Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



Polícia é mobilizada para impedir manifestações na China 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

DA EFE, EM PEQUIM

A polícia foi mobilizada em massa neste domingo em Pequim e Xangai para impedir as chamadas “concentrações de Jasmim”, convocadas em 13 cidades chinesas pela internet.

Em Pequim, a calçada situada em frente ao restaurante McDonald’s, o local escolhido pelos autores anônimos do chamado na rede, inspirado na revolução tunisiana, foi cenário, subitamente, de obras públicas.

Centenas de policiais uniformizados e outros à paisana tentavam garantir a manutenção da ordem na rua e no interior do restaurante, que estava cheio de gente, tanto clientes como jornalistas estrangeiros, que fotografavam e olhavam os agentes de segurança.

Às 15h locais (4h de Brasília), dezenas de policiais rodearam jornalistas que queriam gravar imagens da rua e do restaurante, impedindo-os de trabalhar.

Jornalistas da France Presse viram a polícia, muito nervosa, tratando jornalistas estrangeiros com brutalidade.

Em Xangai, havia muitos policiais na rua Hankou, perto da Praça do Povo, local escolhido para o protesto, que não ocorreu.

Várias pessoas foram levadas em três furgões, constatou a AFP, mas não se sabe se eram manifestantes.

A visita de Hu Jintao e a importância da China… 0

Posted on January 26, 2011 by Jefferson

A visita de Hu Jintao e a importância da China

Escrito por Alessandra Correa

BBC Brasil

Ainda pode levar algum tempo até que se avalie o real efeito da visita do presidente da China aos Estados Unidos nas relações bilaterais, mas o jantar de Estado oferecido a Hu Jintao na Casa Branca mostra a importância que o gigante asiático assumiu nos últimos anos.A última vez que um líder chinês havia sido recebido com uma cerimônia desse tipo foi em 1997, quando Bill Clinton ofereceu um jantar de Estado a Jiang Zemin.

Em sua visita aos Estados Unidos em 2006, durante o governo de George W. Bush, Hu Jintao teve direito apenas a um almoço.

Desta vez, a Casa Branca estendeu o tapete vermelho para o presidente chinês. As honras começaram ainda na terça-feira, quando Hu foi convidado para um raro jantar privado com o presidente Barack Obama e um pequeno grupo de convidados.

A preparação do jantar de Estado de quarta-feira foi cercada de segredo. A seleta lista de 225 convidados incluía personalidades sino-americanas, muitos executivos de grandes empresas e alguns ativistas de direitos humanos – talvez um recado para o líder chinês, em um dos temas de atrito entre os dois países.

Muitos ficaram de fora, e também houve quem esnobasse o convite: o republicano John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes, e o democrata Harry Reid, líder da maioria no Senado, não compareceram à festa.

Na quinta-feira, o jantar era o tema de todos os jornais e redes de TV americanas, com destaque para o vestido de organza de seda vermelho usado pela primeira-dama, Michelle. “Sua escolha teve a pompa certa para demonstrar a importância desse jantar de Estado”, disse o New York Times.

A opinião de analistas é que os dois lados saíram beneficiados da visita desta semana, considerada a mais importante de um líder chinês aos Estados Unidos desde que Deng Xiaoping foi recebido por Jimmy Carter, em 1979.

Hu conseguiu passar aos chineses – que acompanharam a viagem com grande interesse – a imagem de que foi recebido como um estadista reconhecido internacionalmente, e a China, tratada pelos Estados Unidos como um aliado do mesmo peso.

Obama também conseguiu o que queria: passar uma mensagem de mais rigidez em relação a temas de atrito com a China, como a questão dos direitos humanos, e dar um certo ímpeto à relação comercial com a segunda maior economia do mundo.

Num país que copia, algo a ser copiado… 0

Posted on January 26, 2011 by Jefferson

Na China, lei pode punir filhos que não visitam pais idosos

DA EFE

A China prepara uma reforma legal que pode castigar os filhos adultos que não visitam os próprios pais idosos, que durante milênios foram venerados por tradições religiosas.

