Escritos despretensiosos sobre Política Internacional…

Política Internacional


Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia. 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

Ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir situação da Líbia

Ministros das Relações Exteriores de diferentes países vão se reunir nesta segunda-feira durante um encontro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para discutir uma medida conjunta em resposta à crise humana na Líbia.

Dezenas de milhares de estrangeiros, em sua maioria egípcios, estão presos perto da fronteira da Líbia com a Tunísia, sem comida e sem abrigo.

A Líbia vive um perigoso impasse, com as forças rebeldes avançando para cada vez mais perto da capital do país, Trípoli, mas o líder do país, Muamar Khadafi, segue irredutível em sua disposição de permanecer no poder.

A caminho de Genebra, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos ”estão se aproximando de diferentes líbios no Leste”, em referência à região do país que já está no controle dos rebeldes.

Hillary afrimou que irá discutir esforços coordenados tanto nas frentes humanitárias como políticas, com colegas da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África.

Acredita-se que pelo menos mil pessoas foram mortas durante as duas semanas de conflitos entre ativistas anti-governo e partidários de Khadafi.

A ONU estima que que cem mil pessoas fugiram da Líbia na semana passada.

Êxodo

O êxodo de trabalhadores egípcios a partir do Oeste da Líbia começou na quarta-feira, mas vem se intensificando desde então, como relatou repórter da BBC Jim Muir, enviado à região de Ras Jdir, na fronteira com a Tunísia.

Atualmente, cerca de mil pesoas por hora estão atravessando a fronteira da Líbia para a Tunísia, disse Muir. De acordo com o enviado da BBC, a situação na região é caótica, mas a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deve montar um acampamento para refugiados ainda nesta segunda.

A Tunísia está aguardando a chegada de mais aviões e navios com imigrantes vindos da Líbia, mas as autoridades do país contam que não estão sendo capazes de arcar com o grande número de pessoas, como disse à BBC Liz Eyster, uma oficial da ACNUR baseada na Tunísia.

”Eles estão acomodando pessoas em abrigos, escolas e até em suas próprias casas, mas agora ficamos sabendo que eles estão próximos de seu limite e precisam do apoio da comunidade internacional”, afirmou a funcionária da ACNUR.

Monji Slim, o representante local do Crescente Vermelho, descreveu a situação na região como ”uma crise humana”.

”O mundo inteiro precisa se mobilizar para ajudar o Egito a repatriar seus cidadãos”, disse Monji Slim à agência de notícias AFP.

Um dos refugiados presos na região da fronteira afirmou: ”Todas as pessoas estão protestando porque elas querem ir ao Egito. Todos os países estão enviando aviões para resgatar seus cidadãos – Turquia, Coreia, Índia, Bangladesh – todos estão chegando e partindo, exceto pelos egípcios”.

No domingo, um navio grego transportando 148 brasileiros partiu da Líbia com destino à Grécia. Os brasileiros na embarcação eram funcionários da empresa Queiroz Galvão, com sede em Benghazi, a segunda maior cidade do país e que passou para o controle dos rebeldes há alguns dias.

Medidas

O coronel Muamar Khadafi está enfrentando o maior desafio ao seu governo, desde que tomou o poder por meio de um golpe militar, em 1969. Mas ele ainda mantém firme controle sobre a capital, Trípoli.

A região central da cidade de Zawiya, há cerca de 50 quilômetros a oeste da capital, foi tomada por ativistas antigoverno no domingo, enquanto partidários do governo cercam a cidade.

A cidade de Benghazi está aos poucos retomando o seu dia a dia, com a reabertura dos bancos, mas, como relatou o repórter da BBC na cidade, Kevin Connelly, ainda não está claro o que vai acontecer quando o dinheiro acabar.

Segundo o repórter da BBC, uma dificuldade adicional que os rebeldes encontram para derrubar Khadafi é o fato de que não há um Exército rebelde capaz de fazer um percurso de 1.600 quilômetros para atacar a última região controlada pelo líder líbio.

No sábado, o Conselho de Segurança da ONU apoiou por unanimidade um embargo à venda de armas para a Líbia e o congelamento dos bens de autoridades do país.

