Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



Essa eu já sabia… Blair e seus engôdos… 0

Posted on January 21, 2011 by Jefferson

Blair admite que ignorou alertas de conselheiros sobre invasão ao Iraque

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair voltou a depor nesta sexta-feira e admitiu que ignorou as advertências do procurador-geral do Reino Unido sobre a ilegalidade de invadir o Iraque sem o respaldo expresso da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele justificou dizendo que considerava um conselho meramente “provisório”.

À comissão que investiga o processo político que levou o Reino Unido a participar da guerra, Blair disse acreditar que o principal advogado do país mudaria eventualmente de opinião.

Em janeiro de 2003, o então procurador-geral do Estado, Peter Goldsmith, advertiu duas vezes Blair de que a resolução 1441 da ONU não era suficiente para justificar o uso da força contra o Iraque. Em 7 de março, Goldsmith mudou de opinião.

Blair argumentou que, naquele momento, “ainda não tinha pedido formalmente assessoria legal, nem ele (o Goldsmith) tinha chegado ao ponto de dá-la”. “Por isso mantive minha posição de que não era preciso uma segunda resolução”, explicou, na carta.

“Achava que, uma vez conhecido o histórico de negociações britânico, mas sobretudo americano, concluiria que a 1441 significava precisamente o que dizia: que Saddam [Hussein] tinha uma última oportunidade e que, se não o fizesse [provasse que seu país não armazenava armas nucleares], estaria infringindo as condições, o que por sua vez revivia anteriores resoluções que autorizavam o uso da força”, acrescentou.

Na terça-feira passada (18), Goldsmith disse perante a mesma comissão que o ex-primeiro-ministro o excluiu de deliberações importantes sobre a legalidade da Guerra do Iraque, algo que este admitiu hoje ter feito ao afirmar que poderia tê-lo incluído mais no processo.

MAIS DO MESMO

O presidente da comissão, John Chilcot, enviou por escrito mais de cem perguntas complementares antes da sessão, que tinha como objetivo, segundo o parlamentar, “esclarecer” as declarações feitas até agora por Blair.

Mas na metade do interrogatório, exibido ao vivo pelos canais de televisão, o tom pareceu menos inquisitivo e as respostas menos abrasivas que na polêmica sessão de 29 de janeiro de 2010.

O trabalhista, que governou de 1997 a 2007, não mudou a linha de argumentação e não apresentou elementos novos.

Blair se negou ainda, contra a opinião de Chilcot, a autorizar a publicação de sua correspondência privada com o ex-presidente americano George W. Bush, referente ao período em que os dois teriam decidido por uma “mudança de regime” no Iraque. A discussão ocorreu durante uma reunião no rancho texano de Bush, em abril de 2002, 11 meses antes da invasão.

Blair afirmou que “as notas ao presidente Bush eram privadas”. “Foram redigidas quando queria obter uma mudança ou um ajuste político. São confidenciais”, explicou Blair. “E estas notas coincidem essencialmente com as declarações que expressei em público”.

Interrogado pelas declarações que são atribuídas a ele, o carismático ex-premiê negou ter afirmado ou escrito “George, seja qual for sua decisão, eu o acompanharei”.

MANIPULAÇÃO

Como em janeiro de 2010, os debates desta sexta-feira giraram em torno de três perguntas chaves: a guerra era legal sem uma resolução explícita da ONU? Blair manipulou deliberadamente a opinião pública sobre a presença nunca comprovada de armas de destruição em massa (ADM) iraquianas, que justificaram a entrada na guerra? Qual foi a realidade da aliança de Blair (apelidado então de “poodle de Bush” pelos detratores) com os neoconservadores americanos?

No ano passado, Blair afirmou que não se arrependia de ter envolvido o Reino Unido em uma guerra contra “o monstro Saddam Hussein”, uma “decisão justa” que ele disse que voltaria a tomar.

