Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



Gates diz que EUA conduzem conversas preliminares com Taleban 0

Posted on June 20, 2011 by Jefferson

De Agências Internacionais

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, admitiu neste domingo que o país vem realizando conversações preliminares com o grupo islâmico Taleban no Afeganistão.

“Penso que há um esforço para discutir [com o Taleban] da parte de vários países, incluindo os Estados Unidos. Eu diria que estes contatos são muito preliminares neste momento”, disse Gates em entrevista à rede de TV CNN.

No sábado (18), o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi o primeiro dirigente de alto nível a confirmar oficialmente as conversações diretas entre Washington e os insurgentes afegãos, depois de um confronto de quase dez anos.

“As conversações se desenvolvem bem”, declarou Karzai durante conferência em Cabul. No dia, os EUA não quiseram negar ou confirmar o diálogo, dizendo apenas que mantêm ampla faixa de contatos no país.

Os talebans foram afastados do poder no final de 2001 por uma coalizão militar internacional liderada pelos Estados Unidos, mas uma sangrenta rebelião ganhou terreno nos últimos anos.

As negociações de paz, segundo Karzai, estariam sendo realizadas por oficiais militares estrangeiros, principalmente americanos, mas ele não entrou em detalhes sobre a natureza dos diálogos.

O governo de Barack Obama já falou algumas vezes de negociar com a ala mais moderada do Taleban, em busca de uma solução para a guerra que se arrasta há dez anos –e cada vez mais parece não ter uma solução militar. As negociações, contudo, nunca foram confirmadas.

Gates, que deixará o posto no fim do mês, disse que é crucial determinar quem realmente representa os Talebans, antes de se comprometer em discussões com qualquer um que pretenda falar em nome do líder, o mulá Omar.

“Não queremos que, em determinado momento, estejamos a discutir com qualquer um que é, na realidade, um independente”, disse.

… e ele formaliza sua saída. 0

Posted on March 14, 2011 by Jefferson

Dalai Lama pede ao Parlamento tibetano para se desligar do poder

Ele diz que um representante eleito pode substituí-lo.

Parlamento tibetano deve analisar pedido nesta segunda-feira (14).

Da EFE

O líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, pediu nesta segunda-feira (14) formalmente ao Parlamento do Tibete no exílio que adote reformas democráticas para nomear um representante eleito que permita ao líder renunciar a seu papel político.

“Nenhum sistema de governo pode assegurar estabilidade e progresso se depende de uma pessoa, sem apoio e participação do povo no processo político. O governo de uma só pessoa é anacrônico e indesejável”, disse o Dalai em sua mensagem enviada ao Parlamento.

O Parlamento tibetano no exílio, localizado na cidade de Dharamsala, na Índia, terá agora que deliberar sobre a mensagem na sessão desta segunda, informou o porta-voz do Dalai Lama, Tenzin Talkha.

O Dalai Lama anunciou na quinta-feira (10) que vai abrir mão do poder político. Ele informou que vai seguir sendo o líder espiritual, mas quer passar o poder político do governo do Tibete no exílio a um representante livremente eleito.

O Dalai fez o anúncio no aniversário de 52 anos do levante contra a China, no Tibete, que obrigou a ele e a milhares de tibetanos a viverem no exílio.

Na tradição religiosa tibetana, ao morrer o Dalai Lama reencarna numa criança – o atual é o 14º, numa tradição iniciada há mais de mil anos.

Com o Tibete ocupado pelos comunistas chineses, o Dalai tornou-se também um importante símbolo de resistência política. A China não reconhece o governo tibetano no exílio.

Dalai Lama avisa que abandonara a vida pública…. 0

Posted on March 14, 2011 by Jefferson

Dalai Lama renunciará formalmente como líder político tibetano

Reuters

DHARAMSALA, Índia – O Dalai Lama anunciou nesta quinta-feira que planeja renunciar formalmente como líder político do governo tibetano no exílio.

O Dalai Lama por longo tempo tem visto a mesmo como semi-aposentado da liderança política, com um primeiro-ministro eleito já exercendo seu cargo na cidade de Dharamsala, no norte da Índia. Ele continua sendo o líder espiritual tibetano.

- Desde a década de 1960, destaco repetidamente que os tibetanos precisam de um líder, eleito livremente pelo povo tibetano, a quem possa transferir o poder. Agora claramente chegamos ao momento disto entrar em vigor – disse o Dalai Lama em um discurso preparado.

