Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional



Ex-dirigente soviético Gorbatchov diz ter vergonha da Rússia 0

Posted on February 16, 2011 by Jefferson

DA FRANCE PRESSE, EM MOSCOU

O último dirigente soviético, Mikhail Gorbatchov, criticou duramente nesta quarta-feira uma Rússia de elites “depravadas”, onde a vida política se resume a uma “imitação”, dizendo ter “vergonha” de seu país, quase 20 anos após o fim da perestroika (reestruturação econômica) lançada por ele.

Durante uma longa entrevista ao jornal de oposição “Novaya Gazeta” –de onde é acionista– Gorbatchov, que festejará seus 80 anos no dia 2 de março, contou que o vice-chefe da administração do Kremlin, Vladislav Surkov, considerado o principal “ideólogo” do poder russo, impediu-o de criar um partido social-democrata.

“Tinha a intenção, junto de meus amigos, de criar um partido. Quando Surkov ficou sabendo, ele me perguntou ‘Isso serve para quê? De qualquer maneira, não vamos registrar seu partido’”, revelou.

“A classe no poder comporta-se de maneira revoltante. São ricos e depravados. Seguem o exemplo de (Roman) Abramovich [bilionário, dono do clube de futebol inglês Chelsea, de iates e mansões luxuosas]“, disse ainda o ex-líder soviético.

“Desprezo este ideal. Tenho vergonha desta rica devassidão. Tenho vergonha por nós e pelo país”, acrescentou o pai da Perestroika, processo de liberalização iniciado na URSS na segunda metade dos anos 80 e que terminou com a queda do regime soviético em 1991.

Criticando a anulação de eleições para governadores por Vladimir Putin, ex-presidente e atual primeiro-ministro, e a falta de liberdade de expressão nas televisões nacionais, Gorbatchov denunciou uma “imitação” da vida política na Rússia.

“O presidente (Dmitri Medvedev) e Vladimir Vladimirovich (Putin) fazem o que podem, mas o que acontece no país se parece cada vez mais com uma imitação. Ao invés de tomar medidas concretas (…) eles tornam absurdas as leis eleitorais”, disse.

Agora que o presidente Medvedev defende uma modernização da Rússia, Gorbachev acredita que um dos principais obstáculos, a fuga de cérebros, se explica pelas deficiências democráticas.

“A vida normal está relacionada à democracia, quando o poder é controlado, e não com o autoritarismo que controla as pessoas e suas liberdades”, destacou.

“Se houver um renascimento do projeto democrático, as pessoas pararão de emigrar e voltaram”, se eles não “dependerem mais do czar, do primeiro-ministro”, continuou.

Vladimir Putin segue sendo considerado por muitos observadores como o verdadeiro líder do país.

“A política atual, que se utiliza de todos os meios para se manter no poder, é inaceitável”, concluiu o ex-presidente soviético, que foi obrigado a deixar o poder no fim de 1991.

ANIVERSÁRIO

Mikhail Gorbatchov ainda disse, durante a entrevista, que festejaria seu aniversário em Moscou no dia 2 de março. Uma noite de gala será igualmente organizada em Londres, no Royal Albert Hall, no dia 30 de março. A receita do concerto, no qual participarão Sharon Stone, Bryan Ferry e The Scorpions, vai ser revertida para o centro de tratamento de leucemia para crianças criado por sua esposa Raissa, que faleceu de câncer em 1999.

Gorbatchov também revelou, durante o encontro, que Raissa havia “sofrido muito” durante o golpe de 1991, e que isso havia contribuído para a piora de sua saúde. Na época, ela sofreu um derrame e teve hemorragia nos dois olhos.

“Após o retorno deles para Moscou, após o golpe fracassado, eu não fui mais à praça da Liberdade, onde me esperavam. Faz 20 anos que sou criticado por isso. Eu estava com ela”, confessou.