A criação deste delito será estudada na reforma da Lei de Proteção dos Direitos e Interesses Idosos, criada em 1996.

A reforma da lei assinala que “os familiares não devem abandonar os mais velhos e, se não viverem no mesmo local, devem visitá-los frequentemente”. O texto abre a possibilidade de levar casos aos tribunais.

A mudança legal é importante em um país onde, devido à política do filho único, a porcentagem de pessoas da terceira idade é cada vez maior. Segundo números de 2009, há na China 167 milhões de idosos.

O desafio da China… 0

Posted on January 24, 2011 by Jefferson

O Estado de S. Paulo, 23/01/2011

Sergio Amaral – Presidente do Conselho Empresarial Brasil-China

Espaço Aberto

A emergência econômica da China é uma realidade e o sinal mais forte de que caminhamos para um mundo novo, que muitos já chamam pós-ocidental. A emergência da Índia, ainda incipiente, mas igualmente relevante, reforçará o deslocamento do centro dinâmico da economia mundial para a Ásia.

Para nós a China é, ao mesmo tempo, uma oportunidade e uma ameaça. Em 2010, esse país foi o principal mercado para as exportações brasileiras e o principal investidor no Brasil. As exportações atingiram US$ 30 bilhões, enquanto as importações subiram para US$ 26 bilhões.

Mas a qualidade do intercâmbio deixa a desejar. Em 2009, os produtos básicos representaram 77% das exportações. Do lado chinês, ao contrário, mais de 95% das exportações foram de bens industrializados, que incorporam mais valor, geram mais empregos e melhores salários. A responsabilidade é, em boa medida, nossa. É o chamado “custo Brasil”. Como é possível concorrer com o produto chinês, se a taxa de juros aqui é a mais alta do mundo, enquanto a da China é negativa? Quando, entre nós, a carga tributária chega perto de 40% do produto interno bruto (PIB), enquanto a deles está abaixo de 20%? Se a nossa infraestrutura é deficiente e a da China, supermoderna? Enfim, quando o real está apreciado, enquanto o yuan está desvalorizado?

Mas existem outras razões para a redução relativa das exportações industriais. Em certos setores, a China pratica a escalada tarifária, como em relação à soja. Outras vezes estabelece restrições sanitárias injustificadas, como é o caso do frango. E cada vez mais os produtos industriais brasileiros terão de enfrentar a integração das cadeias produtivas na Ásia, em decorrência das dezenas de acordos de comércio e investimentos entre a China e seus parceiros na região.

Do lado das importações, o déficit de competitividade explica em parte o deslocamento de significativos setores da economia brasileira diante de um volume crescente de mercadorias chinesas. Mas, aqui também, outros fatores precisam ser levados em conta: a aceleração das exportações da China, o seu crescente volume e, por vezes, a concorrência desleal, em consequência dos benefícios concedidos às empresas chinesas.

No ano passado a China foi também o principal investidor no Brasil, com mais de US$ 10 bilhões, o que é positivo. Mas o investimento está mudando. Não se trata mais apenas de capitais direcionados para o suprimento de commodities. Hoje a pauta dos investimentos, assim como a das exportações, se diversifica e inclui, cada vez mais, setores de alta tecnologia, como telecomunicações (Huawei) ou transmissão de energia (State Grid).

Os investimentos chineses por vezes não distinguem com clareza o público do privado. Mesmo quando a empresa é privada, a participação do governo no processo decisório e no financiamento pode ser dominante e deixa em aberto a indagação se o objetivo e o modo de operar da empresa refletem objetivos estratégicos do país ou práticas de mercado. Independentemente dessa distinção, o simples efeito dimensão do investimento suscita questões justificadas, que precisam ser avaliadas e, se for o caso, normatizadas, de modo a evitar que a decisão caso a caso gere incerteza para o investidor.

