Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



ONU admite não saber quantos morreram no Paquistão por enchentes 0

Posted on August 20, 2010 by Jefferson

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – O real número de mortos pelas inundações no Paquistão permanece desconhecido, porque enormes áreas ainda estão inacessíveis, disse na sexta-feira o embaixador do país junto à ONU, Abdullah Hussain Haroon.

O número oficial de vítimas está em torno de 1.500, mas deve subir. “Não sabemos ainda quantos estão mortos e quantos pereceram. Só podemos segurar a respiração e torcer para que as cifras de vítimas tenham sido menores.”

Cerca de um terço do território paquistanês foi inundado nas últimas três semanas, e há cerca de 4 milhões de desabrigados.

Haroon agradeceu os demais países por suas promessas de ajuda e manifestações de apoio diante de “uma das maiores calamidades que já assolaram a humanidade”.

Nove dias depois de a ONU solicitar 459 milhões de dólares para ajudar o Paquistão, quase 70 por cento da quantia já foi oferecida, disse à Reuters por telefone John Holmes, diretor humanitário da ONU.

“Não está mal para um desastre normal, mas este não é um desastre normal”, disse Holmes. “Mas o dinheiro continua chegando.”

Chuvas no Paquistão… 0

Posted on August 16, 2010 by Jefferson

A notícia pode ser do início do mês, mas a preocupação, o medo, o caos ainda não sucumbiram diante do tempo… Pelo contrário. A situação do Paquistão é crítica, culminando com um apelo do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, para se agregar esforços para amenizar o desastre.

O mundo cada vez mais se ve diante de tantas catástrofes naturais. Será isso um alerta para rever algumas condutas ambientais?

Após chuvas, Paquistão teme epidemias de diarreia e cólera

BBC

Cerca de 27 mil pessoas ainda estão isoladas no Paquistão em consequência das piores enchentes no país em oito décadas, segundo as autoridades locais.

Pelo menos 1,1 mil pessoas morreram e, com comunidades inteiras devastadas, estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas precisam de ajuda urgente.

Grande parte do noroeste do país está praticamente submersa após as inundações causadas pelas chamadas chuvas de monções, que levaram diversos rios no país e no vizinho Afeganistão a transbordar.

Há temores de epidemias de diarreia e cólera entre os desabrigados pelas chuvas. O suprimento de comida e de água também é precário.

A ONU, a China e os Estados Unidos já ofereceram ajuda para os esforços de resgate.

As Forças Armadas do Paquistão foram mobilizadas para o resgate, mas alguns sobreviventes dizem que a resposta do governo tem sido lenta e inadequada.

Mais chuva

Em alguns locais, as águas baixaram nesta segunda-feira com a melhoria das condições meteorológicas, mas há a previsão de mais chuva ao longo da semana.

Parte da principal ligação rodoviária para a região afetada foi reaberta no domingo, mas depois fechada novamente.

A breve reabertura permitiu o envio de alguns suprimentos para a região inundada, além da retirada de pessoas afetadas.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Aleem Maqbool, as autoridades paquistanesas temem que a situação possa ser muito pior do que o estimado.

O ministro da Informação da região de Khyber-Pakhtoonkhwa (anteriormente chamada de Província da Fronteira Noroeste), uma das áreas mais atingidas pelas cheias, disse que 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas enchentes e por deslizamentos de terra.

O departamento de defesa civil da província havia dito anteriormente que uma vistoria aérea mostrou que dezenas de vilarejos foram simplesmente devastados.

Segundo o ministro Mian Iftikhar Hussain, as equipes de resgate estão tentando chegar a 27 mil pessoas isoladas pelas cheias na província, incluindo 1,5 mil turistas no distrito de Swat.

“Também temos confirmação de alguns relatos sobre uma epidemia de cólera em algumas áreas de Swat”, afirmou.

Protesto

A resposta do governo ao desastre motivou um protesto de centenas de pessoas na cidade de Peshawar, no noroeste do país, onde desabrigados foram instalados em abrigos provisórios.

Shariyar Khan Bangash, diretor regional da organização internacional humanitária World Vision, baseada em Peshawar, disse que os sobreviventes das áreas mais afetadas estão implorando pelo envio de água potável.

“Essas pessoas estão dizendo: ‘Não precisamos de comida agora, precisamos de água’. Todos os poços usados por eles estão cheios de lama e não podem ser usados”, disse ele à BBC.