“O regime de Saddam era brutal, era uma ditadura militar repressiva. Constituía uma fonte de instabilidade e de perigo para a região”, afirmou nesta sexta-feira.

Blair entrou em 2010 por uma porta lateral para não enfrentar os manifestantes e os jornalistas. Desta vez, no entanto, entrou pela porta principal e até posou por alguns segundos para os fotógrafos, enquanto 20 manifestantes gritavam “Bliar”, um jogo de palavras entre “liar” (mentiroso em inglês) e seu sobrenome.

Um dos manifestantes, Peter Brierley, que perdeu o filho no Iraque, pediu que o ex-premiê seja julgado como “criminoso de guerra”.

E a ‘marvada’ é comum na política mesmo… 0

Posted on September 01, 2010 by Jefferson

O ex-premiê britânico Tony Blair revelou, em um livro de memórias que está sendo lançado nesta quarta-feira, que recorreu a bebidas alcoólicas para conseguir relaxar e lidar com as pressões do cargo.

“Uísque puro ou gim e tônica depois da janta, alguns copos de vinho ou até mesmo meia garrafa com a refeição. Nada excessivamente excessivo. Eu tinha limite. Mas eu estava percebendo que a bebida estava virando um amparo ['prop', em inglês]“, escreve Blair no livro A Journey (Uma Jornada, em português).

Tony Blair, do Partido Trabalhista, foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha entre 1997 e 2007. Sua chegada ao poder interrompeu 18 anos de governo dos conservadores no país.

Sob a bandeira do New Labour (Novo Trabalhismo, em tradução livre) que pregava uma Terceira Via no debate ideológico entre esquerda e direita, Blair governou a Grã-Bretanha durante a invasão do Iraque, em 2003, que marcou seu governo.

“Ele era uma pessoa difícil, às vezes enlouquecedora? Sim”

Tony Blair sobre Gordon Brown

No livro, Blair fala sobre o seu período no poder, a guerra do Iraque e a ascensão dos trabalhistas na Grã-Bretanha, entre outros temas.

Gordon Brown

O livro provocou polêmica, em particular entre os trabalhistas britânicos devido a críticas ao seu sucessor no cargo, Gordon Brown. Os trabalhistas estão escolhendo neste mês quem será o sucessor do ex-premiê Brown na liderança do partido.

Brown renunciou à liderança do partido e ao cargo de primeiro-ministro em maio, quando foi derrotado pelo Partido Conservador de David Cameron em eleições gerais.

Em meio a algumas palavras elogiosas, Blair refere-se a Brown como “enlouquecedor” e diz que sabia que caso seu sucessor não mudasse algumas políticas, seu governo seria “um desastre”.

“Ele era uma pessoa difícil, às vezes enlouquecedora? Sim”, escreve Blair, que em seguida elogia Brown. “Mas ele também era forte, capaz e brilhante, e essas eram qualidades que eu nunca deixei de respeitar.”

Blair ainda diz no livro que Brown, que foi ministro das Finanças do seu governo antes de sucedê-lo como premiê, era um “sujeito estranho” e com “inteligência emocional zero”.

Frases de Tony Blair

Sobre Gordon Brown: Eu parei de receber seus telefonemas. O pobre Jon [assessor de Brown] me procurava dizendo: ‘o ministro realmente quer falar com você’. [...] Eu dizia: “Vou ligar para ele em breve”. E Jon dizia: “você vai mesmo, primeiro-ministro?”. E eu dizia: “Não, Jon”.

Sobre George W. Bush: Eu passei a gostar de George e admirá-lo. Me perguntaram recentemente quais líderes políticos eram os mais íntegros. Coloquei George próximo ao topo da lista. Algumas pessoas ficaram espantadas… achando que eu estava brincando.

Sobre familires de soldados mortos: Eles realmente acham que eu não me importo, que eu não sinto, que eu não me arrependo com cada fibra do meu ser a perda de quem morreu? Ser indiferente seria desumano.