Ela, em seguida, queimou as 52 cartas que Gorbatchov havia escrito para ela durante a juventude, para proteger a “vida privada da intromissão de estranhos”, contou ainda o líder.

Resquícios de uma fria guerra…. 0

Posted on June 29, 2010 by Jefferson

Escândalo de espiões não afeta relação entre EUA e Rússia, diz Casa Branca

Folha de São Paulo

A revelação de um esquema de espionagem da Rússia infiltrado nos EUA não prejudica a relação entre os dois países, afirmou nesta terça-feira a Casa Branca.

“Acho que fizemos um novo começo em trabalhar juntos coisas como as Nações Unidas lidando com a Coreia do Norte e o Irã”, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. “Não acho que isso vá afetar nossas essas relações.”

Gibbs disse que Obama sabia da investigação antes de se encontrar com o presidente russo, Dmitri Medvedev, na última quinta-feira (24), e que os dois líderes não discutiram o assunto.

Autoridades americanas anunciaram nesta segunda-feira terem desbaratado um esquema digno de novela policial. A inteligência russa infiltrou agentes disfarçados nos EUA para se aproximar de fontes políticas nos Estados Unidos e reunir informações para o governo da Rússia, segundo o Departamento de Justiça americano.

No total, 11 pessoas foram acusadas. Destas, dez foram presas no fim de semana em Boston, Nova York, New Jersey e Virgínia, sob acusações que incluem conspiração para agir como agentes ilegais da Rússia e lavagem de dinheiro.

A polícia de Chipre, no Oriente Médio, anunciou nesta terça-feira a prisão de Robert Christopher Metsos, 55, o 11º suspeito da suposta rede de espionagem russa nos Estados Unidos.

As autoridades americanas revelaram ter descoberto o esquema de espionagem da Rússia em solo americano e a prisão de dez dos onze indiciados apenas horas depois de o presidente russo encerrar uma visita aos EUA.

Cinco dos suspeitos compareceram a uma corte federal em Manhattan na própria segunda-feira, onde o juiz ordenou que permanecessem na prisão até uma audiência preliminar agendada para 27 de julho.

Dois anos

A operação do FBI começou em 2009, quando foi interceptada uma mensagem criptografada enviada a dois dos acusados. Os agentes eram instruídos a “buscar e desenvolver ligações em círculos de decisão polícia nos EUA e mandar relatórios” de volta à inteligência em Moscou.

A maioria dos agentes era originalmente da Rússia e foram treinados para se infiltrar secretamente nos EUA. As acusações afirmam ainda que os membros dos “Ilegais” receberam vasto treinamento em comunicação codificada e como evitar serem pegos.

O objetivo era tornar-se “suficientemente americanizado a ponto de conseguirem reunir informações sobre os EUA para a Rússia e conseguir fontes de dentro dos círculos de decisão política dos EUA –ou que consigam se infiltrar”, segundo registros policiais preenchidos por uma corte federal americana.

Os acusados teriam coletado informações desde programas de pesquisa de pequena produção, ogivas nucleares de alta penetração e o mercado mundial de ouro, tentando obter informações sobre pessoas que se poderiam se candidatar a vagas na CIA, segundo registros na corte.

Em 2009, Moscou teria pedido a dois dos agentes informações sobre a viagem de Obama à Rússia, programada para breve. Foram pedidas mais informações sobre a situação das negociações do tratado de redução de armas Start, bem como Afeganistão e a posição de Washington em relação ao programa nuclear do Irã, segundo os documentos.

Acusados

Os acusados são um casal conhecido como Richard Murphy e Cynthia Murphy, presos em Monclair, em New Jersey; Vicky Pelaez e um homem conhecido como Juan Lazaro, presos em Yonkers, no Estado de Nova York; e Anna Chapman, presa em Manhattan. Há ainda Mikhail Semenko e o casal conhecido como Michael Zottoli e Patricia Mills, presos em Arlington.