A proposta deve ser aprovada formalmente pelo Parlamento tibetano no exílio com sede na Índia.

O Dalai Lama fugiu do Tibet em 1959 depois de uma fracassada revolta contra o controle chinês do território. Atualmente vive no exílio na Índia e defende uma autonomia significativa para o Tibet dentro da China. Pequim o classifica como um perigoso separatista responsável de criar agitação no Tibet.

Israel aprova 500 novas casas em colônias judaicas. 0

Posted on March 14, 2011 by Jefferson

DA EFE

Israel aprovou a construção de 500 novas casas em colônias judaicas no território ocupado da Cisjordânia, em resposta ao assassinato neste sábado no assentamento de Itamar de cinco israelenses da mesma família.

As casas serão erguidas em Gush Etzion, perto de Belém; Maaleh Adumim, ao leste de Jerusalém; Ariel, no norte da Cisjordânia e Kiryat Sefer, ao noroeste de Jerusalém, disse o governo israelense em um comunicado.

A decisão, anunciada hoje, foi tomada ontem à noite por uma equipe interministerial em resposta ao atentado na madrugada da sexta-feira para sábado, que gerou comoção por sua crueldade e espalhou o medo que se retorne aos níveis de violência dos anos mais duros da segunda Intifada.

Na madrugada da sexta-feira para sábado, uma ou várias pessoas cruzaram a cerca tecnológica de segurança em torno da colônia, entraram na casa e esfaquearam os pais e três de seus filhos: um de 11 anos, outro de quatro e um bebê de três meses.

O funeral acontece hoje no cemitério Har Haenujot de Jerusalém.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o titular da Defesa, Ehud Barak, participaram ontem à noite na discussão das respostas ao ataque, entre as quais se avaliou também começar uma nova colônia judia ou ampliar Itamar, mas no final prevaleceu a proposta de Barak, segundo o jornal “Haaretz”.

Netanyahu notificou na noite deste sábado a decisão à Casa Branca.

Enquanto isso, as forças de segurança israelenses continuam a busca dos autores do atentado com um extenso dispositivo e um cerco em torno da cidade palestina de Nablus, no norte da Cisjordânia.

Cerca de 20 palestinos já foram detidos em diferentes localidades em torno de Itamar.

“Não descansaremos até pegar os assassinos”, deixou claro o chefe do Estado-Maior, Benny Gantz, em comunicado.

Tribunal Penal Internacional vai investigar violência na Líbia. 0

Posted on March 03, 2011 by Jefferson

Conselho de Segurança havia encaminhado caso ao tribunal no sábado.
Promotor apresentará resumo dos supostos crimes cometidos no país.

Da Reuters

Um promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) disse na quarta-feira (2) que investigará a violência na Líbia depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ter encaminhado o caso para a corte de crimes de guerra sediada em Haia.

No sábado, o Conselho de Segurança impôs sanções contra o líder líbio, Muammar Kadhafi, e sua família, e encaminhou o caso da repressão da Líbia contra os manifestantes antigoverno ao TPI.

“Seguindo um exame preliminar das informações disponíveis, o promotor chegou à conclusão de que uma investigação é justificada”, disse o promotor em um comunicado.

Na quinta-feira, o promotor Luis Moreno-Ocampo apresentará um resumo dos supostos crimes cometidos na Líbia desde 15 de fevereiro e das “informações preliminares sobre as entidades e pessoas que poderão ser processadas e notificadas para evitar crimes futuros”.

Quando tiver reunido evidências suficientes, o passo seguinte do promotor será apresentar o caso aos juízes do TPI, que decidirão pela emissão ou não de mandados de prisão.

O TPI é a primeira corte permanente do mundo para crimes de guerra, com poder de investigar crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio. Ele já instaurou inquéritos em cinco países da África.

A Líbia foi um dos poucos países do mundo a se recusar a assinar o estatuto fundador do TPI. Como o caso foi encaminhado pelo Conselho de Segurança, porém, seus cidadãos podem ser processados, já que agora isso passou a ser da alçada do TPI.

Moreno-Ocampo havia dito anteriormente que ‘informações sugerem que as forças leais ao presidente Muammar Kadhafi estão atacando civis na Líbia’, acrescentando que isso poderia constituir um crime contra a humanidade.

O gabinete do promotor está em contato com a ONU, a União Africana, a Liga Árabe e outros países para a sua investigação. Ele também solicitará informações da Interpol.