O Conselho solicitou ainda que a Khadafi seja referido ao Tribunal Criminal Internacional para investigar possíveis crimes contra a humanidade cometidos pelo líder líbio durante a repressão aos protestos contra o seu governo.

Em entrevista à uma rede de TV da Sérvia, Khadafi afirmou que as sanções não surtirão efeito. ”O povo da Líbia me apoia, pequenos grupos rebeldes estão cercados e nós iremos lidar com eles”, afirmou.

O filho de Khadafi, Saif al-Islam, negou que seu pai possua contas no exterior.

”Somos uma família modesta e todos sabem disso”, disse, em entrevista à rede ABC. ”Eles estão dizendo que temos dinheiro na Europa, na Suíça. É uma piada”, afirmou.

Polícia é mobilizada para impedir manifestações na China 0

Posted on February 28, 2011 by Jefferson

DA EFE, EM PEQUIM

A polícia foi mobilizada em massa neste domingo em Pequim e Xangai para impedir as chamadas “concentrações de Jasmim”, convocadas em 13 cidades chinesas pela internet.

Em Pequim, a calçada situada em frente ao restaurante McDonald’s, o local escolhido pelos autores anônimos do chamado na rede, inspirado na revolução tunisiana, foi cenário, subitamente, de obras públicas.

Centenas de policiais uniformizados e outros à paisana tentavam garantir a manutenção da ordem na rua e no interior do restaurante, que estava cheio de gente, tanto clientes como jornalistas estrangeiros, que fotografavam e olhavam os agentes de segurança.

Às 15h locais (4h de Brasília), dezenas de policiais rodearam jornalistas que queriam gravar imagens da rua e do restaurante, impedindo-os de trabalhar.

Jornalistas da France Presse viram a polícia, muito nervosa, tratando jornalistas estrangeiros com brutalidade.

Em Xangai, havia muitos policiais na rua Hankou, perto da Praça do Povo, local escolhido para o protesto, que não ocorreu.

Várias pessoas foram levadas em três furgões, constatou a AFP, mas não se sabe se eram manifestantes.

Revelações do WikiLeaks podem afetar campanha no Peru 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

DA REUTERS, EM LIMA

Supostas revelações sobre alguns candidatos à Presidência do Peru em documentos dos Estados Unidos obtidos pelo WikiLeaks podem atrapalhar a campanha eleitoral e afetar um dos principais candidatos, a menos de dois meses das concorridas eleições.

O candidato nacionalista Ollanta Humala disse que a embaixadora norte-americana em Lima, Rose Likins, o informou nesta semana que, segundo documentos sigilosos, o atual favorito e ex-presidente Alejandro Toledo buscou apoio dos Estados Unidos em 2005 para evitar que Humala ganhasse as eleições passadas.

Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, rejeitou a acusação e pediu provas que comprovassem a informação.

Segundo pesquisas, o candidato lidera as intenções de voto para as eleições de 10 de abril, mas não alcançaria mais de 50% dos votos. A eleição, portanto, seria definida no segundo turno, em 5 de junho.

“De fato isso afeta a campanha eleitoral e acho que pode atingir Toledo porque é uma denúncia grave”, afirmou o analista político Alberto Adrianzén. “O melhor para todos é que a embaixada publique o documento” diplomático, disse.

A embaixadora Likins desmentiu a jornalistas o que foi dito por Humala, um esquerdista temido pelos investidores, apesar de ter moderado seu discurso radical contra o mercado. Ele foi finalista nas eleições presidenciais de 2006.

“Estamos lidando com um problema do WikiLeaks que não é de nossa criação”, afirmou a diplomata.

“O que eu quero esclarecer é que a informação que saiu não está de acordo com a informação que eu proporcionei ao candidato Humala.”

Os rivais de Toledo para um possível segundo turno seriam a parlamentar Keiko Fujimori e o ex-prefeito de Lima Luis Castañeda.

Começa encontro do G20, em Paris, com foco na alta das commodities. 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

Ministros das Finanças das maiores economias se reúnem no país.