Os dois últimos, conhecidos como Donald Howard Heathfield e Tracey Lee Ann Foley, foram presos em Boston.

Os dez presos foram acusados de ato de conspiração como agente de um governo estrangeiro, que leva pena máxima de cinco anos de prisão. Nove dos detidos foram acusados de conspiração para lavagem de dinheiro, que tem pena máxima de 20 anos de prisão.

As prisões foram fruto de anos de investigação, incluindo escutas colocadas nas casas dos acusados. A lei federal americana proíbe pessoas de atuarem como agentes de governos estrangeiros dentro dos EUA sem notificar as autoridades locais.

Reação

O SEE (Serviço de Espionagem Exterior) da Rússia declarou nesta terça-feira que não vai comentar a operação. “Nós não comentamos essas informações”, disse à agência Interfax o chefe do escritório de imprensa do SEE, Serguei Ivanov.

Já o Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta terça-feira que vai investigar a prisão dos supostos espiões russos.

Em sua primeira reação ao escândalo, o ministério russo descreveu como contraditórias e sem fundamento as acusações de que os espiões passaram ao menos dez anos reunindo informações sobre armas nucleares, o mercado de ouro e até mesmo mudanças de pessoal da CIA (Central de Inteligência Americana).

“Eles não explicaram nada para nós. Eu espero que eles o façam”, disse o chanceler, Sergei Lavrov, em uma entrevista coletiva, citado pela agência de notícias Interfax.

Lavrov criticou ainda o momento escolhido pelos EUA para a operação, meses depois de um amplo esforço diplomático do governo de Barack Obama para “resetar” a esfriada relação bilateral. O ministro considerou a ação um retrocesso rumo ao status da Guerra Fria.

“Tais ações são sem fundamento e impróprias. Nós lamentamos profundamente que tudo isso tenha acontecido nos bastidores da retomada de relações declarada pela administração americana”, disse o ministro, em um comunicado à imprensa.

Rússia e Belarus fracassam em negociações sobre gás 0

Posted on June 19, 2010 by Jefferson

Por Dmitry Sergeyev e Vladimir Soldatkin

SÃO PETERSBURGO, Rússia (Reuters) – O gigante de gás russo Gazprom não conseguiu resolver no sábado uma disputa de preços com Belarus e deverá impor um corte de suprimentos, mas disse que sua capacidade para fornecer gás para os resto da Europa estava intacta.

O executivo-chefe da Gazprom, Alexei Miller, advertiu que os cortes de suprimentos começarão na segunda-feira, caso Belarus não pague sua dívida de gás pendente.

A Rússia disse que vai cortar 85 por cento dos suprimentos de gás a Belarus caso a dívida de 192 milhões de dólares de Minsk não seja quitada.

Belarus disputa os aumentos de preço deste ano e afirma que não deve nada. As duas partes se encontraram no sábado, mas as negociações de último minuto fracassaram.

As disputas de preço de gás da Rússia com seus vizinhos tornaram-se uma preocupação para a Europa quando seus suprimentos foram alterados por quase duas semanas em janeiro de 2009, enquanto Moscou e a Ucrânia discutiam sobre preços e prazos de distribuição.

Os cortes de gás, especialmente se afetarem outros países além de Belarus, podem prejudicar a reputação da Rússia como um exportador confiável. No momento, a Gazprom está enfrentando uma queda da demanda da Europa, afetada pela crise.

O corte do suprimento a Belarus não teria o mesmo efeito na Europa que a disputa de 2009 com a Ucrânia, uma vez que apenas um quinto das exportações de gás da Rússia para a Europa Ocidental passam por Belarus.

O restante passa pela Ucrânia. A demanda sazonal também é muito maior do que a de 2009, que ocorreu no inverno.

Novos líderes do Quirguistão querem fechar base dos EUA 0

Posted on April 08, 2010 by Jefferson

E quem diria que há milhas do Quirguistão Medvedev e Obama festejam um acordo…

Isso que é uma situação inusitada e paradoxa…

Como será que esse imbróglio se resolverá???