Também do lado dos investimentos brasileiros na China seria preciso maior previsibilidade. A Embraer não recebeu ainda a licença para produzir um avião de maior porte na China. Outras empresas, como a BR Foods, que abriu um escritório em Xangai, poderão perguntar-se se obterão a necessária autorização quando resolverem agregar mais valor às suas exportações ou produzir na China produtos de mais alto teor de processamento.

O desafio da China, assim, não está apenas na peculiaridade e no vulto de seus investimentos ou no volume crescente de produtos importados a um preço substancialmente mais baixo que o do similar nacional. Está em saber lidar, tanto ao nível da empresa quanto do governo, com uma realidade que é nova, diferente e se apresenta como as duas faces de uma mesma moeda: uma promissora, a outra inquietante. Esta realidade não pode ser tratada como business as usual.

Os desafios novos da parceria com a China suscitam algumas reflexões e iniciativas:

-Coordenação. A condução do intercâmbio foi corretamente colocada num nível elevado, vice-presidente da República e seu equivalente na China. No plano operacional, no entanto, visões legitimamente diferenciadas entre Ministérios e órgãos de governo tornam mais difícil a convergência de posições, um acompanhamento abrangente dos negócios e a fixação de prioridades para a ação.

-Articulação. Também no setor empresarial se manifestam diferenças naturais entre os que priorizam as oportunidades e os que temem as ameaças. É preciso conciliar essas duas perspectivas, inclusive de modo a levar ao governo uma visão convergente, que contribua para uma ação concertada.

-A parceria das empresas com o Itamaraty e a Apex tem ensejado ações importantes de promoção comercial. Mas se o objetivo é, como deveria ser, a agregação de valor às exportações, outros órgãos do governo – como o BNDES – teriam uma contribuição a aportar.

-Uso adequado dos mecanismos de defesa comercial.

-Maior clareza sobre os procedimentos e normas relativos ao comércio e ao investimento, de modo a assegurar maior previsibilidade aos agentes econômicos.

-Ampliação do intercâmbio cultural e educativo, de modo a suprir a lacuna de conhecimento recíproco.

A visita da presidente Dilma Rousseff à China, no correr do ano, será uma oportunidade valiosa para entendimentos entre os dois governos que venham a facilitar e impulsionar o intercâmbio econômico, em conformidade com os objetivos fixados no Plano de Ação Conjunta de 2010.

China e Japão deveriam seguir caminho da paz… 0

Posted on November 14, 2010 by Jefferson

YOKOHAMA (Reuters) – A China e o Japão deveriam “seguir o caminho da paz, amizade e cooperação”, afirmou o presidente chinês, Hu Jintao, ao primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, neste sábado.

A afirmação foi feita durante reunião que marcou uma melhora nas relações entre os dois países após meses de tensões.

Os líderes participam da cúpula Ásia-Pacífico neste final de semana.

A China estava se indispondo com o Japão desde uma disputa marítima em setembro, quando a guarda costeira do Japão prendeu um pescador chinês perto de ilhas reivindicadas pelos dois países.

“Hu salientou que é a escolha certa para os interesses de japoneses e chineses seguir o caminho da paz, amizade e cooperação”, afirmou a agência oficial chinesa Xinhua.

Hu disse a Kan que as duas nações deveriam avançar nas relações bilaterais estratégicas e seguir no caminho de uma estabilidade.

China Looks South: Problematic Investments in Latin America… 0

Posted on November 11, 2010 by Jefferson

by COHA Research Associate Melissa Graham

China’s economic involvement in Latin America reached an all-time high last month when Beijing was able to gain a large stake in the Brazilian petroleum market. The deal, brokered by Chinese petroleum company Sinopec, allows the Spanish firm Repsol to turn 40 percent of its Brazilian oil stake over to the Chinese state corporation. Worth USD 7.9 billion1, the agreement has prompted other countries in the Western hemisphere to reevaluate China’s ever-changing economic and political role in Latin America. Recent events highlight the seriousness of China’s drive to stake out a major economic presence in Latin America, as well as a readiness to use economic methods in order to achieve its goal.