Mantega diz que vai se opor à regulação de preços das matérias-primas.

Do G1, com informações de agências

Começa nesta sexta-feira (18), em Paris, o encontro do G20 – que reúne os ministros das Finanças das maiores economias do mundo e das principais emergentes. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está na França para representar o Brasil.

O aumento nos preços das commodities deve ser um dos destaques da pauta do encontro – que tem como um dos objetivos estabelecer indicadores comuns para medir os desequilíbrios econômicos mundiais.

Para o grupo, além da alta dos preços das matérias-primas, representam riscos para a recuperação econômica mundial o potencial superaquecimento das economias emergentes e os problemas de dívida soberana nas nações mais ricas. Estas preocupações devem ser combatidas com cortes orçamentários, uma maior liberdade das taxas de câmbio e reformas estruturais

Na reunião, que coincide com um momento em que os preços dos alimentos batem recordes, Brasil e Argentina vão se opor a qualquer tentativa de impor um controle da cotação das matérias-primas, um ponto que provoca choques entre o mundo desenvolvido e o emergente.
Mantega e o ministro da Fazenda da Argentina, Amado Boudou, estiveram reunidos há uma semana para discutir o tema.

Mantega
“O Brasil é totalmente contra qualquer mecanismo para controlar ou regular os preços das commodities”, disse Mantega na última terça-feira (15). “De qualquer forma, os preços das commodities vão ceder naturalmente às forças do mercado.”

Na opinião do ministro, o melhor meio para se assegurar preços acessíveis de alimentos, no longo prazo, é estimular o aumento da produção. “Uma forma de manter em baixa os preços das commodities seria encorajar uma produção maior nos países emergentes e pobres”, sugeriu Mantega. “Os países desenvolvidos poderiam ajudar este processo com investimentos.”

Mantega acrescentou ainda que os países desenvolvidos industrializados podem ajudar a promover uma produção maior das commodities “com a remoção das barreiras comerciais”.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que ocupa a presidência rotativa do G20 até o fim de 2011, propôs uma reforma do sistema monetário mundial e o estabelecimento de um controle contra a especulação nos mercados de matérias-primas – duas maneiras, a seu ver, de defender as economias mais pobres dos atuais desequilíbrios comerciais globais.

O primeiro passo seria definir indicadores econômicos capazes de medir as diferenças entre os países e dar início a um processo corretivo – embora muitos enxerguem este projeto como um modo sutil de obrigar a China a reavaliar o yuan, reduzindo seu descomunal excedente comercial.

“Nossa expectativa é alcançar um acordo sobre os indicadores no sábado”, disse esta semana a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde.

Brics
Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) convocaram para esta sexta-feira uma reunião preparatória, na qual abordarão, entre outros temas, a questão da avaliação das economias do G20 e a reforma do sistema monetário internacional.

Já no ano passado, por exemplo, em um encontro de ministros das Finanças do G20, ainda sob a presidência sul-coreana, a China e outros países haviam se declarado contrários a uma proposta americana de estabelecer um limite de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para os desequilíbrios das contas correntes.

Diante desta reticência, que não inclui apenas os países emergentes, mas também grandes exportadores desenvolvidos como a Alemanha, existe um consenso de evitar referências, neste momento, a metas específicas na hora de enfrentar o abismo que há entre os países.

(Com informações da France Presse, EFE e Agência Estado)

Por qué importa Bahréin 0

Posted on February 18, 2011 by Jefferson

Redacción

BBC Mundo

Se trata del cuarto día de protestas en Bahréin.

Bahréin vivió su cuarto día de protestas que amenazan con desestabilizar la dinastía que ha gobernado el país por décadas.

Hay una fuerte presencia policial en las calles de la capital, Manama, donde la policía cercó la principal plaza de la capital, el centro de las manifestaciones, utilizando tanques, vehículos policiales y alambradas.

El ministerio del interior prohibió toda forma de protesta y señaló que utilizará todos los medios necesarios para restaurar el orden.

Se trata del capítulo más reciente de la ola de manifestaciones que ya ha tumbado dos presidentes en la región, Ben Ali en Túnez y Hosni Mubarak en Egipto.