BÍSHKEK (Reuters) – Os autoproclamados novos líderes do Quirguistão agradeceram na quinta-feira a Rússia por ajudarem a depor o presidente Kurmanbek Bakiyev e manifestaram a intenção de fechar uma base aérea dos EUA no país, que dá apoio às forças no Afeganistão.

Essas declarações colocam a deposição de Bakiyev, que na quarta-feira fugiu da capital em meio a uma rebelião popular, firmemente no contexto da rivalidade entre as duas superpotências na Ásia Central.

Assim que os presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev assinaram em Praga um novo acordo de redução de arsenais nucleares, como parte do seu esforço para “relançar” as relações bilaterais após uma fase de afastamento, uma importante autoridade que participava da delegação russa já defendia que os novos governantes quirguizes fechassem a base de Manas.

Esse funcionário, que pediu anonimato, lembrou que Bakiyev não havia cumprido tal promessa, e disse que deveria haver apenas uma base estrangeira no Quirguistão – a russa.

Omurbek Tekebayev, ex-líder oposicionista encarregado de questões constitucionais no novo governo da ex-república soviética do Quirguistão, afirmou que “a Rússia teve seu papel na deposição de Bakiyev”.

“Vocês viram o grau de alegria da Rússia ao ver que Bakiyev havia ido”, disse ele à Reuters. “Então agora há uma grande probabilidade de que a duração da presença da base aérea dos EUA no Quirguistão seja abreviada.”

Na quarta-feira o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, havia negado qualquer participação do seu país na revolução quirguiz, mas ele se tornou na prática o primeiro líder estrangeiro a reconhecer o novo governo, ao conversar por telefone com a presidente interina Roza Otunbayeva.

O comando militar russo anunciou o envio de 150 paraquedistas para a base russa de Kant, no Quirguistão, e assessores de Medvedev disseram que os militares protegeriam cidadãos russos que estejam na embaixada e em outras instalações diplomáticas.

Otunbayeva, que ajudou a levar Bakiyev ao poder, em 2005, e foi sua ministra de Relações Exteriores, disse que o novo governo controla praticamente todo o país, exceto Osh e Jalalabad, reduto político de Bakiyev, no sul. Ela disse também que conta com o apoio das forças armadas e dos guardas de fronteira.

Segundo ela, a situação econômica do Quirguistão é “bastante alarmante”, e o país precisará de ajuda internacional. Ela afirmou que Putin lhe perguntou no telefonema como a Rússia poderia ajudar.

“Concordamos que o meu vice e ex-primeiro-ministro da república, Almaz Atambayev, viajará a Moscou e formulará nossas necessidades”, disse ela a uma rádio russa.

Otunbayeva disse que Bakiyev está em Jalalabad. “O que fizemos ontem foi a nossa resposta à repressão e à tirania contra o povo pelo regime de Bakiyev”, declarou ela a jornalistas.

Moscou chora vítimas de ataque ao metrô. 0

Posted on March 30, 2010 by Jefferson

Moscou respeitava um dia oficial de luto nesta terça-feira e usuários nervosos retornavam ao metrô da capital, enquanto o número de mortos nos ataques aos trens subterrâneos da cidade subia para 39.

As bandeiras em toda a capital estavam a meio mastro e moscovitas sombrios deixavam flores e acendiam velas nas estações atingidas pelas explosões. O governo responsabiliza rebeldes do norte do Cáucaso pelos ataques.

A presença da polícia foi intensificada nas estações do metrô e a segurança também foi aumentada em cidades como São Petersburgo e Novosibirsk, na Sibéria, informou a imprensa local.

Programas de entretenimento no rádio e na TV não foram transmitidos pois Moscou observava um dia oficial de luto pelas vítimas do pior ataque a atingir a cidade em seis anos, realizado por duas mulheres-bomba.