O gabinete já entrou em contato com autoridades líbias e o pessoal do Exército para entender as estruturas de comando e como funciona o sistema militar líbio.

Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia. 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia

Ministros das Relações Exteriores de diferentes países vão se reunir nesta segunda-feira durante um encontro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para discutir uma medida conjunta em resposta à crise humana na Líbia.

Dezenas de milhares de estrangeiros, em sua maioria egípcios, estão presos perto da fronteira da Líbia com a Tunísia, sem comida e sem abrigo.

A Líbia vive um perigoso impasse, com as forças rebeldes avançando para cada vez mais perto da capital do país, Trípoli, mas o líder do país, Muamar Khadafi, segue irredutível em sua disposição de permanecer no poder.

A caminho de Genebra, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos ”estão se aproximando de diferentes líbios no Leste”, em referência à região do país que já está no controle dos rebeldes.

Hillary afrimou que irá discutir esforços coordenados tanto nas frentes humanitárias como políticas, com colegas da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África.

Acredita-se que pelo menos mil pessoas foram mortas durante as duas semanas de conflitos entre ativistas anti-governo e partidários de Khadafi.

A ONU estima que que cem mil pessoas fugiram da Líbia na semana passada.

Êxodo

O êxodo de trabalhadores egípcios a partir do Oeste da Líbia começou na quarta-feira, mas vem se intensificando desde então, como relatou repórter da BBC Jim Muir, enviado à região de Ras Jdir, na fronteira com a Tunísia.

Atualmente, cerca de mil pesoas por hora estão atravessando a fronteira da Líbia para a Tunísia, disse Muir. De acordo com o enviado da BBC, a situação na região é caótica, mas a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deve montar um acampamento para refugiados ainda nesta segunda.

A Tunísia está aguardando a chegada de mais aviões e navios com imigrantes vindos da Líbia, mas as autoridades do país contam que não estão sendo capazes de arcar com o grande número de pessoas, como disse à BBC Liz Eyster, uma oficial da ACNUR baseada na Tunísia.

”Eles estão acomodando pessoas em abrigos, escolas e até em suas próprias casas, mas agora ficamos sabendo que eles estão próximos de seu limite e precisam do apoio da comunidade internacional”, afirmou a funcionária da ACNUR.

Monji Slim, o representante local do Crescente Vermelho, descreveu a situação na região como ”uma crise humana”.

”O mundo inteiro precisa se mobilizar para ajudar o Egito a repatriar seus cidadãos”, disse Monji Slim à agência de notícias AFP.

Um dos refugiados presos na região da fronteira afirmou: ”Todas as pessoas estão protestando porque elas querem ir ao Egito. Todos os países estão enviando aviões para resgatar seus cidadãos – Turquia, Coreia, Índia, Bangladesh – todos estão chegando e partindo, exceto pelos egípcios”.

No domingo, um navio grego transportando 148 brasileiros partiu da Líbia com destino à Grécia. Os brasileiros na embarcação eram funcionários da empresa Queiroz Galvão, com sede em Benghazi, a segunda maior cidade do país e que passou para o controle dos rebeldes há alguns dias.

Medidas

O coronel Muamar Khadafi está enfrentando o maior desafio ao seu governo, desde que tomou o poder por meio de um golpe militar, em 1969. Mas ele ainda mantém firme controle sobre a capital, Trípoli.

A região central da cidade de Zawiya, há cerca de 50 quilômetros a oeste da capital, foi tomada por ativistas antigoverno no domingo, enquanto partidários do governo cercam a cidade.

A cidade de Benghazi está aos poucos retomando o seu dia a dia, com a reabertura dos bancos, mas, como relatou o repórter da BBC na cidade, Kevin Connelly, ainda não está claro o que vai acontecer quando o dinheiro acabar.

Segundo o repórter da BBC, uma dificuldade adicional que os rebeldes encontram para derrubar Khadafi é o fato de que não há um Exército rebelde capaz de fazer um percurso de 1.600 quilômetros para atacar a última região controlada pelo líder líbio.

No sábado, o Conselho de Segurança da ONU apoiou por unanimidade um embargo à venda de armas para a Líbia e o congelamento dos bens de autoridades do país.

O Conselho solicitou ainda que a Khadafi seja referido ao Tribunal Criminal Internacional para investigar possíveis crimes contra a humanidade cometidos pelo líder líbio durante a repressão aos protestos contra o seu governo.