Los manifestantes piden reformas democráticas en el país de mayoría musulmana chiita, que es gobernado por una monarquía sunita.

BBC analiza cinco razones claves que ilustran la importancia de estas protestas en Bahréin.

Importancia estratégica

Bahréin es el país más pequeño del golfo Pérsico, con alrededor de un millón de habitantes, pero su importancia estratégica excede con creces su tamaño.

La privilegiada posición geográfica nunca ha pasado desapercibida para las grandes potencias. Antes fueron los británicos, hoy es Estados Unidos, que tiene aquí su quinta flota naval para mantener un ojo en la percibida amenaza iraní en la región.

Bahrein ha sido un aliado privilegiado de Washigton, particularmente a partir de la primera guerra contra Irak, en 1991. El ejército de Estados Unidos también utilizó sus bases aquí para atacar a Irak en la segunda guerra del golfo a inicios de esta década.

Al igual que en Egipto, la política de EE.UU. ha sido la de ignorar los reclamos democráticos de los ciudadanos de Bahréin en nombre de la estabilidad regional y sus intereses estratégicos en la región.

De manera que las protestas de los últimos días no sólo han puesto en aprietos a la política exterior de Washington, sino también a su estrategia de defensa.

Ruta del petróleo mundial

La presencia de esta flota tiene, además, otra función estratégica: asegurar el libre flujo del petróleo del Golfo Pérsico.

Bahréin vive de la riqueza petrolera, pero sus reservas son limitadas. No obstante, las bases de Estados Unidos aquí sirven para resguardar alrededor del 33% del petróleo mundial que pasa por el estrecho de Hormuz, localizado entre Irán y Omán.

Por esta razón, las manifestaciones se han sumado a los factores que están presionando los precios del petróleo, que ya alcanzaron US$104 por barril.

Según el corresponsal de asuntos económicos de la BBC, Andrew Walker, algunos de los más importantes exportadores de petróleo, en especial Irán y Libia ya han sido afectados.

“Lo que preocupa es el riesgo de que los cargamentos de petróleo de esos países sean afectados”, señala Walker.

La mayoría chiíta demanda reformas en contra de la discriminación por parte de la élite sunita.

Tensiones étnicas

Pese a que las protestas en el emirato son parte del efecto contagio tras las revueltas que derrumbaron los presidentes de Túnez, Ben Ali, y de Egipto, Hosni Mubarak, en Bahréin las protestas también responden a divisiones étnicas.

Las protestas aquí son producto del descontento de la mayoría chiíta, que representa un 70% de la población es chiíta, con la élite real sunita que gobierna al país.

Los chiítas señalan que el régimen los ha tenido históricamente discriminados y sin acceso a la riqueza, en un país que por muchos años ha experimentado una bonanza económica sostenida por el petróleo.

Incluso hay quienes hablan de apartheid, ya que a éstos se les prohíbe acceder a cargos públicos. Incluso, muchos de los efectivos de las fuerzas de seguridad son sunitas traídos de Paquistán y Siria, a quienes se le otorga ciudadanía sin muchos trámites.

Según el corresponsal de la BBC sobre temas de seguridad, Jonathan Marcus, debido a esto “hay menos posibilidad de que las fuerzas de seguridad se pongan de parte de la población local, como sucedió en Egipto”.

¿Peligro para Arabia Saudita?

Arabia Saudita, que desde las protestas en Egipto ha seguido los acontecimientos con atención, tiene más razones para preocuparse ahora que la ola de manifestaciones está literalmente en su vecindario.

Un viaducto une a Bahréin con la parte oriental de Arabia Saudita, una zona rica en petróleo pero además con una significativa población chiita que tiene fuertes vínculos familiares y culturales con los chiitas bahreinies.

El periodista de la BBC Bill Law da cuenta de que un experto con estrechos vínculos con el poderoso ministro del Interior saudita, el Príncipe Nayef, le aseguró que el gobierno saudita va a intervenir si la situación “se sale de control”.