Sobre a morte da princesa Diana: Eu gostava dela e sentia muito pelos seus dois meninos, mas eu também sabia que isso ia ser um evento nacional, ou até global, enorme, como nenhum outro. Como a Grã-Bretanha ia se sair era importante para o país interna e externamente.

Blair relata que era impossível segurar a ascensão de Brown, já que o político possuía grande base de apoio entre os trabalhistas.

Ele sugere que caso tivesse demitido Brown, “o partido e o governo se desestabilizariam imediatamente e de forma grave, e sua ascensão ao cargo de primeiro-ministro seria talvez até mais rápida”.

Em entrevista à BBC, Blair diz que seu relacionamento com Brown era “francamente difícil, quase impossível”, mas que seu ministro sempre foi também uma fonte de força para o governo.

O porta-voz de Gordon Brown disse que o político não fará nenhum comentário sobre o livro de Blair.

Mas entre os trabalhistas, que estão passando pelo processo de escolha do sucessor de Brown para a liderança do partido, houve muitas críticas a Blair.

“Estou surpresa que Tony Blair não tenha esperado um intervalo maior antes de enfiar a faca em Gordon Brown. Isso não ajuda o partido neste momento”, disse a trabalhista Diane Abbott, que concorre para suceder Brown na liderança do partido.

Um parlamentar trabalhista ligado à Brown disse que “a versão unilateral de Blair” sobre os fatos já era esperada.

Iraque

Sobre a guerra do Iraque, Tony Blair diz que deixar Saddam Hussein no poder no país seria “um risco maior” do que removê-lo do poder.

Blair foi um dos principais defensores da ideia de invadir o Iraque junto com os Estados Unidos, em 2003, para derrubar o regime de Saddam.

“Eu não consigo satisfazer aos desejos nem mesmo de alguns dos meus apoiadores, que gostariam que eu dissesse: [invadir o Iraque] foi um erro, mas um erro cometido de boa-fé. Amigos que se opõem à guerra acham que eu estou sendo teimoso; outros, menos amigáveis, acham que eu sou delirante. A ambos, eu posso dizer: mantenham uma mente aberta”, escreve Blair.

Em suas memórias, Blair reconhece que houve problemas no planejamento da invasão do Iraque. Ele escreve que “nós não antecipamos o papel da Al-Qaeda ou do Irã” no planejamento sobre o que aconteceria depois da invasão.

Ele também falou sobre o seu “sofrimento” com as mortes provocadas pelo conflito na Grã-Bretanha.

“Eu lamento desesperadamente por eles [os soldados mortos], lamento pelas famílias cujo sofrimento foi agravado pela polêmica sobre o porquê de seus amados terem morrido, lamento pela seleção injusta de que quem perdeu a vida.”

Eu já vi essa história… 0

Posted on July 27, 2010 by Jefferson

Ex-inspetor alertou sobre falta de provas para guerra no Iraque

LONDRES (Reuters) – O ex-inspetor de armas da ONU Hans Blix disse nesta terça-feira que alertou em 2003 os Estados Unidos e a Grã-Bretanha sobre sua falta de convicção na existência de armas proibidas no Iraque, o que não dissuadiu Londres e Washington de invadirem o país.

Blix disse a uma comissão de inquérito britânica que o Iraque em 2003 não era uma ameaça ao mundo, e que os anos de anarquia como consequência da invasão podem ter sido piores do que a tirania exercida antes pelo ditador Saddam Hussein.

“O Iraque estava em perigo em 2003? Não estava em perigo. Eles estavam praticamente prostrados (…). Em vez disso o que eles tiveram foi um longo período de anarquia. E uma conclusão que eu tentaria tirar é de que a anarquia pode ser pior que a tirania”, disse ele.

Na época da invasão, os EUA e a Grã-Bretanha argumentavam que o regime de Saddam possuía armas de destruição em massa, que no entanto jamais foram encontradas. O inquérito tem questionado duramente a invasão realizada por norte-americanos e britânicos.

