de boa qualidade, mas o que acontece agora com eles no poder é que eles estão construindo casas ainda mais pequenas”.

Será que perdemos o ponto em algum lugar? Será que não lembram pelo que nós lutamos?”

O partido governista da África do Sul, a ANC, é acusado de não entregar os itens básicos, como moradia e emprego para as pessoas que lutaram pela libertação.

Essa situação atrapalhou as celebrações previstas para o 50º aniversário em Sharpeville, com alguns eventos sendo cancelados por medo de que eles poderiam provocar tumultos. Esses acontecimentos refletem o humor em uma sociedade apelidada como mais desiguais do mundo e serve como um reflexo de um novo tipo de luta de que os políticos sul-africanos estão tendo de enfrentar.

África do Sul celebra 20 anos da libertação de Nelson Mandela 0

Posted on February 11, 2010 by Jefferson

Do: G1

A África do Sul celebra nesta quinta-feira (11) os 20 anos da libertação do líder anti-apartheid Nelson Mandela.

Vinte anos depois da libertação de Mandela, e sob a presidência de Jacob Zuma, a África do Sul é uma democracia vibrante, mas ainda tem milhões de pessoas vivendo na pobreza e buscando uma liderança capaz de confrontar os problemas econômicos.

A libertação de Mandela em 11 de fevereiro de 1990, após 27 anos nas prisões do apartheid, colocou em marcha uma transformação política que culminou com a história eleição multirracial de 1994 e com a posse do próprio Mandela como primeiro presidente negro do país.

Alguns críticos dizem que o legado de Mandela foi destruído por causa de incidentes como o afastamento do sucessor dele, Thabo Mbeki, do comando do partido CNA e das recentes polêmicas envolvendo Zuma.

Milhões de negros ainda vivem na miséria em terríveis “townships” (favelas), e a taxa oficial de desemprego é de quase 25%, embora analistas digam que na verdade seja muito superior. Pelo menos 34% dos cerca de 50 milhões de sul-africanos vivem com menos de US$ 2 por dia, segundo o Banco Mundial.

Sob o governo do Congresso Nacional Africano, partido no poder desde o fim do apartheid, a África do Sul teve sua mais prolongada fase de prosperidade, até ser afetada pela crise global e mergulhar numa recessão no começo de 2009.

Embora tenha se livrado dela no terceiro trimestre, analistas dizem que as perspectiva de crescimento permanecem aquém das de outros grandes países emergentes – o que só poderia mudar com grandes avanços na infraestrutura e reformas no mercado de trabalho da maior economia africana, segundo os especialistas.

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