Según dijo a la BBC Gala Riani, de la revista sobre temas de defensa Jane’s Weekly, los sauditas no tendrían problemas en apoyar – y, en el peor de los casos, intervenir directamente – si las autoridades de Bahréin no son capaces de controlar las manifestaciones.

El factor Irán

Muchos temen que un régimen democrático en Bahréin fortalezca la presencia de Irán en la región.

Algunos analistas señalan que las protestas de la mayoría chiíta podrían eventualmente fortalecer aún más la presencia de Irán en la región.

Según Jonathan Marcus, Irán mantiene un ojo puesto en los acontecimientos en el emirato, ya que “por largo tiempo ha tenido un interés estratégico aquí”.

La preocupación central es que, como sucedió en Irak, el establecimiento de un sistema democrático coloque a Bahréin en el campo iraní.

En los últimos años, Irán ha expandido su influencia en el Medio Oriente, particularmente en Irak y en Líbano.

Además, Teherán considera los países del Golfo como una zona natural de influencia, por la presencia chiíta, que representa el 8% de la población en Arabia Saudita, el 25% en Kuwait y el 70% en Bahréin.

No obstante, otros observadores destacan que la influencia de Irán en Bahréin es relativamente limitada, ya que los chiítas bahreinies tienden a seguir a clérigos más moderados en centros como Kerbala y Najaf en Irak.

Revoltas ganham força no mundo árabe e chegam à Líbia. 0

Posted on February 16, 2011 by Jefferson

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 18h55.

Após a derrubada das ditaduras na Tunísia e no Egito, a onda de revoltas se espalhou por diversos países árabes, como Bahrein, Iêmen e Iraque, além do Irã –nação que embora não pertença ao grupo árabe também sofreu reflexos da crise na região.

Mais cedo, autoridades líbias confirmaram dois mortos e 40 feridos. No Egito, o governo indicou que 365 morreram e 5.500 ficaram feridos durante os 18 dias de protestos no país.

Solidificando a crise na região, nesta quarta-feira as manifestações atingiram também a Líbia, país sob o governo ditatorial de Muammar Gaddafi, no poder há 42 anos.

Os manifestantes cantavam “Muammar é o inimigo de Deus” e “Abaixo, abaixo à corrupção e ao corrupto”. Armados, policiais e partidários do governo rapidamente cercaram os manifestantes e atiraram balas de borracha, segundo Ashur Shamis, um ativista líbio de oposição em Londres.

Os protestos de terça e quarta aparentemente foram provocados pela falha das conversas entre o governo e um comitê representando famílias de centenas de prisioneiros mortos quando forças de segurança abriram fogo durante protestos, em 1996, em Abu Salim, a mais importante prisão da Líbia. O governo começou a pagar compensações às famílias, mas o comitê pede o julgamento dos responsáveis.

EGITO

O Ministério da Saúde do Egito informou nesta quarta-feira que 365 pessoas foram mortas durante os 18 dias de protestos, iniciados em 25 de janeiro, que terminaram na última sexta-feira (11) com a renúncia do ditador do país, Hosni Mubarak, que estava há 30 anos no poder.

Trata-se da primeira estatística dada pelo governo sobre as revoltas populares, apesar de o ministro da Saúde, Ahmed Sameh Farid, afirmar que é apenas uma contagem preliminar sobre a morte de civis –não estão incluídos policiais ou prisioneiros.

Ainda hoje as Forças Armadas pediram que os egípcios retornem ao trabalho, enquanto uma comissão prossegue estudando as emendas à Constituição.

IÊMEN

Em Sanaa, milhares de estudantes e advogados gritavam “Depois de Mubarak, Ali”, em referência o presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, que está no poder há 32 anos.

Manifestações contra o governo se espalharam pelo Iêmen nesta quarta-feira, com centenas de pessoas saindo às ruas de Sanaa, Aden e Taiz. Na capital, ao menos 800 opositores marcharam apesar dos esforços da polícia para conter os protestos.

Em Aden, a principal cidade do sul do Iêmen, um manifestante morreu e outros três ficaram feridos durante enfrentamentos entre as forças segurança e os centenas de manifestantes antigovernamentais, de acordo com fontes hospitalares.