Em entrevista à uma rede de TV da Sérvia, Khadafi afirmou que as sanções não surtirão efeito. ”O povo da Líbia me apoia, pequenos grupos rebeldes estão cercados e nós iremos lidar com eles”, afirmou.

O filho de Khadafi, Saif al-Islam, negou que seu pai possua contas no exterior.

”Somos uma família modesta e todos sabem disso”, disse, em entrevista à rede ABC. ”Eles estão dizendo que temos dinheiro na Europa, na Suíça. É uma piada”, afirmou.

Polícia é mobilizada para impedir manifestações na China 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

DA EFE, EM PEQUIM

A polícia foi mobilizada em massa neste domingo em Pequim e Xangai para impedir as chamadas “concentrações de Jasmim”, convocadas em 13 cidades chinesas pela internet.

Em Pequim, a calçada situada em frente ao restaurante McDonald’s, o local escolhido pelos autores anônimos do chamado na rede, inspirado na revolução tunisiana, foi cenário, subitamente, de obras públicas.

Centenas de policiais uniformizados e outros à paisana tentavam garantir a manutenção da ordem na rua e no interior do restaurante, que estava cheio de gente, tanto clientes como jornalistas estrangeiros, que fotografavam e olhavam os agentes de segurança.

Às 15h locais (4h de Brasília), dezenas de policiais rodearam jornalistas que queriam gravar imagens da rua e do restaurante, impedindo-os de trabalhar.

Jornalistas da France Presse viram a polícia, muito nervosa, tratando jornalistas estrangeiros com brutalidade.

Em Xangai, havia muitos policiais na rua Hankou, perto da Praça do Povo, local escolhido para o protesto, que não ocorreu.

Várias pessoas foram levadas em três furgões, constatou a AFP, mas não se sabe se eram manifestantes.

Revelações do WikiLeaks podem afetar campanha no Peru 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

DA REUTERS, EM LIMA

Supostas revelações sobre alguns candidatos à Presidência do Peru em documentos dos Estados Unidos obtidos pelo WikiLeaks podem atrapalhar a campanha eleitoral e afetar um dos principais candidatos, a menos de dois meses das concorridas eleições.

O candidato nacionalista Ollanta Humala disse que a embaixadora norte-americana em Lima, Rose Likins, o informou nesta semana que, segundo documentos sigilosos, o atual favorito e ex-presidente Alejandro Toledo buscou apoio dos Estados Unidos em 2005 para evitar que Humala ganhasse as eleições passadas.

Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, rejeitou a acusação e pediu provas que comprovassem a informação.

Segundo pesquisas, o candidato lidera as intenções de voto para as eleições de 10 de abril, mas não alcançaria mais de 50% dos votos. A eleição, portanto, seria definida no segundo turno, em 5 de junho.

“De fato isso afeta a campanha eleitoral e acho que pode atingir Toledo porque é uma denúncia grave”, afirmou o analista político Alberto Adrianzén. “O melhor para todos é que a embaixada publique o documento” diplomático, disse.

A embaixadora Likins desmentiu a jornalistas o que foi dito por Humala, um esquerdista temido pelos investidores, apesar de ter moderado seu discurso radical contra o mercado. Ele foi finalista nas eleições presidenciais de 2006.

“Estamos lidando com um problema do WikiLeaks que não é de nossa criação”, afirmou a diplomata.

“O que eu quero esclarecer é que a informação que saiu não está de acordo com a informação que eu proporcionei ao candidato Humala.”

Os rivais de Toledo para um possível segundo turno seriam a parlamentar Keiko Fujimori e o ex-prefeito de Lima Luis Castañeda.

Começa encontro do G20, em Paris, com foco na alta das commodities. 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

Ministros das Finanças das maiores economias se reúnem no país.

Mantega diz que vai se opor à regulação de preços das matérias-primas.

Do G1, com informações de agências

Começa nesta sexta-feira (18), em Paris, o encontro do G20 – que reúne os ministros das Finanças das maiores economias do mundo e das principais emergentes. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está na França para representar o Brasil.

O aumento nos preços das commodities deve ser um dos destaques da pauta do encontro – que tem como um dos objetivos estabelecer indicadores comuns para medir os desequilíbrios econômicos mundiais.