China Acquires Brazilian Oil: Part of a Persuasive Pattern

Brazil holds one of the largest reserves of oil in the world, totaling an estimated twenty billion barrels in land and offshore deposits.2 The majority of Brazilian petroleum remains under the control of Petrobras, the state-funded oil producer. In 1997, the Brazilian government began to take steps to overhaul its oil industry and revitalize its economy. In addition to creating such regulatory bodies as The National Petroleum Agency (ANP), and the National Council of Energy Policies, the government instituted “Law N. 9.478,” which opened Brazil’s oil to foreign investment. These reforms have attracted the attention of a number of foreign investors to the country’s lucrative oil resources.

As China’s second largest oil company, Sinopec is no stranger to extensive foreign investments; in 2009, the company purchased Addex Petroleum, based in the United Kingdom, for USD 7.2 million,3 thereby gaining reserves in both the Middle East and Africa. China’s recently increased interest in foreign oil is to be expected, considering that the country’s dramatic economic rise as a consumer society during the past decade has created an insatiable demand for energy resources. Indeed, China’s GDP for the second quarter of 2010 surpassed that of Japan, which has long dominated trade between Asia and Western nations. Chinese trade with the West totals USD 1.337 trillion, which has transformed China into the second largest economy in the world.4 Sinopec’s increasingly aggressive acquisition of foreign oil reserves reflects the Chinese government’s serious commitment to expanding overseas influence, and is a cornerstone of China’s global economic and political strategy.

China Replaces U.S. in Latin America?

Since developing stronger ties with Latin America, Chinese imports from the region have increased by an extraordinary 600 percent, totaling USD 21.7 billion in 2004.5 China’s mounting interest in Latin American markets is an attempt to meet the demands of its ever-rising population and economy, which grew an unprecedented 25 percent over the same seven-year period in which the U.S. economy (currently Latin America’s largest trading partner) grew 20 percent.6

Some do not consider Beijing’s interest in Latin America as an entirely positive development. The U.S. is closely monitoring China’s expanded role in Latin America, a region that it has historically considered its “backyard.” Like many developing countries, China undervalues its currency so as to encourage rapid economic development that is frequently associated with cheaper trade.7 This move has generated much criticism of the Chinese Premier Wen Jiabao for his reluctance to increase the value of the Yuan, given its now stronger economy and market shares.8 Consequently, China has been able to formulate agreements and offer interest at rates that are lower than other competing developed countries, including the United States. A Washington Post article reported that “in some cases, China has handed out billions of dollars at less than 1% interest; under OECD (Organization for Economic Co-Operation and Development) rules…the United States must lend at market rates.”9 Thus, China remains a more logical partner for many Latin American countries struggling to become greater players in the global economy.

China’s influence in Latin America’s economy has expanded through other, more indirect, avenues as well. China recently loosened Latin American travel restrictions on its citizens, a decision that will, undoubtedly, promote further economic ties between the two. China’s latest dealings have been described as part of an “aggressive push to invest in industries overseas…to bolster the country’s image and political influence.”10 This is particularly evident in the case of Brazil. China’s investment in various sectors of the Brazilian economy, such as a large port factory in Sao Paulo, is strategically fashioned to boost the volume of Chinese exports to Brazil. Constituting the so-called “BRIC” countries, along with Russia and India, Brazil and China are predicted to be increasingly important players on the global economic stage. In a sign of things to come, China replaced the United States as Brazil’s largest trading partner at the beginning of 2009.11

The Political Persuasion: China’s Effect on the Americas

In addition to its heightened economic influence in Latin America, China’s political presence is growing in the region as well. As China continues to grow as a global power, the topic of Taiwan’s sovereignty becomes the elephant in the room. Currently, twelve Latin American countries still recognize Taiwan’s sovereignty. The loyalty of these countries, which include Panama, Paraguay, and Guatemala, could shift away from Taiwan as China invests more time and money in the region and plays a stronger role in their economic growth. A shared concern among those that recognize Taiwanese sovereignty is that Beijing still “clearly wishes to diminish Taiwan’s formal and informal ties to Latin America.”12 If China continues to gain political clout in Latin America this fear may prove to be valid and become a contentious issue in the region between those who favor a Chinese political and economic presence and those who do not.