BAHREIN

Em Bahrein, apesar da proibição, milhares de pessoas voltaram a protestar contra o governo durante o funeral em Manama de um estudante morto na terça-feira durante um protesto, no terceiro dia de manifestações no país.

Mais de 2.000 pessoas participaram do cortejo de Fadel Salman Matruk, baleado durante um protesto, em frente ao hospital onde era velado outro manifestante xiita morto.

O ministro do Interior, xeque Rashed bin Abdullah Al Khalifa, apresentou nesta quarta-feira desculpas e anunciou a prisão de dois policiais. Mas o xeque Ali Salman, líder da oposição xiita, não se deu por satisfeito com esses gestos e pediu uma “monarquia constitucional”com um primeiro-ministro “eleito pelo povo”.

IRAQUE

Fontes policiais na cidade de Kut –palco de violentos protestos por melhorias de serviços do governo no Iraque– indicaram que ao menos duas pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas quando cerca de 2.000 manifestantes invadiram prédios da administração regional.

Além dos protestos inspirados nas revoltas da Tunísia e do Egito, a quarta-feira registrou atentados em ao menos três diferentes cidades do Iraque. Em Mussayab, uma bomba foi detonadas próximo a uma delegacia de polícia, em Mossul, um funcionário do governo foi morto por atiradores e em Tuz Khurmato outra bomba foi plantada num carro da polícia.

Embora as tropas de combate dos Estados Unidos tenham deixado o país ainda na metade do ano passado, a onda de violência no Iraque se mantém e os soldados americanos que ficaram como uma força de transição já atuaram de forma combativa por diversas vezes.

IRÃ

Dois líderes da oposição iraniana, Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karoubi, pediram ao governo do país nesta quarta-feira que “escute o povo” em uma carta publicada em vários sites opositores. A divulgação do texto ocorre um dia depois de o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, ter afirmado que a revolta da oposição do país “vai fracassar”, e de parlamentares terem pedido a morte dos dois.

O regime iraniano convocou um dia “de ódio e ira” para a sexta-feira contra as provocações dos opositores Mir Hussein Mousavi e Mehdi Karubi, num momento em que se multiplicam os chamados para que estes sejam castigados pelos protestos.

ARGÉLIA

Mais de mil estudantes concentraram-se nesta quarta-feira diante do Ministério da Educação Superior em Argel em um protesto pacífico contra um decreto presidencial que, segundo eles, desvaloriza seus estudos e títulos acadêmicos.

Já a Coordenação Nacional pela Democracia e Mudança, grupo integrado por várias organizações da sociedade civil e partidos políticos da Argélia, convocou uma nova manifestação para o próximo sábado (19) em Argel, em reivindicação à democratização do regime e pedindo a queda do presidente Abdelaziz Bouteflika, há 12 anos no poder.

O chamado ocorreu após grandes protestos no sábado (12), quando milhares foram às ruas, embora tenham sido fortemente reprimidos por mais de 30.000 policiais que prenderam mais de 400 ativistas.

Ex-dirigente soviético Gorbatchov diz ter vergonha da Rússia 0

Posted on February 16, 2011 by Jefferson

DA FRANCE PRESSE, EM MOSCOU

O último dirigente soviético, Mikhail Gorbatchov, criticou duramente nesta quarta-feira uma Rússia de elites “depravadas”, onde a vida política se resume a uma “imitação”, dizendo ter “vergonha” de seu país, quase 20 anos após o fim da perestroika (reestruturação econômica) lançada por ele.

Durante uma longa entrevista ao jornal de oposição “Novaya Gazeta” –de onde é acionista– Gorbatchov, que festejará seus 80 anos no dia 2 de março, contou que o vice-chefe da administração do Kremlin, Vladislav Surkov, considerado o principal “ideólogo” do poder russo, impediu-o de criar um partido social-democrata.

“Tinha a intenção, junto de meus amigos, de criar um partido. Quando Surkov ficou sabendo, ele me perguntou ‘Isso serve para quê? De qualquer maneira, não vamos registrar seu partido’”, revelou.