“Já há casos de diarreia entre as crianças e também de cólera. Este é o maior risco neste momento. A falta de alimentos já existia antes”, afirmou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse estar “profundamente entristecido pela perda significativa de vidas, das condições de vida e de infraestrutura no Paquistão”.

Ele afirmou que a ONU contribuirá com os esforços humanitários para ajudar os afetados pelas enchentes e ofereceu mais US$ 10 milhões (cerca de R$ 17,6 milhões) para financiar os esforços de regaste.

No domingo, os Estados Unidos também haviam prometido US$ 10 milhões em ajuda e anunciado o envio de cerca de 50 mil refeições, quatro barcos de resgate e duas unidades para filtragem de água.

A Embaixada dos Estados Unidos em Islamabad disse ainda que o país montará 12 pontes temporárias para substituir algumas destruídas pelas enchentes.

Líderes da Índia e Paquistão se reúnem para melhorar relações 0

Posted on May 01, 2010 by Jefferson

From Reuters

Os premiês da Índia e do Paquistão tiveram “conversas muito boas” na capital do Butão e concordaram que as relações entre eles deveriam ser normalizadas, disse nesta quinta-feira a secretária de Relações Exteriores indiana, Nirupama Rao.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e seu colega paquistanês Yousuf Raza Gilani estão no Butão para uma cúpula de líderes sul-asiáticos. Essa foi a primeira reunião entre os dois líderes em nove meses.

“Ministros e secretários de Relações Exteriores devem se reunir o mais rápido possível”, disse Rao a jornalistas depois da reunião.

A declaração de Rao demonstrou algum progresso nas relações entre os dois rivais que estiveram congeladas desde os ataques de 2008 a Mumbai. A estabilidade entre as duas potências nucleares é vista como crucial para ajudar nos esforços, liderados pelos EUA, de trazer paz ao Afeganistão.

A Índia suspendeu um demorado processo de paz com o Paquistão depois dos ataques a Mumbai, responsabilizando militantes do país vizinho. Islamabad quer a retomada dos diálogos, mas Nova Délhi já disse que isso deveria ocorrer apenas se os mentores do ataque fossem punidos pelo Paquistão.

Segundo analistas, a reaproximação de Islamabad foi uma medida altamente política para Nova Délhi, mas um empurrãozinho de Washington e as opções diplomáticas cada vez menores fizeram com que a Índia se abrisse aos diálogos.

Paquistão prepara reforma para reforçar poder de premiê 0

Posted on April 02, 2010 by Jefferson

ISLAMABAD (Reuters) – O governo paquistanês apresentou na sexta-feira um projeto de emenda constitucional que transfere os abrangentes poderes do presidente Asif Ali Zardari para um primeiro-ministro, possivelmente encerrando meses de disputa política em torno do tema.

A expectativa é de que o chamado “Projeto de Emenda 18″ passe na Câmara e no Senado, na prática fazendo de Zardari um chefe de Estado com poderes simbólicos, o que acalmaria a oposição.

“Suspeito que depois da assinatura da emenda 18 (o clima político) irá mudar”, disse Samina Ahmed, diretora da consultoria International Crisis Group para o Sul da Ásia. “Parte do problema é estrutural. Ninguém sabe onde está o foco da autoridade.”

Na opinião dela, essa incerteza leva cada um dos poderes do Estado a tentar ampliar suas competências em detrimento dos demais. “Há um pouco de exibição de músculos por aí.”

Salientando a incerteza política, o procurador-geral Anwar Mansoor Khan renunciou na sexta-feira, um dia depois de dizer à Suprema Corte que o Ministério da Justiça estava sonegando documentos relativos a casos de corrupção envolvendo milhares de suspeitos, inclusive Zardari.

A Corte Suprema quer reabrir esses casos, aproveitando que Zardari revogou em dezembro uma polêmica lei de anistia. Khan disse à Reuters que “havia se tornado impossível trabalhar nessa situação”.

Analistas dizem que Zardari, mesmo como presidente cerimonial, manteria uma considerável influência como líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP), o maior do país. Ele é viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada em dezembro de 2007.

Pelas emendas propostas, o presidente transferiria ao primeiro-ministro a autoridade de dissolver a Assembleia Nacional e de nomear comandantes militares e autoridades eleitorais.

Mas Farah Ispahani, dirigente do PPP, disse que é errado dizer que o projeto “priva” Zardari dos seus poderes, “pois ele próprio buscou restaurar a Constituição à sua forma original, sem a emenda imposta por ditadores”.

A maioria dos analistas considera, porém, que Zardari só aceitou as reformas com muita relutância, sob intensa pressão política.

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