Many Latin American leaders are carefully weighing the positive and negative political implications that China’s growing involvement may have in the region. In March, Ecuadorean President Rafael Correa “compared China to the worst imperialist corporation … and refused to bend on terms for financing a $1 billion hydroelectric dam.”13 Despite initial opposition, Correa eventually agreed to China’s conditions after recognizing that the dam project would fall through if he continued his unyielding insistence for more favorable terms. Correa’s climb down demonstrates the overbearing power that China can exert on Latin America’s governments.

Another concern is that China’s increased interest in the region, largely driven by its need to secure new markets for its products, will not have tangible benefits in Latin America. Brazil’s outgoing President Luiz Inácio Lula da Silva hinted at his skepticism over the potentially one-sided nature of the Sino-Latin American relationship this past July: “the truth is that sometimes they win a mine contract and they bring all these Chinese to work, and this doesn’t generate opportunity for work in that country.”14 This concern was previously raised in 1996 when Brazilian Ambassador to Beijing, Roberto Abdeneur, suggested that China might be “more of a challenge to Brazil than an opportunity.”15

For Better or for Worse: A Marriage of East and West

China’s growing influence in Latin America will continue to raise questions regarding its role in the region’s economic development. If the past decade is any indication, China’s unprecedented power will continue to bring considerable economic growth to the Latin American region. Yet valid concerns exist regarding China’s potential to misuse its influence. At present, a number of Latin American leaders’ are seeking greater independence from the United States. It remains to be seen, however, whether China’s increased presence in Latin America will aid these efforts or simply transfer external power from one economic giant to another

References for this article are available here.

The Future of Political Reform in China… 0

Posted on November 11, 2010 by Jefferson

Quais as implicações da nomeação de um ativista preso para um Nobel da Paz? Qual o futuro da política ditatorial num país que vive o esplendor de um sistema econômico que prega a liberdade de escolha e compra.

Esses temas são abordados no testemunho dado pela autora Elizabeth C. Economy, C.V. Starr Senior Fellow and Director for Asia Studies, na Congressional-Executive Commission on China acerca do ativista político e Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo e a futura reforma política na China. Recomendo.

CNI e siderúrgicas questionam investimento chinês 0

Posted on August 17, 2010 by Jefferson

Indústria vai levar ao governo preocupações sobre investimentos bilionários em mineração e o risco de perda de mercado

Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O movimento recente dos investidores chinesas em direção aos ativos minerais do Brasil, que anunciaram negócios de US$ 7 bilhões este ano, deixou os setores de siderurgia e mineração com o radar ligado. Esse será um dos temas do encontro do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), formado por representantes de empresários e pelo governo, que acontece em Brasília no dia 18.

Entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Aço Brasil (IABr) têm uma série de argumentos prontos para apresentar a Guido Mantega, ministro da Fazenda, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

Há quem defenda que a invasão chinesa é uma ameaça à soberania brasileira. Mas os riscos comerciais parecem ser o verdadeiro temor nacional. Ao explorarem o minério brasileiro, dizem os empresários, os chineses teriam condições de aumentar a produção de aço, da qual são líderes mundiais e vendê-lo no mercado internacional, inclusive no Brasil, a preços mais baixos.

Segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IABr, o governo brasileiro deveria negociar com os chineses as mesmas condições encontradas pelas corporações nacionais na China. Empresas estrangeiras, por exemplo, não podem investir na exploração mineral no país asiático. No caso da compra de carvão metalúrgico (coque) usado nas siderúrgicas, o governo chinês sobretaxa as exportações em 40% para conter a possível falta da matéria-prima na China.

“Se o governo brasileiro quer deixar comprar mina no Brasil, é justo que haja reciprocidade”, critica Lopes.