“A classe no poder comporta-se de maneira revoltante. São ricos e depravados. Seguem o exemplo de (Roman) Abramovich [bilionário, dono do clube de futebol inglês Chelsea, de iates e mansões luxuosas]“, disse ainda o ex-líder soviético.

“Desprezo este ideal. Tenho vergonha desta rica devassidão. Tenho vergonha por nós e pelo país”, acrescentou o pai da Perestroika, processo de liberalização iniciado na URSS na segunda metade dos anos 80 e que terminou com a queda do regime soviético em 1991.

Criticando a anulação de eleições para governadores por Vladimir Putin, ex-presidente e atual primeiro-ministro, e a falta de liberdade de expressão nas televisões nacionais, Gorbatchov denunciou uma “imitação” da vida política na Rússia.

“O presidente (Dmitri Medvedev) e Vladimir Vladimirovich (Putin) fazem o que podem, mas o que acontece no país se parece cada vez mais com uma imitação. Ao invés de tomar medidas concretas (…) eles tornam absurdas as leis eleitorais”, disse.

Agora que o presidente Medvedev defende uma modernização da Rússia, Gorbachev acredita que um dos principais obstáculos, a fuga de cérebros, se explica pelas deficiências democráticas.

“A vida normal está relacionada à democracia, quando o poder é controlado, e não com o autoritarismo que controla as pessoas e suas liberdades”, destacou.

“Se houver um renascimento do projeto democrático, as pessoas pararão de emigrar e voltaram”, se eles não “dependerem mais do czar, do primeiro-ministro”, continuou.

Vladimir Putin segue sendo considerado por muitos observadores como o verdadeiro líder do país.

“A política atual, que se utiliza de todos os meios para se manter no poder, é inaceitável”, concluiu o ex-presidente soviético, que foi obrigado a deixar o poder no fim de 1991.

ANIVERSÁRIO

Mikhail Gorbatchov ainda disse, durante a entrevista, que festejaria seu aniversário em Moscou no dia 2 de março. Uma noite de gala será igualmente organizada em Londres, no Royal Albert Hall, no dia 30 de março. A receita do concerto, no qual participarão Sharon Stone, Bryan Ferry e The Scorpions, vai ser revertida para o centro de tratamento de leucemia para crianças criado por sua esposa Raissa, que faleceu de câncer em 1999.

Gorbatchov também revelou, durante o encontro, que Raissa havia “sofrido muito” durante o golpe de 1991, e que isso havia contribuído para a piora de sua saúde. Na época, ela sofreu um derrame e teve hemorragia nos dois olhos.

“Após o retorno deles para Moscou, após o golpe fracassado, eu não fui mais à praça da Liberdade, onde me esperavam. Faz 20 anos que sou criticado por isso. Eu estava com ela”, confessou.

Ela, em seguida, queimou as 52 cartas que Gorbatchov havia escrito para ela durante a juventude, para proteger a “vida privada da intromissão de estranhos”, contou ainda o líder.

Combates na fronteira entre Camboja e Tailândia recomeçam. 0

Posted on February 08, 2011 by Jefferson

Combates na fronteira entre Camboja e Tailândia recomeçam

DA EFE

As tropas do Camboja e da Tailândia retomaram nesta segunda-feira, pelo quatro dia consecutivo, os combates em uma região da fronteira comum em disputa, informaram fontes oficiais.

O porta-voz governamental cambojano, Phay Siphan, explicou que os confrontos pararam por volta da meia-noite, mas começaram outra vez ao amanhecer.

Os combates da noite de domingo deixaram pelo menos dez feridos e ocorreram apesar do cessar-fogo pactuado entre ambas as partes, após as primeiras escaramuças que no sábado causaram cinco mortos e elevaram a tensão na fronteira.

Soldados do Camboja assumem posição em tanques estacionados perto do templo de Preah Vihear, na fronteira com a Tailândia

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, defendeu no domingo a atuação de seu governo com o Camboja em resposta à pressão que exerce a aliança nacionalista dos “camisas amarelas”, que exige sua renúncia por causa do litígio territorial.