Blix há anos critica a decisão de invadir o Iraque. Ele disse no inquérito que os EUA pareciam “embriagados” com seu poderio militar, e que o cronograma norte-americano estava “fora de sincronia” com o cronograma diplomático, já que sua equipe precisaria de mais tempo para realizar inspeções no Iraque.

“Conversei com o (então) primeiro-ministro (Tony) Blair em 20 de fevereiro de 2003, e disse que ainda achava que havia itens proibidos no Iraque, mas ao mesmo tempo nossa crença na inteligência (informações sobre a existência de armas) havia sido enfraquecida”, disse Blix.

“Eu disse a mesma coisa a Condoleezza Rice (então secretária de Estado dos EUA). Certamente dei alguns alertas de que as coisas haviam mudado”, acrescentou.

Antes da invasão, Blix havia criticado o regime iraquiano pela falta de transparência a respeito de seus programas militares, mas ele alegou que isso não poderia servir como justificativa para a invasão.

Os EUA e a Grã-Bretanha tentaram convencer o Conselho de Segurança da ONU a aprovar a invasão do Iraque. Sem sucesso, alegaram que resoluções anteriores do Conselho já justificavam a invasão.

“Quando (Rice) diz que a ação militar simplesmente estava mantendo a autoridade do Conselho de Segurança, isso me parece totalmente absurdo”, declarou Blix.

O sucessor de Blair, Gordon Brown, determinou no ano passado a realização do inquérito para tirar lições da guerra do Iraque. A comissão é presidida pelo ex-servidor público John Chilcot.

Novamente as Malvinas… 0

Posted on May 23, 2010 by Jefferson

E eu pensei que esse episódio tinha caído no esquecimento…

Argentina convoca embaixadora britânica por Malvinas

BUENOS AIRES (Reuters) – A Argentina chamou a embaixadora britânica em Buenos Aires para responder uma queixa da União Europeia, elevando a tensão entre os dois países devido à disputa da soberania das Ilhas Malvinas, em mãos da Grã-Bretanha atualmente, informaram neste domingos jornais argentinos.

A disputa entre os países aumentou nos últimos meses com o início da exploração britânica de petróleo na região.

A empresa Rockhopper Exploration disse este mês que o petróleo encontrado na área das Malvinas é de alta qualidade, acirrando a tensão.

Os jornais La Nación e Clarín informaram que o Ministério de Relações Exteriores da Argentina chamou a embaixadora para uma reunião na segunda-feira a fim de esclarecer a reclamação do país pelo controle do trânsito marítimo aplicado pela Argentina há meses.

A Argentina reclama a soberania sobre o frio arquipélago austral controlado pela Grã-Bretanha desde 1833, uma disputa que levou ambas nações a uma guerra em 1982 que terminou com 1.000 mortos e a rendição argentina.

Malvinas: Gran Bretaña y Argentina son igual de amigos para EE.UU. 0

Posted on March 06, 2010 by Jefferson

Lo dijo la embajadora Vilma Martínez. Y aseguró que el conflicto por las islas “es un tema muy delicado”. Fue después de que Hillary Clinton se ofreciera a facilitar el diálogo entre los dos países.

Por: Clarín.com

En el marco de la visita a la Argentina de la secretaria de Estado norteamericana, Hillary Clinton, la embajadora de EE.UU. en el país, Vilma Martínez, dijo que Gran Bretaña y Argentina son “amigos nuestros”. Además, recalcó que el tema Malvinas es “muy delicado”, por lo que ambos países deben analizar la cuestión, según informó la agencia oficial Télam.

La semana pasada, Hillary mantuvo una reunión con Cristina Fernández de Kirchner, en la que consideró el pedido de la Presidenta respecto a que EE.UU. haga de mediador en el conflicto por la soberanía de las Islas.