Para Marco Antônio Castello Branco, vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), ex-presidente da Usiminas, o pior cenário para o Brasil seria que “as empresas chinesas passem a deter uma importante posição na mineração nacional, exportem o minério a preços distorcidos e, para compensar as demandas políticas do governo brasileiro, construam usinas siderúrgicas para venderem aço no País com um sistema de precificação artificial (custo de capital negativo), levando à destruição dos produtores locais.”

Dificuldades. Siderúrgicas como a Gerdau e a Villares já tentaram montar subsidiárias na China, sem sucesso. A Vale negociou a abertura de um centro de distribuição de minério de ferro e não conseguiu. “Eles não dizem não, mas demoram a responder. O tempo passa e chega uma hora que você desiste”, conta José Carlos Martins, diretor de Marketing, Vendas e Estratégia da mineradora.

O executivo da Vale evita declarar rejeição ao capital estrangeiro na mineração. Afinal, a empresa está presente em cerca de 20 países e exporta 40% do minério para a China. Mas Martins concorda que haja reciprocidade. “No Canadá, por exemplo, é preciso passar por uma análise governamental antes de ter um investimento em mineração aprovado. Prefiro deixar para o governo avaliar se há risco de soberania”, afirma.

Presidente da CNI, Robson Braga de Almeida faz parte do coro dos apreensivos. “Qual é o objetivo dos chineses que investem em minério e em terras para agropecuária no Brasil? Não está claro”, alerta. “Posso supor que não vão investir nos produtos acabados no Brasil, mas extrair o minério, mandar para a China e exportar produtos acabados. Eles vão determinar os preços no mercado internacional”, diz.

Governo. O Ministério de Minas e Energia informa que não há restrições ao capital estrangeiro. “Qualquer empresa de capital externo constituída no Brasil está em condições de igualdade com as de capital nacional, com exceção das áreas dentro da faixa de fronteira.” Ainda segundo o ministério, o governo não estuda restrições aos investimentos estrangeiros em mineração.

A Vale, assim como as outras mineradoras, monitora os movimentos mais recentes. “Os projetos estão em fase embrionária, têm de ser desenvolvidos, o que não acredito que aconteça. Grande parte dos investimentos vai ser dinheiro jogado fora”, diz Martins.

Segundo Martins, há muitas dificuldades no setor, mesmo para empresas que já estão na atividade há muito tempo. Além da demora para conseguir a licença ambiental do projeto, há o problema da falta de infraestrutura. “É preciso pensar na logística para escoamento da produção, com ferrovia, porto. O que temos foi construído para carregar o nosso minério”, explica. Em outras palavras, quem quiser explorar a atividade mineral que invista na própria infraestrutura.

O subsecretário de Mineração e Metalurgia do governo de Minas, Paulo Sérgio Machado Ribeiro, classifica a presença chinesa em ativos minerários do País como um “movimento incipiente”. Para ele, “uma verticalização dentro do Brasil não é algo tão ruim”. “Hoje no Brasil não há descriminação quanto à origem do capital.”

Mais apostas. Para quem está nos bastidores das negociações a onda chinesa está apenas começando. Rodrigo Maciel, sócio da consultoria Strategus, tem no momento dois mandatos de grupos chineses interessados em mineração. O advogado Reinaldo Ma, do escritório Felsberg & Associados, é especialista nos contratos com chineses e atualmente trabalha com quatro clientes na área. “Além disso temos outros três potenciais clientes e inúmeras consultas sobre mineração no Brasil”, conta. Além do minério de ferro, preferência número um , os asiáticos começam a sondar as jazidas de manganês.