Por sua parte, o líder cambojano, Hun Sen, enviou uma carta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas protestando pela “flagrante agressão” da Tailândia.

Os “camisas amarelas”, que até agora tinham respaldado o Partido Democrata de Abhisit, estão quase duas semanas acampados em frente à sede do Executivo para reivindicar mais dureza com o Camboja na disputa fronteiriça.

Exigem que a Tailândia emita um memorando de entendimento para delimitar o passo alcançado em 2000, rompa seus laços com a Unesco por considerar que o território pertence ao país vizinho e expulse da “zona quente” todos os soldados cambojanos.

Ambos os países arrastam o conflito desde o verão de 2008, quando a agência da ONU reconheceu Preah Vihear, um templo khmer do século XI, como Patrimônio da Humanidade no Camboja.

A Tailândia o admite, mas reivindica uma zona de 6,4 quilômetros quadrados situada nos arredores.

Comunidade internacional reconhece independência do Sudão do Sul. 0

Posted on February 08, 2011 by Jefferson

A ONU, a União Africana (UA) e outros Estados reconheceram nesta terça-feira o resultado do referendo que concede a independência ao Sudão do Sul e pediram mais esforços ao norte e ao sul para evitar qualquer tipo de confronto no futuro.

“Confirmamos nossa aceitação do resultado do referendo a favor da secessão do Sudão do Sul”, segundo um comunicado conjunto divulgado pelo departamento de Estado dos Estados Unidos.

A nota elogia o governo de Cartum e o futuro governo do sul pela realização do referendo, parte culminante do acordo de paz assinado em 2005 por ambas as partes, acabando com duas décadas de guerra civil que deixaram mais de dois milhões de mortos.

O comitê eleitoral publicou na última segunda-feira o resultado definitivo do referendo, realizado no início de janeiro, que outorgou a independência do sul com 98,33% dos votos.

E isso vai dar “pano pra manga”… 0

Posted on February 08, 2011 by Jefferson

Un arrepentido asegura que vio a un general venezolano en un campamento de las FARC

Los ex miembros de la guerrilla no reconocen a Cubillas entre los etarras que les dieron cursos sobre explosivos en la selva

JOSÉ MARÍA IRUJO 09/02/2011

El juez de la Audiencia Nacional Eloy Velasco interroga esta semana por videoconferencia a nueve arrepentidos de las FARC para tratar de esclarecer las relaciones de la guerrilla con ETA y sobre los adiestramientos conjuntos que presuntamente tuvieron lugar en la selva venezolana entre 2003 y 2008. Ayer declararon los dos primeros en una sesión que ha durado dos horas.

Uno de los testigos protegidos asegura que el general del Ejército de Venezuela Gustavo Morales estaba en uno de los campamentos en territorio venezolano en los que supuestamente se entrenaba la guerrilla colombiana. Este dato alimenta la tesis de la relación entre las FARC y el Gobierno de Hugo Chávez.

El ex miembro de las FARC conocido por el alias de Juan reconoció que los dos presuntos etarras José María Zaldua Corta -ya fallecido- y José Ignacio Olascoaga Múgica dieron en la selva un curso sobre el manejo de explosivos entre 2002 y 2003. Según su testimonio, enseñaron a los guerrilleros a mejorar su preparación y uso, primero con temporizador con reloj y después con móviles. También les adiestraron en la preparación de motos y coches bomba como parte de un operativo dirigido por el líder de las FARC, Iván Márquez.

Lo que ninguno de los testigos ha podido hacer es identificar a Arturo Cubillas Fontán, jefe de Seguridad del Instituto Nacional de Tierras de Venezuela (INTI) como uno de los miembros de ETA desplazados a Colombia, a pesar de que varios admitieron a los agentes españoles que en abril les interrogaron en el país andino que las FARC alojaron al presunto etarra en un campamento de la región venezolana de El Amparo. En aquella ocasión la Policía interrogó a tres de los nueve arrepentidos de las FARC, pero no tuvieron que hacer un reconocimiento fotográfico sobre los terroristas que se sospecha que han viajado a Venezuela o que pasaron por los campos de entrenamiento de la guerrilla en ese país.

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