Por su parte, la diplomática estadounidense hizo sus declaraciones durante su visita a la capital mendocina, donde inauguró una muestra fotográfica llamada “Picturing America” y visitó a unos 90 alumnos mendocinos becados por la Embajada Norteamericana en la Asociación Mendocina de Intercambio Cultural.

En un breve contacto con la prensa, la diplomática expresó su “agradecimiento a Cristina por la cálida recepción brindada a Hillary Clinton en su reciente visita al país. A su vez, expresó su dolor por la situación del pueblo chileno afectado por el terremoto. La embajadora asistirá a los festejos vendimiales este fin de semana.

Um deprimido Tony Blair pretendia pedir demissão pela invasão no Iraque 0

Posted on March 02, 2010 by Jefferson

From The Guardian

Um homem deprimido e afetado psicologicamente pela invasão ao Iraque. Essa é descrição confeccionada por Andrew Rawnsley refernete ao antigo primeiro-ministro Tony Blair, em meio do seu segundo mandato, que chegou a confessar ao seu vice, John Prescott, e a Gordon Brown, na altura com a pasta das Finanças, a possibilidade de se demitir.

Esta informação explosiva é revelada no novo livro The End of the Party, que estará a partir desta segunda-feira nas livrarias. De acordo com Rawnsley, Tony Blair ficou mais abalado do que aquilo que inicialmente tinha sido afirmado pelo próprio. As conseqüências da invasão do Iraque terão contribuído para um acentuado declínio físico e psicológico de Blair, que terá partilhado com amigos as perturbações que o afetavam, nomeadamente, as várias vezes que acordava durante a noite com suores frios.

Segundo o livro de The End of the Party, o primeiro-ministro vivia atormentado pelos acontecimentos sangrentos que iam ocorrendo diariamente no Iraque, mergulhando num autêntico estado de depressão. De tal forma que os membros do staff mais próximo de Blair tentaram evitar que o enviado especial britânico ao Iraque, Sir Jeremy Greenstock, fosse a Downing Street para apresentar um relatório que se esperava duro e que podia precipitar o colapso mental do primeiro-ministro.

A situação era de tal forma grave que Blair terá mesmo informado Brown e Prescott, entre Novembro 2003 e a Primavera de 2004, que ia abdicar da liderança do Governo em prol do primeiro.

No entanto, com a ajuda da sua mulher, Cherie, e dos seus amigos políticos mais próximos, Blair acabou por conseguir recuperar, adiando por mais algum tempo a concretização da ambição de Brown.

Hillary oferece ajuda em disputa sobre ilhas Malvinas 0

Posted on March 01, 2010 by Jefferson

From Associated Press

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu nesta segunda-feira ajuda na tensa disputa entre Argentina e o Reino Unido sobre o controle das ilhas Malvinas, onde os britânicos começaram recentemente a buscar petróleo.

No Uruguai, parte de seu giro pela América Latina e antes de chegar à Argentina, Hillary disse que os dois países devem concordar sobre a soberania das ilhas, administradas pelos britânicos e localizadas em território argentino. O controle da região levou até a uma breve guerra em 1982, vencida pelo Reino Unido.

Hillary disse que os EUA estão dispostos a assumir o papel de mediadores, embora não tenha dito como a mediação aconteceria.

“É nossa posição que este é um assunto a ser resolvido entre o Reino Unido e a Argentina”, disse Hillary a repórteres, depois de um encontro com o recém-empossado presidente uruguaio José Mujica.

A Argentina foi incluída de última hora no giro de Hillary pela América Latina, já que o terremoto de magnitude 8,8 do último sábado (27) modificou sua programação no país. Hillary planeja se encontrar com a presidente argentina, Cristina Fernandez Kirchner, ainda em Montevidéu, onde as duas participam da posse de Mujica. O encontro deve amenizar os rumores de que a exclusão da Argentina no giro, que inclui países como Guatemala, era uma atitude esnobe dos EUA. Hillary passará a noite desta segunda-feira em Buenos Aires, antes de seguir para o Chile para uma breve visita.