Usuários entravam nos trens lotados em alerta e cautelosos um dia depois das explosões no horário de pico em duas estações centrais –Lubyanka e Parque Kultury.

“Quando estava no metrô hoje, o relógio de pulso de alguém começou a fazer barulho e eu pensei ‘é isso’”, disse Katya Vankova, estudante de administração. “Foi muito assustador.”

Os ataques enviaram uma dura mensagem ao presidente Dmitry Medvedev e ao primeiro-ministro Vladimir Putin.

Alguns jornais disseram que o ataque representa uma falha na política de segurança do governo. Eles escreveram que anos de propaganda oficial iludiram os russos e os fizeram acreditar que não havia muita coisa a temer da insurgência islâmica no norte do Cáucaso.

Uma jovem morreu no início da terça-feira, levando o número de mortos para 39, disse Andrei Seltsovsky, chefe do departamento de saúde de Moscou, à emissora de TV estatal Rossiya 24.

Ele disse que outras 71 pessoas ainda estão no hospital, cinco delas em estado grave.

Rússia e EUA discordam sobre início de atividade em usina do Irã 0

Posted on March 18, 2010 by Jefferson

E depois falam que política tem lógica…

A Rússia não era a que esses dias mesmo criticou o Irã num discurso inflado de medidas visando coibir o desenvolvimento nuclear???

A dinamicidade do mundo me impressiona…

From AFP

A Rússia informou na quinta-feira que ativará o reator que está construindo na primeira usina nuclear do Irã em meados de 2010, gerando uma crítica imediata da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que visita o país.

O primeiro-ministro Vladimir Putin anunciou o início das atividades, mas Hillary afirmou que uma decisão como essa seria “prematura” sem as garantias iranianas sobre seu programa nuclear, que o Ocidente teme que tenha como finalidade a produção de armas atômicas.

“Na ausência destas garantias, acreditamos ser prematuro seguir com qualquer projeto neste momento porque queremos mandar uma mensagem inequívoca para os iranianos”, disse ela.

A Rússia concordou em construir o reator de mil megawatts em Bushehr, no Golfo Pérsico, há 15 anos, mas o projeto de 1 bilhão de dólares sofreu atrasos e diplomatas afirmam que Moscou tem usado o projeto para alavancar as relações com Teerã.

“Continuamos a trabalhar no desenvolvimento da capacidade de energia atômica tanto em casa como no exterior”, disse Putin em uma reunião sobre energia nuclear na cidade de Volgodonsk, no sul da Rússia.

“A ativação do primeiro reator na usina de energia atômica de Bushehr está planejada para este verão”, afirmou ele.

Hillary Clinton disse que isso enviaria uma mensagem errada ao Irã, um grande exportador de petróleo que enfrenta a possibilidade de sofrer novas sanções por causa de seu programa nuclear, que oficialmente é para gerar eletricidade.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, falando ao lado de Hillary após conversações em Moscou, respondeu dizendo que a usina de Bushehr era essencial para manter a presença da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) no Irã.

Vladimir Pavlov, a autoridade encarregada pelo projeto da estatal Atomostroiexport, que constrói o reator, afirmou que “a inauguração da usina está programada para julho”.

Hillary estava em Moscou para uma reunião dos mediadores da paz no Oriente Médio e encontros com autoridades russas, incluindo o presidente Dmitry Medvedev.

Rússia e Geórgia reabrem fronteira fechada desde 2006 0

Posted on March 01, 2010 by Jefferson

da Folha Online

Geórgia e Rússia reabriram nesta segunda-feira a fronteira terrestre, mais de três anos depois do fechamento do local, em um sinal de reaproximação após o breve conflito de agosto de 2008 pelo controle de repúblicas separatistas.

O posto de fronteira chamado de Verkhni Lars na Rússia e de Kazbegui na Geórgia reabriu às 7h (0H no horário de Brasília).