Para o grupo, além da alta dos preços das matérias-primas, representam riscos para a recuperação econômica mundial o potencial superaquecimento das economias emergentes e os problemas de dívida soberana nas nações mais ricas. Estas preocupações devem ser combatidas com cortes orçamentários, uma maior liberdade das taxas de câmbio e reformas estruturais

Na reunião, que coincide com um momento em que os preços dos alimentos batem recordes, Brasil e Argentina vão se opor a qualquer tentativa de impor um controle da cotação das matérias-primas, um ponto que provoca choques entre o mundo desenvolvido e o emergente.
Mantega e o ministro da Fazenda da Argentina, Amado Boudou, estiveram reunidos há uma semana para discutir o tema.

Mantega
“O Brasil é totalmente contra qualquer mecanismo para controlar ou regular os preços das commodities”, disse Mantega na última terça-feira (15). “De qualquer forma, os preços das commodities vão ceder naturalmente às forças do mercado.”

Na opinião do ministro, o melhor meio para se assegurar preços acessíveis de alimentos, no longo prazo, é estimular o aumento da produção. “Uma forma de manter em baixa os preços das commodities seria encorajar uma produção maior nos países emergentes e pobres”, sugeriu Mantega. “Os países desenvolvidos poderiam ajudar este processo com investimentos.”

Mantega acrescentou ainda que os países desenvolvidos industrializados podem ajudar a promover uma produção maior das commodities “com a remoção das barreiras comerciais”.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que ocupa a presidência rotativa do G20 até o fim de 2011, propôs uma reforma do sistema monetário mundial e o estabelecimento de um controle contra a especulação nos mercados de matérias-primas – duas maneiras, a seu ver, de defender as economias mais pobres dos atuais desequilíbrios comerciais globais.

O primeiro passo seria definir indicadores econômicos capazes de medir as diferenças entre os países e dar início a um processo corretivo – embora muitos enxerguem este projeto como um modo sutil de obrigar a China a reavaliar o yuan, reduzindo seu descomunal excedente comercial.

“Nossa expectativa é alcançar um acordo sobre os indicadores no sábado”, disse esta semana a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde.

Brics
Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) convocaram para esta sexta-feira uma reunião preparatória, na qual abordarão, entre outros temas, a questão da avaliação das economias do G20 e a reforma do sistema monetário internacional.

Já no ano passado, por exemplo, em um encontro de ministros das Finanças do G20, ainda sob a presidência sul-coreana, a China e outros países haviam se declarado contrários a uma proposta americana de estabelecer um limite de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para os desequilíbrios das contas correntes.

Diante desta reticência, que não inclui apenas os países emergentes, mas também grandes exportadores desenvolvidos como a Alemanha, existe um consenso de evitar referências, neste momento, a metas específicas na hora de enfrentar o abismo que há entre os países.

(Com informações da France Presse, EFE e Agência Estado)

Por qué importa Bahréin 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

Redacción

BBC Mundo

Se trata del cuarto día de protestas en Bahréin.

Bahréin vivió su cuarto día de protestas que amenazan con desestabilizar la dinastía que ha gobernado el país por décadas.

Hay una fuerte presencia policial en las calles de la capital, Manama, donde la policía cercó la principal plaza de la capital, el centro de las manifestaciones, utilizando tanques, vehículos policiales y alambradas.

El ministerio del interior prohibió toda forma de protesta y señaló que utilizará todos los medios necesarios para restaurar el orden.

Se trata del capítulo más reciente de la ola de manifestaciones que ya ha tumbado dos presidentes en la región, Ben Ali en Túnez y Hosni Mubarak en Egipto.

Los manifestantes piden reformas democráticas en el país de mayoría musulmana chiita, que es gobernado por una monarquía sunita.

BBC analiza cinco razones claves que ilustran la importancia de estas protestas en Bahréin.

Importancia estratégica

Bahréin es el país más pequeño del golfo Pérsico, con alrededor de un millón de habitantes, pero su importancia estratégica excede con creces su tamaño.

La privilegiada posición geográfica nunca ha pasado desapercibida para las grandes potencias. Antes fueron los británicos, hoy es Estados Unidos, que tiene aquí su quinta flota naval para mantener un ojo en la percibida amenaza iraní en la región.

Bahrein ha sido un aliado privilegiado de Washigton, particularmente a partir de la primera guerra contra Irak, en 1991. El ejército de Estados Unidos también utilizó sus bases aquí para atacar a Irak en la segunda guerra del golfo a inicios de esta década.