A Argentina pediu na semana passada que a ONU (Organização das Nações Unidas) ajude a resolver a disputa histórica. A Assembleia Geral pediu que ambos os países negociem a soberania, embora o Reino Unido negue a possibilidade de deixar a ilha ocupada por seus cidadãos desde 1800.

Argentina diz que as ilhas são parte do seu território e que os moradores da ilha, que favorecem o controle britânico, não têm o direito unilateral de decidir o que eles querem para a ilha.

Os EUA têm se mantido relativamente em silêncio sobre o tema desde que a disputa reaqueceu nas últimas semanas, insistindo que Washington permanece neutro na questão da soberania, mas não reconhece a administração britânica do território.

Documentário sobre a crise nas Malvinas 0

Posted on February 26, 2010 by Jefferson

Caros leitores,

Nada melhor que um bom vídeo para explicar acontecimentos, não é?

O programa Sem Fronteiras, produzido pela Globo, produziu na última semana um documentário sobre a situação nas ilhas Malvinas (Falkland) bastante interessante e que traz todos os nuances que envolvem essa querela.

É só pegar seu refrigerante preferido, botar o vídeo para rodar e curtir o documentário.

Reino Unido diz “acompanhar de perto” situação nas ilhas Malvinas 0

Posted on February 18, 2010 by Jefferson

Num comentário despretensioso eu diria que já vi esse filme antes. Um governo em crise de popularidade criando meios de desviar a atenção para problemas estruturais. De brinde, leve-se em conta uma opinião pública engajada no que diriam ser um ‘anacronismo’ e preocupados no equilíbrio ambiental das ilhas (?).

From: FolhaOnline

O governo britânico anunciou nesta quarta-feira que “acompanha de perto” a situação nas ilhas Malvinas, pouco depois de o governo da Argentina ter anunciado que tomará as “medidas adequadas” para impedir a exploração britânica de petróleo no arquipélago.

“Não temos dúvida alguma a respeito de nossa soberania sobre as ilhas Falklands (nome dado pelos britânicos às Malvinas) e, para nós, é claro que o governo das ilhas Falklands tem o direito de desenvolver uma indústria de hidrocarbonetos dentro de suas águas”, afirmou o secretário de Estado das Relações Exteriores para a América Latina, Chris Bryant.

“Estamos acompanhando de perto a situação, mas não vamos reagir a cada acontecimento na Argentina”, acrescentou Bryant, tentando minimizar mais uma vez esta nova escalada de tensão 28 anos depois de ambos os países terem se enfrentado em uma guerra de 74 dias que deixou centenas de mortos.

O potencial de hidrocarbonetos da bacia das Malvinas, cuja economia era baseada até agora essencialmente na pesca e na criação de gado, é um dos pontos de maior atrito na disputa pela soberania, que a Argentina aborda atualmente pela via diplomática.

“Continuamos concentrados em apoiar o governo das Falklands a desenvolver atividades legítimas em seu território”, acrescentou Bryant.

Poucas horas antes, o vice-chanceler argentino Victorio Taccetta acusou o Reino Unido de pretender “explorar de forma unilateral e ilegítima recursos naturais que são da Argentina”, motivo pelo qual seu país “tem que tomar as medidas adequadas para defender seus interesses e seus direitos”, embora tenha dito que tudo deve ser feito “de forma pacífica”.

Uma das primeiras medidas foi o decreto assinado na terça-feira pela presidente argentina, Cristina Kirchner, que exige permissão prévia às embarcações que se dirigem rumo às Malvinas e tornará mais difícil a exploração de petróleo nas ilhas.

O governo argentino, que acusa o Reino Unido de descumprir as resoluções das Nações Unidas, enviará também o chanceler argentino Jorge Taiana à sede da ONU, onde será recebido pelo secretário-geral, Ban Ki-moon.

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