Situado a 170 quilômetros de Tiblisi, o posto fica em uma passagem estreita nas montanhas do Cáucaso e é efetivamente a única passagem terrestre entre os dois países. As outras passagens atravessam os territórios das regiões separatistas Abkházia e Ossétia do Sul, apoiadas pela Rússia.

Analistas dizem que a medida foi mais econômica que política e beneficiará principalmente os comerciantes da aliada russa Armênia.

Os postos de checagem foram abertos de ambos os lados, mas nenhum veículo passou pela fronteira até às 12h (5h no horário de Brasília). Cidadãos dos dois países precisam de vistos para cruzar a fronteira.

A Rússia fechou a fronteira em 2006, em meio à tensão entre Moscou e o governo pró-Ocidente do presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili.

O conflito ocorreu em agosto de 2008, quando a Geórgia lançou um ataque na Ossétia do Sul depois de dias de confrontos com rebeldes e anos de tensão crescente com Kremlin, levando a Rússia a reagir em favor das repúblicas.

A Rússia cortou ainda a ligação aérea com a Geórgia por causa da guerra e Tiblisi rompeu laços diplomáticos depois que Moscou reconheceu a independência dos territórios rebeldes no mesmo mês.

Houve vários voos entre os dois países no período de férias em janeiro, mas nem todas as rotas foram retomadas.

Indicação de Leitura… 0

Posted on February 23, 2010 by Jefferson

O jornal online da Wharton School, apelidado de Knowledge@Wharton apresenta um interessante artigo sobre a Rússia e sua inserção no mundo das potencias emergentes, o chamado BRIC.

Para relembrar, a sigla BRIC se refere a Brasil, Rússia, Índia e China, que se destacaram no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento. O acrônimo foi cunhado e pelo economista Jim O’Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs, em 2001.

Pois bem…

Segundo a Wharton, deve-se “Taking the ‘R’ out of BRIC. How the Economic Downturn Exposed Russia’s Weaknesses”, ou numa grossa tradução, deve se retirar o ‘R’ do BRIC. Como uma desaceleração econômica expôs a fraqueza russa.

Chamo a atenção para o seguinte trecho do artigo:

So why has Russia done so poorly compared with its BRIC counterparts, as well as other oil-rich emerging economies?

The reason is “a combination of corruption, poor governance, government interference in the private sector, and insufficient investment in the oil and gas sector,” says Kalish. These problems and others — such as erosion of civil liberties — will continue to stymie growth unless they are tackled aggressively, according to experts.

Leitura altamente recomendada principalmente em virtude de vários elementos que são também inerentes aos outros membros do BRIC, e que podem fazer esse bloco literalmente ruir.

Gasoduto no Mar Báltico tem sua construção autorizada 0

Posted on February 12, 2010 by Jefferson

Caros leitores, o projeto russo de construção de um gasoduto que levará gás para a Alemanha não é um assunto tão divulgado pela imprensa nacional (creio eu, após uma consulta rápida no Google).

Pois bem, hoje, a agência ambiental finlandesa avalizou a Rússia em seu intento, que é prosseguir com a construção desse grande gasoduto que tem como destino a Alemanha, passando pelo Mar Báltico.

A decisão foi o último obstáculo oficial para a construção dos 1.220 km de gasodutos pela Nord Stream, que deverão ser concluídos até 2012 (apesar de que alguns analistas apontam que essa construção não passa de 2011).

O plano é bombear 55 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente para Alemanha e outros países da UE através da Nord Stream.

O aval acontece após a declaração do ministro russo Vladimir Putin que afirmou aos líderes de países situados no báltico, que após intensa pesquisa pela Nord Stream, restou assegurado que o gasoduto era absolutamente seguro em matéria de impacto ambiental.

Ressalta-se que o Báltico já é um coletor de poluentes químicos e esgoto não tratado, e é considerado um dos mares mais poluídos do mundo

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