“Minha posição é a participação chinesa seja minoritária, o empreendimento deve ser financiado pela integralização total de capital chinês (sem financiamento do BNDES), e as máquinas e equipamentos devem ser adquiridos de fornecedores locais”, diz Castello Branco. (Colaborou Eduardo Kattah)

Taiwan aprova acordo comercial histórico com a China 0

Posted on August 17, 2010 by Jefferson

Estadão

TAIPÉ – O Parlamento de Taiwan aprovou hoje um amplo pacto comercial com a China, removendo o último obstáculo para um acordo histórico que tem gerado controvérsias na ilha, mas que deve reduzir tarifas sobre centenas de produtos dos dois lados e estreitar os laços econômicos entre os países, que já foram inimigos. O acordo abrange centenas de produtos, como têxteis e petroquímicos, e abrirá alguns serviços aos investimentos bilaterais.

Pelo acordo, a China dará tratamento preferencial aos bancos e hospitais taiwaneses em seu território e reduzirá tarifas sobre 539 produtos da ilha. Taiwan, por sua vez, reduzirá tarifas sobre 267 produtos chineses. Os dois países esperam remover tarifas sobre uma cesta inicial de produtos num prazo de três anos.

Era amplamente esperado que o Parlamento aprovasse o Acordo Básico de Cooperação Econômica, mesmo com os legisladores da oposição criticando o pacto, que segundo eles será usado pela China para atingir o objetivo político final de reincorporar Taiwan ao país.

O Yuan Legislativo, como é chamado o Parlamento de Taiwan, é controlado pelo partido Kuomintang, simpático à China. A aprovação do acordo, que foi transmitida ao vivo pela televisão, aconteceu após representantes dos dois lado assinarem o tratado no dia 29 de junho.

A Instituição Chung-hua para Pesquisa Econômica, do governo da Taiwan, havia dito anteriormente que, uma vez que o acordo estiver totalmente implementado, poderá elevar o crescimento econômico do país entre 1,65 ponto porcentual e 1,72 ponto porcentual. O governo também espera que o acordo gere entre 257 mil e 263 mil novos empregos.

Taiwan deve divulgar os números do PIB do segundo trimestre na quinta-feira. No período de três meses encerrado em 30 de junho, o PIB da ilha deve ter crescido 10,5% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, abaixo do maior nível de crescimento em 32 anos atingido no primeiro trimestre, de acordo com a previsão mediana de uma pesquisa feita pela Dow Jones com oito economistas. As informações são da Dow Jones.

China…Um dragão crescente…. 0

Posted on August 16, 2010 by Jefferson

China Passes Japan as Second-Largest Economy

The New York Times Journal

SHANGHAI — After three decades of spectacular growth, China passed Japan in the second quarter to become the world’s second-largest economy behind the United States, according to government figures released early Monday.

The milestone, though anticipated for some time, is the most striking evidence yet that China’s ascendance is for real and that the rest of the world will have to reckon with a new economic superpower.

The recognition came early Monday, when Tokyo said that Japan’s economy was valued at about $1.28 trillion in the second quarter, slightly below China’s $1.33 trillion. Japan’s economy grew 0.4 percent in the quarter, Tokyo said, substantially less than forecast. That weakness suggests that China’s economy will race past Japan’s for the full year.

Experts say unseating Japan — and in recent years passing Germany, France and Great Britain — underscores China’s growing clout and bolsters forecasts that China will pass the United States as the world’s biggest economy as early as 2030. America’s gross domestic product was about $14 trillion in 2009.

“This has enormous significance,” said Nicholas R. Lardy, an economist at the Peterson Institute for International Economics. “It reconfirms what’s been happening for the better part of a decade: China has been eclipsing Japan economically. For everyone in China’s region, they’re now the biggest trading partner rather than the U.S. or Japan.”

For Japan, whose economy has been stagnating for more than a decade, the figures reflect a decline in economic and political power. Japan has had the world’s second-largest economy for much of the last four decades, according to the World Bank. And during the 1980s, there was even talk about Japan’s economy some day overtaking that of the United States.

But while Japan’s economy is mature and its population quickly aging, China is in the throes of urbanization and is far from developed, analysts say, meaning it has a much lower standard of living, as well as a lot more room to grow. Just five years ago, China’s gross domestic product was about $2.3 trillion, about half of Japan’s.

This country has roughly the same land mass as the United States, but it is burdened with a fifth of the world’s population and insufficient resources.