Al igual que en Egipto, la política de EE.UU. ha sido la de ignorar los reclamos democráticos de los ciudadanos de Bahréin en nombre de la estabilidad regional y sus intereses estratégicos en la región.

De manera que las protestas de los últimos días no sólo han puesto en aprietos a la política exterior de Washington, sino también a su estrategia de defensa.

Ruta del petróleo mundial

La presencia de esta flota tiene, además, otra función estratégica: asegurar el libre flujo del petróleo del Golfo Pérsico.

Bahréin vive de la riqueza petrolera, pero sus reservas son limitadas. No obstante, las bases de Estados Unidos aquí sirven para resguardar alrededor del 33% del petróleo mundial que pasa por el estrecho de Hormuz, localizado entre Irán y Omán.

Por esta razón, las manifestaciones se han sumado a los factores que están presionando los precios del petróleo, que ya alcanzaron US$104 por barril.

Según el corresponsal de asuntos económicos de la BBC, Andrew Walker, algunos de los más importantes exportadores de petróleo, en especial Irán y Libia ya han sido afectados.

“Lo que preocupa es el riesgo de que los cargamentos de petróleo de esos países sean afectados”, señala Walker.

La mayoría chiíta demanda reformas en contra de la discriminación por parte de la élite sunita.

Tensiones étnicas

Pese a que las protestas en el emirato son parte del efecto contagio tras las revueltas que derrumbaron los presidentes de Túnez, Ben Ali, y de Egipto, Hosni Mubarak, en Bahréin las protestas también responden a divisiones étnicas.

Las protestas aquí son producto del descontento de la mayoría chiíta, que representa un 70% de la población es chiíta, con la élite real sunita que gobierna al país.

Los chiítas señalan que el régimen los ha tenido históricamente discriminados y sin acceso a la riqueza, en un país que por muchos años ha experimentado una bonanza económica sostenida por el petróleo.

Incluso hay quienes hablan de apartheid, ya que a éstos se les prohíbe acceder a cargos públicos. Incluso, muchos de los efectivos de las fuerzas de seguridad son sunitas traídos de Paquistán y Siria, a quienes se le otorga ciudadanía sin muchos trámites.

Según el corresponsal de la BBC sobre temas de seguridad, Jonathan Marcus, debido a esto “hay menos posibilidad de que las fuerzas de seguridad se pongan de parte de la población local, como sucedió en Egipto”.

¿Peligro para Arabia Saudita?

Arabia Saudita, que desde las protestas en Egipto ha seguido los acontecimientos con atención, tiene más razones para preocuparse ahora que la ola de manifestaciones está literalmente en su vecindario.

Un viaducto une a Bahréin con la parte oriental de Arabia Saudita, una zona rica en petróleo pero además con una significativa población chiita que tiene fuertes vínculos familiares y culturales con los chiitas bahreinies.

El periodista de la BBC Bill Law da cuenta de que un experto con estrechos vínculos con el poderoso ministro del Interior saudita, el Príncipe Nayef, le aseguró que el gobierno saudita va a intervenir si la situación “se sale de control”.

Según dijo a la BBC Gala Riani, de la revista sobre temas de defensa Jane’s Weekly, los sauditas no tendrían problemas en apoyar – y, en el peor de los casos, intervenir directamente – si las autoridades de Bahréin no son capaces de controlar las manifestaciones.

El factor Irán

Muchos temen que un régimen democrático en Bahréin fortalezca la presencia de Irán en la región.

Algunos analistas señalan que las protestas de la mayoría chiíta podrían eventualmente fortalecer aún más la presencia de Irán en la región.

Según Jonathan Marcus, Irán mantiene un ojo puesto en los acontecimientos en el emirato, ya que “por largo tiempo ha tenido un interés estratégico aquí”.

La preocupación central es que, como sucedió en Irak, el establecimiento de un sistema democrático coloque a Bahréin en el campo iraní.

En los últimos años, Irán ha expandido su influencia en el Medio Oriente, particularmente en Irak y en Líbano.

Además, Teherán considera los países del Golfo como una zona natural de influencia, por la presencia chiíta, que representa el 8% de la población en Arabia Saudita, el 25% en Kuwait y el 70% en Bahréin.

No obstante, otros observadores destacan que la influencia de Irán en Bahréin es relativamente limitada, ya que los chiítas bahreinies tienden a seguir a clérigos más moderados en centros como Kerbala y Najaf en Irak.

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