Its per capita income is more on a par with those of impoverished nations like Algeria, El Salvador and Albania — which, along with China, are close to $3,600 — than that of the United States, where it is about $46,000.

Yet there is little disputing that under the direction of the Communist Party, China has begun to reshape the way the global economy functions by virtue of its growing dominance of trade, its huge hoard of foreign exchange reserves and United States government debt and its voracious appetite for oil, coal, iron ore and other natural resources.

China is already a major driver of global growth. The country’s leaders have grown more confident on the international stage and have begun to assert greater influence in Asia, Africa and Latin America, with things like special trade agreements and multibillion dollar resource deals.

“They’re exerting a lot of influence on the global economy and becoming dominant in Asia,” said Eswar S. Prasad, a professor of trade policy at Cornell and former head of the International Monetary Fund’s China division. “A lot of other economies in the region are essentially riding on China’s coat tails, and this is remarkable for an economy with a low per capita income.”

In Japan, the mood was one of resignation. Though increasingly eclipsed by Beijing on the world stage, Japan has benefited from a booming China, initially by businesses moving production there to take advantage of lower wages and, as local incomes have risen, by tapping a large and increasingly lucrative market for Japanese goods.

Beijing is also beginning to shape global dialogues on a range of issues, analysts said; for instance, last year it asserted that the dollar must be phased out as the world’s primary reserve currency.

And while the United States and the European Union are struggling to grow in the wake of the worst economic crisis in decades, China has continued to climb up the economic league tables by investing heavily in infrastructure and backing a $586 billion stimulus plan.

This year, although growth has begun to moderate a bit, China’s economy is forecast to expand about 10 percent — continuing a remarkable three-decade streak of double-digit growth.

“This is just the beginning,” said Wang Tao, an economist at UBS in Beijing. “China is still a developing country. So it has a lot of room to grow. And China has the biggest impact on commodity prices — in Russia, India, Australia and Latin America.”

There are huge challenges ahead, though. Economists say that China’s economy is too heavily dependent on exports and investment and that it needs to encourage greater domestic consumption — something China has struggled to do.

The country’s largely state-run banks have recently been criticized for lending far too aggressively in the last year while shifting some loans off their balance sheet to disguise lending and evade rules meant to curtail lending growth.

China is also locked in a fierce debate over its currency policy, with the United States, European Union and others accusing Beijing of keeping the Chinese currency, the renminbi, artificially low to bolster exports — leading to huge trade surpluses for China but major bilateral trade deficits for the United States and the European Union. China says that its currency is not substantially undervalued and that it is moving ahead with currency reform.

Regardless, China’s rapid growth suggests that it will continue to compete fiercely with the United States and Europe for natural resources but also offer big opportunities for companies eager to tap its market.

Although its economy is still only one-third the size of the American economy, China passed the United States last year to become the world’s largest market for passenger vehicles. China also passed Germany last year to become the world’s biggest exporter.

Global companies like Caterpillar, General Electric, General Motors and Siemens — as well as scores of others — are making a more aggressive push into China, in some cases moving research and development centers here.

Some analysts, though, say that while China is eager to assert itself as a financial and economic power — and to push its state companies to “go global” — it is reluctant to play a greater role in the debate over climate change or how to slow the growth of greenhouse gases.

China passed the United States in 2006 to become the world’s largest emitter of greenhouse gases, which scientists link to global warming. But China also has an ambitious program to cut the energy it uses for each unit of economic output by 20 percent by the end of 2010, compared to 2006.

Assessing what China’s newfound clout means, though, is complicated. While the country is still relatively poor per capita, it has an authoritarian government that is capable of taking decisive action — to stimulate the economy, build new projects and invest in specific industries.

That, Mr. Lardy at the Peterson Institute said, gives the country unusual power. “China is already the primary determiner of the price of virtually every major commodity,” he said. “And the Chinese government can be much more decisive in allocating resources in a way that other governments of this level of per capita income cannot.”

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